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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Segurar uma arma deixa você mais propenso a achar que outros estão armados

O professor James Brockmole, especialista em cognição humana da Universidade de Notre Dame, liderou cinco experimentos cujo resultado mostrou que segurar uma arma (mesmo sendo de brinquedo, como era o caso) aumenta a nossa tendência a enxergar armas nas mãos de outras pessoas.
Para o estudo, a ser publicado no Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, foi dada aos participantes uma arma de brinquedo ou uma bola de espuma para segurar enquanto viam rapidamente várias imagens de pessoas em uma tela de computador. Eles tinham de dizer se elas estavam segurando uma arma ou um objeto neutro, como uma lata de refrigerante ou telefone celular. Em cada teste, os pesquisadores mudavam alguns detalhes – como a etnia das pessoas que apareciam na tela ou a resposta que os voluntários deveriam ter caso vissem alguém armado.
O resultado foi que, independentemente de outros fatores, quem tivesse que empunhar a arma para atirar caso visse a imagem de alguém armado foi mais propenso a achar que objetos comuns eram armas e, assim, tomavam atitudes induzidas pela ameaça.
“Crenças, expectativas e emoções podem influenciar a capacidade de um observador para detectar e classificar objetos como armas”, disse Brockmole. “Parece que as pessoas têm dificuldade em separar os seus pensamentos sobre o que percebem e os seus pensamentos sobre como eles podem ou devem agir.”
Pesquisas anteriores
A ideia de pesquisar o tema, segundo o professor, veio de estudos anteriores, que haviam mostrado que a forma como as pessoas percebem o ambiente ao seu redor é influenciada pela sua capacidade de executar determinada ação.
Só para se ter uma ideia, uma pesquisa havia mostrado que pessoas com ombros mais largos tendem a enxergar portas como sendo mais estreitas do que são – e jogadores de softball com maiores médias de rebatidas tendem a perceber a bola como sendo maior.

Fonte: Superinteressante.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Desejos (que tentamos guardar) longe da consciência

Sentimentos reprimidos tendem a reaparecer, disfarçados e deslocados, tanto nos sonhos quanto no cotidiano. “O inconsciente é por definição incognocível. O psicanalista está, portanto, na posição infeliz de um estudioso daquilo que não se pode conhecer”, escreveu Thomas Ogden, em The primitive edge of experience, de 1989. Na verdade, podemos pensar o inconsciente sob duas ópticas. Como adjetivo, é possível associá-lo ao que escapa à consciência, sem estabelecer discriminação entre conteúdos dos sistemas pré-consciente e inconsciente. Para melhor compreender, vale observar aqui que a concepção de consciência parece semelhante à de atenção: estamos conscientes daquilo para o que nos voltamos e inconscientes daquilo com que não nos ocupamos. Poderíamos, segundo essa lógica, estar conscientes de situações e fenômenos para os quais voltássemos nossa atenção – entraríamos então no que Freud chamou de pré-consciente. Aquilo para que evitamos dar atenção por acharmos que podem deflagrar perturbação e dor está no inconsciente reprimido. É possível, nesse caso, falar do inconsciente como substantivo, no sentido tópico. Trata-se, assim, de uma instância psíquica, faz parte da primeira teoria do aparelho psíquico desenvolvida por Freud, constituído de material recalcado, não diretamente acessível à consciência.
A consciência pode ser comparada com o que está visível na tela do computador. Temos acesso imediato a outras informações “pulando” para outra parte do documento ou mudando de janela. Esse gesto seria análogo às partes consciente e pré-consciente da mente. Mas pode ser mais difícil acessar outros conteúdos, pois podem estar criptografados ou atachados, podem exigir senha ou ainda ter sido corrompidos, de modo que a informação esteja embaralhada e, portanto, incompreensível.
A ideia de que guardamos motivações sobre as quais não temos controle (e, por vezes, nem mesmo, ciência) traz à tona a hipótese que oferece consistência a comportamentos e vivências que, de outra forma, pareceriam completamente incoerentes. Freud se deu conta de que lapsos verbais e de  escrita, falhas da memória, ações confusas e outros equívocos podem ser, em um nível mais profundo, não casuais – mas inconscientemente intencionais. Para ele, os sonhos constituem um caminho privilegiado para o inconsciente, embora não seja possível desvendá-los completamente.
Da mesma forma que os sonhos, outras formas de comunicação podem apresentar representações de desejos e observações inconscientes que empregam os mesmos mecanismos oníricos. Os significados inconscientes são codificados, revestidos de metáforas e imagens. Um exemplo muito comum disso se dá em situações em que sentimos raiva, mas reprimimos essa emoção por sabermos que desencadeará sentimentos dolorosos e em especial quando é dirigida a alguém com quem temos relação mais próxima. Assim, os sentimentos reprimidos são disfarçados e deslocados – e aparecem, por exemplo, quando criticamos outra pessoa.
É possível pensar na seguinte situação: a orientadora de pesquisa de uma jovem avisa que vai ausentar-se do país durante um período crítico do trabalho. A estudante pode até compreender, de forma sincera, as razões da orientadora. Mas, prosseguindo a conversa, ela fala de um caso que ouvira: uma mãe havia deixado o filho pequeno sozinho em casa para fazer compras, a criança acordou e terminou se ferindo ao cair da escada. A mensagem inconsciente é clara: a orientadora é tida como a mãe negligente, a aluna é o filho desprotegido. A queda faz alusão ao risco que ela julga correr. Conscientemente, a garota fala como adulta, mas inconscientemente se ressente com a orientadora que não cumpre a função de mãe.
Cabe considerar que a consciência tem gradações. Vivências infantis que evocaram grande vergonha ou culpa podem ficar tão abafadas que se torna muito difícil resgatálas, sendo possível ter apenas indícios desse material. Já uma introspecção momentânea, aliada a alguma capacidade psicológica de tolerar o desconforto de lidar com algum conteúdo que estava inconsciente e pode levar o desejo que parecia escondido ao pleno conhecimento. Do mesmo modo, no decorrer de uma terapia psicanalítica na qual o paciente é encorajado a falar e pensar com maior liberdade para estabelecer associações, seus anseios e temores tendem a se aproximar, gradualmente, da consciência.

Fonte: Scientific American.

3 dicas da ciência para esquecer um amor

Perder um amor dói. E não é pouco. Dizem que machuca tanto quanto uma surra – e pode até acabar com a sua vida. Um coração machucado até rende bons livros e canções, é verdade, mas se você é do time que prefere se livrar logo das amarguras da vida aproveita essas três dicas da ciência.
1. Trate como droga
Ele age como a cocaína, numa região do cérebro conhecida como núcleo accumbens. É aí que fica a zona de recompensa, que te faz sentir prazer. E é esta a sensação que causa vício. Exatamente como acontece com a cocaína. A antropóloga e especialista em amor Helen Fisher trabalhou durante anos com imagens de cérebros. E percebeu que, sim, o amor desperta as mesmas áreas que a cocaína ou cigarro – e por isso pode viciar tanto quanto ela. Portanto, deve ser tratado como tal. A recomendação de Fisher é que você jogue fora (ou esconda) tudo que te faz lembrar seu ex-amor: e-mails, fotos, cartões. “Não converse ou fuce no Facebook dele(a). Se você está tentando cortar o álcool, você não deixa um uísque na sua mesa”, diz. Aliás, já dissemos por aqui que excluir ex do Facebook ajuda a superar o término, lembra?
2. Como cortar a obsessão
Tá, mas deixar de pensar na pessoa não é assim tão fácil, certo? Bem, o psicólogo Robert Stemberg, da Universidade do Estado de Oklahoma, dá quatro dicas para manter o pensamento longe do perigo: lembre-se das características negativas dele (a) e nunca esqueça que relacionamentos só funcionam quando os dois querem, aposte num novo amor (mesmo que ele seja temporário) e mantenha-se ocupado.
3. Deixe o tempo curar
Essa é a mais óbvia, mas quando a gente tá nessas parece que não vai passar nunca, não é? Pois bem, passa. Palavra da ciência. Nas imagens cerebrais analisadas por Helen Fisher, ela percebeu que o pessoal que havia levado um pé na bunda, depois de algum tempo, apresentava uma atividade menor numa área chamada palladium ventral, região associada à sensação de apego. E ela ainda acrescenta outras dicas para compensar a ausência do ex: receba muitos abraços dos amigos (serve para aumentar os níveis de ocitocina, hormônio que te deixa mais relaxado) e faça exercícios físicos (vai aumentar a taxa de dopamina no cérebro).

“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é a eternidade.”
William Shakespeare

Fonte: Superinteressante.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Alodoxafobia: o medo da opinião dos outros


As redes sociais trouxeram praticidade mas também desenvolveram em muitas pessoas o receio pela opinião alheia. Mas, como ninguém paga nossas contas, afinal: porque temos tanto medo da opinião dos outros?
O julgamento é, na verdade, uma forma de se auto-afirmar. Quando manifestamos algum conteúdo, de alguma forma estamos expondo algo íntimo sobre nossa personalidade e maneira de ver o mundo. O receio extremo pelo julgamento alheio é tão sério que tem até nome – Alodoxafobia.
Se livrar deste medo, no entanto, não é fácil. Mas é possível. Basta seguir algumas regras básicas (que valem para toda a vida, e não só para as redes sociais).
1. Pergunte a si mesmo o que realmente importa para você
É perfeitamente normal ter valores diferentes das pessoas ao seu redor. Você não é obrigado a gostar de um estilo musical que não gosta, só porque seus amigos insistem que você deve gostar.
Muitos vão julgá-lo por não seguir um determinado padrão, mas se você for fiel a seus próprios objetivos e valores desenvolverá, acima de tudo, personalidade.
2. Nem todos estão olhando para você, ou, você não é o centro do universo
Se preocupar muito com a opinião alheia pode ser também uma necessidade de ser o centro das atenções. A maioria das pessoas ao redor estão na verdade muito ocupadas cuidando de suas próprias vidas para ficar cuidando da sua.
3. Aceite: a opinião dos outros não podem te afetar
Ou seja, agora você já sabe o que realmente importa para você e que você não é o centro das atenções. Além disso, também é preciso ter em mente que você está a todo momento sujeito a julgamentos (e será assim até o fim da vida). Pode ser no trabalho, pode ser dos amigos, ou até mesmo quando estiver andando na rua. Na maioria das situações, a opinião das pessoas não vai mudar a sua essência.
É claro que existem alguns casos onde as opiniões das pessoas podem fazer a diferença, é o caso da opinião do seu chefe. Na sua opinião, é mais importante se preocupar com a opinião de quem realmente importa, ou com a opinião de quem não exerce nenhum efeito em sua vida? As pessoas que realmente importam, que no caso são sua família e amigos, vão te amar pelo que você realmente é.
4. Você não pode controlar o que as pessoas pensam
De fato, não podemos controlar o pensamento das pessoas. Não tem como saber o que uma pessoa pensa, muito menos o por que. As pessoas são diferentes, logo pensam de maneiras diferentes.
O que os outros pensam de você, que seja coisas boas ou ruins – é apenas opinião.
Da próxima vez que você for se preocupar com o que os outros pensam ou podem pensar de você, antes, pergunte a si mesmo se esse pensamento sobre você pode exercer algum efeito em sua vida. No fim das contas, o que pensam de você é problema de quem pensa e não seu.

Fonte: Discovery Notícias. 

Pessoas que costumam falar sobre si mesmas são propensas à depressão

Que palavra você usa com mais freqüência no dia a dia? “Eu” ou “nós”? Pesquisadores da Universidade de Kassel, na Alemanha, afirmam que falar sobre si mesmo em excesso pode indicar sinais de tendência à depressão e ansiedade. Usar o pronome no plural, por outro lado, revela pessoas mais sociáveis.
Os cientistas conduziram um estudo com 103 mulheres e 15 homens, a maioria dos quais eram diagnosticados com sintomas de depressão ou ansiedade. Todos foram submetidos a um questionário em que contavam a história de sua vida pregressa, seus relacionamentos e a percepção que possuíam de si próprios.
Cada entrevista durou entre 60 e 90 minutos. Ao comparar os depoimentos, os psicólogos mediram quanto cada entrevistado citou a si mesmo, a partir do uso das palavras “eu” e “nós” nas respostas.
Cruzando os dados, descobriram resultados opostos. Aqueles que mais fizeram referências pessoais relataram uma vida mais pontuada por problemas de relacionamento e por depressão. Conforme constataram os pesquisadores, tratava-se de pessoas carentes emocionalmente, em sua maior parte.
Os entrevistados que penderam para a repetição do “nós” mostraram o contrário com suas respostas: propensão a relacionamentos mais saudáveis, com respeito aos limites de intimidade do próximo.
A razão para essa diferença, segundo os cientistas, é a forma como cada pessoa se enxerga na comunidade que a rodeia. Os que repetiram o uso do “eu” tendem a se colocar como protagonistas das próprias narrativas, enquanto o segundo grupo enxerga-se de forma mais global como parte de um círculo social.

Fonte: Hypescience.

Homens preferem ter “casos” com mulheres de traços mais femininos

Uma análise curiosa, feita por uma dupla de pesquisadores da Escócia, mostrou que homens comprometidos que procuram um “caso” têm preferência por mulheres com traços mais femininos. O objetivo inicial do estudo era investigar se havia uma preferência por certas feições conforme o tipo de relacionamento (breve ou duradouro) procurado.
Entre os 393 participantes (todos homens heterossexuais), 207 relataram que estavam em um relacionamento. No estudo, cada um analisou 10 pares de fotos de mulheres, em que uma foto havia sido modificada para deixar a pessoa com traços mais masculinos e a outra, com traços mais femininos. Os autores pediram que os participantes dissessem qual “versão” de cada par eles achavam mais atraente para um relacionamento curto e para um relacionamento longo. Resultado: na busca por um relacionamento curto (um “caso”, para os participantes comprometidos), as mulheres com traços mais femininos foram as preferidas.
“É interessante notar que esses resultados são comparáveis aos de pesquisas anteriores que indicam a preferência de mulheres por homens com traços mais masculinos na busca por relacionamentos breves”, destaca o pesquisador Anthony Little, da Universidade de Stirling (Escócia). Ele aponta que existe mais de uma possível explicação. “Talvez alguns homens estejam mais inclinados a ter um relacionamento duradouro enquanto tentam ter um caso com outra mulher, mais feminina. Ou, talvez, uma vez que o relacionamento esteja ‘seguro’, o risco de ser descoberto torne o homem mais seletivo [em relação a atratividade]“.
Em outra parte do mesmo estudo, a dupla concluiu que homens que se consideram atraentes tendem a preferir mulheres com traços mais femininos, um fenômeno que, de acordo com Little, ocorre de modo similar em mulheres.

Fonte: ScienceDaily.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Promiscuidade masculina ou feminina, quem ganha?

Todos acreditam que os homens são mais promíscuos e que as mulheres cobram mais, porém este fato é MITO.
Na Inglaterra, segundo psicólogos as mulheres tendem a ter a mesma quantidade de filhos do que os homens.
Este estudo analisou  mais de 10 mil pessoas em 18 países.
Além disso os dados mostram que não há uma espécie de homem que atrai várias mulheres em comparação com outros, que fracassariam na procura de uma parceira constantemente
Com base nesta pesquisa, os únicos casos são no qual os homens mais ricos podem desposar mais mulheres.
A Dra. Gillian Brown é uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo e afirma que mulheres procuram o mesmo número de parceiros do que os homens.
Essa crença de homens promíscuos, vem de um pesquisador da década de 40, Angus Bateman. Para ele, os homens têm mais sucesso do que as mulheres na hora de encontrar uma parceira e procriar.
Os estudos de Angus foram feitos a partir da observação de outros animais, e não de seres humanos – na natureza, os machos são competitivos e promíscuos, o exato oposto das fêmeas.

Fonte: Telegraph

Quais os segredos para ter um casamento feliz?

Esposas magras, dizem. Mas nem tudo é aparência – e nem todo pesquisador se rende a uma única resposta. Por isso o pessoal do Pew Research Center, um centro de pesquisa norte-americano, entrevistou 2 mil adultos para saber quais os segredos para ter um casamento feliz – e o que mudou desde 1997, quando realizaram uma pesquisa parecida.
Como era de se esperar, o principal fator para um casamento feliz é fidelidade – 93% dos candidatos classificaram o item como “muito importante”. O segredo número 2 também não é assim tão misterioso: sexo – 70% precisam de uma vida sexual feliz para levar o casamento adiante. E isso não mudou muito: desde 1997, os dois fatores lideram a lista do que faz um casamento feliz.
Mas só amor e confiança não bastam. De 1997 até 2007, uma coisa passou a ter muito peso na vida de um casal: as tarefas domésticas. A gente já tinha avisado por aqui: homens que limpam a casa são mais felizes. E são mais felizes também no amor. Mais de 60% dos participantes, entre homens e mulheres, contou que dividir as tarefas de casa é fundamental para fazer um casamento feliz.
Bem, além de ser fiel, bom de cama e parceiro na a faxina, o casal ainda precisa ganhar razoavelmente bem, ter uma casa legal. Também ajuda se os dois compartilharem as mesmas crenças e interesses. Ah, ter filhos também é bom.

Fonte: Superinteressante.

Excesso de otimismo pode ser resultado de falha na atividade cerebral

Ser otimista é bom: reduz o estresse e a ansiedade, é bom para a saúde e, é claro, torna a vida mais feliz e os problemas, mais suportáveis. Nem sempre é fácil. Mesmo assim, muitos fazem a Pollyanna e continuam vendo o copo meio cheio, não importa quantas evidências existam de que a coisa não está tão boa. Isso deixa os cientistas intrigados há muito tempo. Por que o otimismo é algo tão difundido, se somos o tempo todo confrontados com fatos e informações que desafiam a crença de que tudo vai dar certo no final?
Um novo estudo da University College London (UCL) e da Berlin School of Mind and Brain descobriu que a incapacidade de alterar previsões otimistas mesmo quando recebemos informações conflitantes se deve a erros na forma como processamos as informações em nosso cérebro – mais precisamente, uma falha na atividade dos lobos frontais.
Para o estudo, os pesquisadores pediram a 19 voluntários que dissessem qual a probabilidade de alguns eventos negativos ocorrerem com eles no futuro, como doenças ou o roubo de um carro. Enquanto isso, tiveram sua atividade cerebral monitorada por meio de um scanner de ressonância magnética funcional (fMRI).  Depois de uma pausa, eles foram informados da probabilidade média de esses eventos ocorrerem – e tiveram que fazer suas estimativas novamente, bem como preencher um questionário que media o seu nível de otimismo.
As pessoas, de fato, mudaram as suas estimativas com base nas informações dadas, mas somente nos casos em que os dados foram mais positivos do que elas esperavam. Por exemplo, se haviam previsto que a sua probabilidade de ter câncer era de 40%, mas a probabilidade média foi de 30%, eles ajustaram a sua estimativa para 32%. Quando a informação era pior que o esperado, eles a ignoravam.
Os resultados das tomografias do cérebro sugerem o porquê disso: todos os participantes mostraram um aumento da atividade nos lobos frontais do cérebro quando a informação dada era melhor do que o esperado. Nesse caso, a região se ativou para processar as informações e recalcular uma estimativa. No entanto, quando a informação era pior do que eles haviam estimado, os mais otimistas mostraram uma atividade menor, sugerindo que estavam ignorando as evidências apresentadas.
Os problemas do otimismo
Para Tali Sharot, um dos principais autores do estudo, os resultados sugerem que nós escolhemos as informações que iremos ouvir. E, quanto mais otimista formos, menor nossa propensão de sermos influenciados por informações negativas sobre o futuro. “Isso pode ter benefícios para a nossa saúde mental, mas existem desvantagens bem óbvias. Muitos especialistas acreditam que a crise financeira em 2008 foi provocada por analistas que superestimaram o desempenho de seus ativos, mesmo em face de evidências claras do contrário”, disse ao MedicalXpress. Segundo ele, a crença cega de que tudo vai terminar bem faz com que as pessoas acabem não tomando medidas de precaução, como praticar sexo seguro ou fazer uma poupança para a aposentadoria. Mesmo no otimismo, é preciso ter equilíbrio.

Fonte: Superinteressante.

Homens acham que mulheres tatuadas são mais fáceis

Por mais ridículo que pareça, é essa a impressão que eles têm: mulheres tatuadas topam sexo mais fácil do que as outras.
Foi o que mostrou um estudo da Universidade de Bretagne-Sud, na França. No primeiro teste, algumas mulheres fizeram uma tatuagem provisória e se deitaram na praia. E os pesquisadores, à distância, contaram quantos homens se aproximavam delas. Foram mais de 200 – fizeram mais sucesso do que as mulheres sem tatuagem que estavam pela praia.
Então os pesquisadores quiserem entender os motivos masculinos. Perguntaram a 440 homens sobre algumas mulheres que estavam por ali. A maioria deles achava que as tatuadas topariam mais facilmente um encontro e sexo. E é por isso que eles preferiam assediá-las.

Fonte: Superinteressante.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Você é tão belo(a) quanto pensa?

Em abril desse ano, a Dove lançou um vídeo que ganhou grande destaque na internet, intitulado Dove Real Beauty Sketches (“Rascunhos de Verdadeira Beleza Dove”), em que pessoas eram retratadas por um desenhista forense a partir de duas descrições: uma feita pela própria pessoa e outra por um estranho que interagiu com essa pessoa.
Ao comparar as duas versões, aquela feita a partir da descrição de um estranho era geralmente mais bonita do que a outra, mostrando que as pessoas tinham uma percepção errada de si mesmas e eram, na verdade, mais bonitas do que imaginavam. Contudo, a mensagem positiva da campanha talvez esteja em contradição com um fenômeno psicológico conhecido, chamado “auto-aprimoramento”.
Em artigo publicado pela Scientific American, o pesquisador Ozgun Atasoy explicou, citando diversos estudos, como as pessoas de modo geral têm uma autoimagem mais positiva do que a verdadeira, mas isso não é tão ruim. “A maioria de nós tende a pensar que é melhor do que realmente é – não só psicologicamente, mas em todos os aspectos”.
Um dos estudos mencionados por Atasoy foi realizado em 2008 por uma dupla de pesquisadores dos Estados Unidos e publicado no periódico Personality and Social Psychology Bulletin. Para analisar a autoimagem dos participantes, a dupla fotografou cada um deles e, no computador, criou duas versões (uma mais bonita e uma mais feia) da foto; em seguida, pediu que os participantes escolhessem, entre as três opções, qual era a original. A maioria escolheu a versão melhorada, e a rapidez da escolha serviu como evidência de que a pessoa “reconhecia” essa versão com mais facilidade (e, portanto, acreditava que era a original).
Quando repetiram o procedimento usando fotos de pessoas que os participantes haviam visto uma vez semanas antes, a maioria conseguiu escolher a versão não modificada – assim, o viés positivo era mais fraco quando se tratava de terceiros.
E o que estaria por trás desse viés positivo que temos em relação a nós mesmos? “A natureza adaptativa do auto-aprimoramento pode ser a resposta”, explica Atasoy. “Para uma pessoa, repassar a informação de que ela tem características desejáveis é benéfico em um ambiente social”. Contudo, mentir sobre nossas qualidades como forma de passar uma boa imagem tem pelo menos duas desvantagens principais: manter o disfarce pode ser desgastante (é preciso prestar atenção o tempo todo para não deixar “a máscara cair”) e, além disso, há o risco de a pessoa ser descoberta e passar a ser mal vista.
“Como no auto-aperfeiçoamento as pessoas realmente acreditam que têm características desejáveis, elas podem se promover sem precisar mentir”, explica o pesquisador. Com isso, podemos transmitir mais confiança e, com o passar do tempo, realmente desenvolver essas características que pensamos ter.
“A premissa da Dove está errada”, diz o autor. “Mas pensar que somos mais bonitos do que realmente somos pode não ser algo tão ruim”.



Fonte: Scientific American, Personality and Social Psychology Bulletin.

Como manter uma boa conversa (e evitar silêncios constrangedores)

Para algumas pessoas, eventos sociais, como festas e noites de conversa no boteco, são sinônimo de tortura, especialmente porque envolvem o risco de ficar “sem assunto” e ter que enfrentar terríveis e constrangedores silêncios.
O avesso por conversas (ou a simples falta de habilidade) pode, inclusive, prejudicar sua vida profissional, especialmente se você passar uma imagem ruim para um futuro chefe ou possível parceiro de negócios. Existe um remédio para isso? Um, não: vários.
“Como alguém quase sem experiência de negócios – além de conduzir meu trabalho individual de freelancer – tudo o que me salvou (até agora) da loucura são as habilidades que eu usava como jornalista”, conta Evan Ratliff, que já foi colaborador de revistas como The New Yorker e hoje tem sua própria empresa (The Atavist). Entre essas habilidades está “a capacidade de formular perguntas que trazem respostas úteis, seja de conselheiros, clientes ou qualquer outra pessoa”.
Em uma conversa, ou você está contando algo, ou está ouvindo e, seja qual for o caso, uma boa pergunta pode ajudar o diálogo a continuar por horas – enquanto uma pergunta ruim pode causar uma situação constrangedora.
Os segredos das boas perguntas
Muitas pessoas têm medo de ser diretas ou mostrar que não entenderam ou que não sabem algo, o que as impede de fazer perguntas boas, que demonstrem interesse no que o outro tem a dizer e tornem a conversa agradável.
Para começo de conversa, é bom evitar perguntas de “múltipla escolha” (do tipo “o que você faria na minha situação: A, B ou C?”), que acabam confundindo o outro ou fazendo com que deixe de dizer o que realmente pensa (caso ele tenha imaginado uma alternativa diferente daquelas que você propôs).
“As perguntas realmente ruins são as direcionadoras – questões em que você está procurando por uma resposta em particular. Evite-as a todo custo”, aconselha o jornalista Clive Thompson, colaborador da revista Wired e do jornal The New York Times. Se você não quer saber o que o outro realmente tem a dizer, por que perguntar?
Quatro segundos são suficientes para criar um silêncio constrangedor
Uma técnica que muitos jornalistas usam é a de interromper (de modo educado) o interlocutor para que ele não fuja demais do tema – em uma conversa casual, talvez não haja problema em mudar completamente de assunto, mas isso pode fazer com que você deixe de ouvir algo interessante que a pessoa teria dito se não tivesse perdido o fio da meada.
O medo de parecer ignorante pode levar você a fingir que entendeu o que a pessoa disse e se perder ainda mais a cada nova frase, o que nos remete ao próximo conselho: não tenha receio de fazer mais perguntas para esclarecer o que a pessoa acabou de falar – afinal, existem assuntos que, mesmo quando prestamos atenção, são difíceis de absorver. No caso de um repórter, uma resposta mal interpretada ou entendida pela metade pode causar sérios problemas na hora de escrever a matéria (e, quando a fonte ler o texto publicado, pode ser muito tarde para dizer “não foi isso o que eu disse”).
Muitas vezes, repetir o que a pessoa disse (ou o que você acha que ela disse) pode esclarecer as coisas antes que você passe a conversa inteira pensando “eu não acredito que ele disse isso”, quando na verdade a pessoa quis dizer algo totalmente diferente.
“Normalmente, não há razão para fingir que você sabe de algo”, destaca Ratliff. “Como repórter, seu objetivo é conseguir informações, não impressionar os outros. Você pode imaginar que seria diferente nos negócios, mas não é”. O mesmo vale para conversas informais, em que você, pelo menos em alguma medida, quer saber mais sobre a outra pessoa. Aliás, se você fizer uma pergunta ruim, não se martirize: aprenda com o erro.
O princípio de ouro
As técnicas das boas perguntas estão ligadas a um princípio fundamental das interações sociais agradáveis: o interesse (legítimo) pela outra pessoa e por aquilo que ela tem a dizer.
Não é preciso ser uma pessoa egocêntrica para ficar feliz quando alguém quer te ouvir ou tem interesse em saber mais sobre o que é importante para você (seus amigos, sua família, seu trabalho, suas viagens). Além disso, uma boa conversa equilibra o que os dois (ou mais) lados têm a contar – passar horas falando sobre si pode ser desconfortável tanto para quem ouve quanto para quem fala.
Por fim, é sempre bom ter histórias para contar, sejam suas, de um amigo ou de alguém que você viu na TV. Felizmente, boas histórias ficam na memória e, se você se lembra de algumas, é quase certo que outras pessoas vão se interessar por elas também – é claro que um pouco de bom senso e habilidade de analisar o contexto das conversas garante que as histórias não sejam motivo de constrangimento.

Fonte: Hypescience.

Você pode melhorar de uma doença apenas com a força da vontade: mito ou realidade?

Nesse caso, o pressuposto é de que a mente e o corpo são separados, uma postura filosófica conhecida como dualismo. Em contraste, o ponto de vista científico é de que a mente é controlada pelo cérebro. Todos os dados da neurociência apontam para este caminho. Os pensamentos podem ser controlados conscientemente e, portanto, podem influenciar o que acontecem no corpo.
A dúvida é se, de alguma forma, isso é suficiente para ter uma influência significativa sobre qualquer processo de doença.
É importante notar que não estamos falando de qualidade de vida, mas em saber se o curso real de uma doença pode ser alterado pelo esforço puramente mental.
É senso comum (e apoiado por diversos estudos positivos) que a qualidade de vida das pessoas doentes pode ser melhorada quando se tem uma perspectiva positiva. O consenso é que pessoas otimistas são mais propensas a buscar maneiras mais engenhosas para obter o melhor resultado possível de um tratamento. No entanto, curiosamente, o pessimismo pode ser mais preditivo de um resultado ruim do que o otimismo de um bom.
Pensamento positivo pode deixar as pessoas efetivamente melhores?
É difícil saber se o pensamento positivo pode de fato mudar o curso de uma doença, porque não existem estudos com grupos de controle para avaliarmos – nos que foram feitos até hoje, os pesquisadores geralmente apenas traçaram dados para uma correlação. Se links são encontrados, o que nem sempre é o caso, um comunicado de imprensa é emitido e todos ficam maravilhados com quão incrível a conexão mente-corpo é.
Mas, mesmo se uma pesquisa encontra uma correlação robusta e reproduzível, não pode se dizer automaticamente que essa ligação é causal. Isto é especialmente verdadeiro se o estudo não foi especificamente criado para mostrar o link exato que está sendo divulgado, com todos os preconceitos e as distrações potenciais removidos.
De fato, não custa nada ser positivo. Mas não existem estudos que foram criados para analisar o efeito de tornar-se mais otimista, ou a mudança do pessimismo para o otimismo sobre a doença de uma pessoa.
Mais: ignorar os problemas e ser muito positivo pode ser um problema para quem sofre com alguma condição. Segundo o pesquisador norte-americano James Coyne, impor uma expectativa cultural de positividade deixa muitos pacientes com câncer com medo de reduzirem suas chances de sobrevivência cada vez que estiverem deprimidos ou com raiva sobre a sua doença, o que pode ser um grande fardo para eles.
Pacientes com câncer devem ter certeza de que sua doença não foi causada por fatores emocionais ou de personalidade. Se há pouca evidência de que apenas ser uma pessoa otimista é bom para sua saúde, há ainda menos evidências de que forçar-se a usar o pensamento positivo pode bater sua doença.
Intervenções psicológicas positivas só têm realmente sido estudadas em doenças mentais, como depressão. Já se você for confrontado com uma doença grave, é provável que você tenha uma melhor qualidade de vida se tiver bons apoios sociais e evitar ceder ao pessimismo por completo.
Ninguém pode dizer a fórmula perfeita para lidar com o impacto de um diagnóstico sério. Mas também não é preciso que o paciente sinta que deve estar completamente positivo 100% do tempo, porque não só é muito difícil que isso aconteça, como também não é saudável.

Fonte: MedicalXpress.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Como sentir-se menos solitário(a)


Quando você está passando por um mau momento, você se sente sozinho? Saber que outras pessoas estão passando pela mesma coisa faria você se sentir melhor? Desabafar poderia te aliviar?
Segundo o psicólogo social e professor da Universidade Stanford (EUA) Gregory Walton, criador da “intervenção do pertencer”, sim. Saber que você não está sozinho e que outros passam pela mesma coisa tem o poder de fazer as pessoas acreditarem no melhor.
Essa técnica tem o objetivo de transformar os eventos negativos na vida de uma pessoa ao transformar a “culpa” que ela acha que tem (de que o problema é culpa dela, ou só acontece com ela) em um sentimento de pertencimento (de que ela faz parte de um grupo de pessoas que passou pelo mesmo problema e o superou).
Desde 2007, pesquisadores estudam a eficácia da “intervenção do pertencer” nas pessoas. Os cientistas explicam que a vontade de pertencer a um grupo social é um desejo inerente ao ser humano, primordial, fundamental para a nossa sensação de felicidade e bem-estar.
Como teorizou o sociólogo Max Weber, a sensação de “pertencimento” significa que precisamos sentir que “pertencemos” a tal lugar, e ao mesmo tempo sentir que esse tal lugar nos pertence, pois só assim acreditamos que podemos interferir e, mais do que tudo, que vale a pena interferir na rotina e nos rumos desse tal lugar. O que isso significa?
Que nós não queremos ficar sozinhos. Que temos mais vontade de viver e fazer algo na vida quando “pertencemos”.
Ter o sentimento de que “pertencemos” a algo (compartilhamos interesses e aspirações com outras pessoas) é uma grande alavanca psicológica que nos torna mais motivados.
O contrário também é válido: pessoas que se sentem sozinhas podem ser totalmente desestimuladas. Estudos indicam a solidão afeta até mesmo o desempenho em testes. A falta de companhia humana pode tão fazer mal a uma pessoa, que não afeta apenas a saúde mental, mas a física.
Por exemplo, sentir-se isolado e desconectado das pessoas ao seu redor pode impedir que você tenha uma boa noite de sono. Também, pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) descobriram que existe uma relação direta e biológica entre a solidão e a queda da qualidade nos indicadores de saúde, aumentando risco de morte. Outro estudo indicou que a solidão é mais perigosa para a saúde do que estar acima do peso ou fumar.
Você é mais do que apenas uma pessoa no mundo
E como a intervenção do pertencer funciona? Basicamente incentivando as pessoas a contarem suas histórias.
“Ao colocar essas experiências em uma ‘caixa’, com um começo, um meio e um fim, o significado da experiência negativa é limitado, e as pessoas entendem que quando coisas ruins acontecem, não é só com elas, elas não estão sozinhas, e que é algo que passa”, explica Rajita Sinha, chefe do Centro de Estresse da Universidade Yale (EUA).
Em dois estudos, Gregory Walton e outros pesquisadores apresentaram estatísticas, citações e histórias de pessoas com experiências similares (das dificuldades que tiveram no começo, mas acabaram superando) aos participantes da pesquisa, que tiveram que usar essas informações para escrever sobre suas próprias dificuldades e como elas poderiam melhorar.
Como esses estudos foram feitos em um ambiente universitário, os participantes acreditavam que estavam lendo histórias de seus veteranos, e que escreveriam para os próximos calouros, um público com quem eles podiam se relacionar e se preocupar.
A ideia era de que eles se envolvessem com o material e o usassem para refletir sobre suas próprias experiências, finalmente chegando à conclusão de que não importa o quão ruim elas sejam, eles não estão sozinhos.
A intervenção foi de apenas 45 minutos, mas os resultados foram significativos e duradouros: aumentou a felicidade dos indivíduos, melhorou sua saúde e reduziu a ativação cognitiva de estereótipos negativos durante vários anos após a intervenção inicial. Também impediu que as pessoas tomassem as adversidades diárias pessoalmente, interpretando as como um sentimento de “não pertencer” (“é minha culpa e só acontece comigo”).
A pesquisa teve um efeito particularmente dramático no desempenho dos alunos, especialmente estudantes de minorias, e mulheres em cursos esmagadoramente dominados por homens. A disparidade de desempenho acadêmico entre eles diminuiu.
As minorias podem se sentir tradicionalmente marginalizadas e menos valorizadas, o que pode levar a uma sensação de não pertencer. A intervenção fez com que eles melhorassem sua autoestima, e em consequência, seu desempenho acadêmico.
Um dos estudos envolveu calouros afro-americanos e brancos em uma universidade predominantemente branca. Os estudantes minoritários, depois da intervenção, constantemente melhoraram suas notas até o fim do último ano.
O segundo estudo envolveu mulheres em um ambiente de engenharia predominantemente masculino. A intervenção aumentou a capacidade das mulheres de lidar com estressores diários, e elas desenvolveram uma melhor autoestima e mais amizades com seus colegas do sexo masculino.
Então, como se sentir menos solitário? É só parar de pensar nas suas experiências apenas “do lado de dentro”. A gente costuma “guardar” para gente as coisas ruins, e não sabemos que muitos estão passando pela mesma situação.
É nessas horas que vale a pena pegar um papel e uma caneta e “por isso para fora”, refletir. Ao contar sua história, você vai entender que existem muitos outros por aí com o mesmo problema. Você não está sozinho.
Fonte: Hypescience.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quando vale fazer sacrifícios pelo seu relacionamento amoroso?


É comum a ideia de que relacionamentos envolvem muitos sacrifícios e que o amor exige abrir mão de certas coisas e fazer outras que não queremos. Embora isso de fato possa ser bom (e necessário) às vezes, a ciência mostra que a coisa não deve ser sempre assim.
Imagine a cena: você chega em casa depois de um dia de trabalho e vê que a pia está cheia de louça. É o dia do seu namorado (a) lavar, mas ele (a) não fez isso. Mas, como você sabe que ele (a) teve um dia muito cansativo, decide pegar a esponja e fazer o pequeno sacrifício de lavar tudo. Fofo. Mas e se você também teve um dia cansativo e estressante?
Segundo um estudo recente da Universidade do Arizona, publicado no Journal of Social and Personal Relationships, é aí que está o problema. Sob a coordenação da pesquisadora Casey Totenhagen, foram avaliados 164 casais, casados ou não, mas que estavam juntos por períodos que variavam entre seis meses e 44 anos.
No total, foram 328 pessoas que tiveram de responder a um questionário, todos os dias durante uma semana, indicando os pequenos sacrifícios diários que precisaram fazer por seus parceiros românticos em 12 categorias (que incluíam coisas como o cuidado com os filhos e tarefas de casa), bem como o número de aborrecimentos que tiveram e o quanto foram afetados por eles. Então, cada participante classificava, em uma escala de um a sete, o nível de comprometimento e satisfação com seu relacionamento amoroso e quão próximo se sentiu a seu parceiro naquele dia.
Resultado
O estudo mostrou que os indivíduos que fizeram sacrifícios de fato diziam se sentir mais comprometidos com seus parceiros – mas só quando estavam em um dia bom. Quando eles eram feitos no fim de um dia muito estressante, isso não acontecia. Nestes casos, o ato, que deveria ser uma coisa legal e com o objetivo de melhorar a qualidade do relacionamento, virava só mais um fardo.
E tem mais: a pessoa que está recebendo a boa ação também não relatou se sentir mais comprometida – provavelmente porque ela não percebeu o que foi feito. Então olha quanta desvantagem: quem faz fica mais cansado e não deriva prazer nenhum disso, e ainda precisa lidar com a frustração de o parceiro nem sequer notar o esforço.
Fica a lição: “[Por mais apaixonado (a) que esteja,] você precisa ser consciente em relação aos recursos [incluindo energia física e mental] que tem antes de fazer esses sacrifícios no fim do dia”, diz Totenhagen.
Coisas que afetam a qualidade do relacionamento
No que diz respeito à satisfação com o relacionamento e ao sentimento de proximidade, fazer sacrifícios para o parceiro parece ter pouca influência de uma forma ou de outra (ou seja, estando cansado ou não). O que realmente fez diferença foram os problemas diários relatados por cada um. Nesse caso, os aborrecimentos vividos por um dos parceiros afetaram significativamente a ambos.
Essas constatações, segundo Totenhagen, apoiam outros estudos já feitos, sugerindo que as pessoas não costumam ser muito boas em separar os diferentes aspectos de suas vidas – como trabalho e vida pessoal. “Se eu tiver um dia terrível no trabalho, vou voltar para casa mal-humorada e, provavelmente, não terei energia para interações positivas e de boa qualidade com o meu parceiro”, disse.
Assim, ela defende que os casais se esforcem em lidar com os aborrecimentos diários juntos. “Mesmo se eu tiver experiências estressantes que não envolvam o meu parceiro, ele ainda poderá ser afetado – daí a importância de trabalharmos juntos para superar esses problemas”, explica.
Fonte: Medical Xpress.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

21 minutos para ser mais feliz no amor


Exercícios breves de escrita ajudam a enxergar problemas racionalmente, dissolver mágoas e manter o respeito pelo parceiro.
Relacionamentos íntimos, como o casamento, estão entre as fontes mais significativas de satisfação individual. Várias pesquisas relacionam a felicidade conjugal a uma vida mais longa e com maior qualidade. Obviamente não há formulas infalíveis para manter o desejo sexual, a cumplicidade, a amizade e o prazer de partilhar a vida. Mas um estudo da Universidade Northwestern, em Illinois, aponta que escrever sobre os conflitos e expectativas frustradas pode ajudar muito. Mais precisamente, afirmam os autores, bastam 21 minutos de escrita por ano para renovar a disposição do casal.
O psicólogo Eli Finkel acompanhou 120 casais durante dois anos. Ao longo do primeiro ano, entrevistou a cada quatro meses todos os homens e mulheres sobre seu grau de compromisso, intimidade, afeto e desejo, entre outros aspectos, além de pedir que relatassem resumidamente a desavença mais grave que tiveram com o parceiro nas últimas semanas. No segundo ano da pesquisa, solicitou que metade dos casais executasse um exercício simples, administrado on-line pelos pesquisadores a cada quatro meses: escrever resumidamente, durante 7 minutos, sobre a discussão com o parceiro da perspectiva de uma terceira pessoa, neutra sobre a questão, mas que se preocupasse com o bem-estar de ambos. Segundo Finkel, o nível de satisfação caiu sutilmente ao longo do primeiro ano – um resultado esperado, afirma, pois replica estudos anteriores. No entanto, no segundo ano, enquanto o nível continuou a declinar entre os casais que não fizeram o exercício de escrita, ele tendeu a se manter estável entre os que escreveram. Eles também revelaram menos angústia e mágoa em relação à desavença mais recente com o parceiro, lembrando aqui que os pesquisadores descartaram casos “extremos”, como violência física.
“Os efeitos positivos do exercício se estenderam aos aspectos mais vulneráveis ao tempo, como a paixão e o desejo sexual. O mais interessante é que os resultados são semelhantes entre recém-casados e pessoas juntas há décadas”, diz Finkel, que explica que casamentos felizes são preditores de bem-estar e mesmo de saúde física. “Dedicar-se a analisar o relacionamento por apenas 7 minutos, três vezes por ano, pode ajudar a enxergar os problemas de maneira mais racional e a preservar o respeito pelo outro”, diz.
Fonte: Scientific American.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cientistas descobrem o lado negro do amor


O amor machuca… outras pessoas, não apenas os parceiros românticos ou os amantes não correspondidos. Um novo estudo sugere que o amor também pode machucar terceiros que não estão envolvidos em um relacionamento.
Na pesquisa, pessoas que foram preparadas para pensar no quão loucamente elas são apaixonadas pelos seus parceiros desvalorizaram outros membros atraentes do próprio sexo, e são foram mais agressivas em relação a eles, em comparação com as pessoas que foram estimuladas a refletir sobre o sexo com outros significados.
“O amor é sem dúvida a mais positiva de todas as emoções humanas, mas também vem com um lado negro”, disse o pesquisador do estudo Jon Maner, psicólogo da Universidade Estadual da Flórida.
Em três estudos que envolveram 130 pessoas em relacionamentos longos, Maner e seus colegas descobriram que, para proteger seu próprio compromisso com o parceiro, as pessoas atacam possíveis ameaças – representadas por pessoas atraentes.
No primeiro estudo, pesquisadores pediram que estudantes em relacionamentos longos escrevessem sobre um tempo em que eles sentiram um intenso amor por seu parceiro ou um momento em que sentiram desejo sexual intenso por alguma pessoa. Em seguida, os estudantes olharam fotos de homens ou mulheres atraentes ou não. Eles tiveram que classificar o apelo do personagem, pergunta feita para avaliar os sentimentos dos participantes sobre o verdadeiro alvo do estudo – as imagens dos homens e mulheres.
Os estudantes também preencheram questionários sobre os seus níveis básicos de ciúme, respondendo perguntas como: “Qual é a probabilidade de você fazer uma visita surpresa ao seu namorado para descobrir quem está com ele?”
Os resultados mostraram que tanto os tipos ciumentos quanto os mais descontraídos avaliaram os personagens como igualmente atraentes quando pensavam no desejo sexual intenso pelo parceiro. Mas quando eles pensavam sobre o amor intenso que sentiam pelo parceiro, o tipo ciumento de repente se tornou muito mais negativo sobre outras pessoas atraentes, classificando-as como muito menos sedutoras.
Em um segundo estudo, as pessoas em relacionamentos de longo prazo refletiram sobre o seu amor ou desejo sexual por seus parceiros românticos. Mas desta vez, os participantes foram informados que iam jogar um jogo de computador com um outro participante do estudo em outra sala. Quem perdesse o jogo seria atingido com ruídos dolorosos, mas não prejudiciais, através de fones de ouvido. O vencedor teria que escolher quanto tempo e quão alto esses sons seriam.
Os pesquisadores então mostraram as fotos dos supostos parceiros de jogo dos participantes, que sempre eram atraentes e do mesmo sexo que a pessoa que participaria do experimento. Mais uma vez, pessoas ciumentas que foram lembradas de seu amor pelo seu companheiro amoroso trataram os adversários de jogo duramente, desejando explodir os seus tímpanos com passagens mais altas e mais longas de ruído.
Em um terceiro estudo, estudantes foram informados que os pesquisadores precisavam de sua ajuda para avaliar pessoas em um novo site de encontros, somente com pessoas de suas universidades. Em seguida, eles viram uma séria de perfis de pessoas “atraentes, interessantes, extrovertidas, divertidas, carinhosas” do mesmo sexo.
Estas fotos foram projetadas para serem as mais ameaçadoras possíveis. Afinal, as pessoas não só eram muito atraentes e interessantes, mas estavam à espreita de um companheiro e estudavam na mesma universidade que elas.
Desta vez, os estudantes que foram lembrados de seu amor criticaram pesadamente as pessoas cadastradas no site, as classificando como pouco atraentes, antipáticas e outros adjetivos insultuosos. Os resultados se mantiveram independentemente dos níveis de ciúme.
As pessoas apaixonadas podem colocar pessoas sedutoras em um patamar inferior. No estudo, quanto mais amor uma pessoa sentia por seu parceiro, mais negativamente ela tendia a julgar outros membros atraentes do mesmo sexo.
Mesmo quando as pessoas não eram lembradas de seu amor pelo parceiro, elas julgavam as outras de maneira negativa, sugerindo que o sentimento de ameaça provocado pelo lado negro do amor é realmente muito forte.
Os pesquisadores afirmam que pode não haver grandes diferenças entre pessoas muito ou pouco ciumentas. O que importa é o nível de ameaça. Em última análise, eles concluíram que o amor pode funcionar com um serviço de proteção das relações, para mantê-las por muito tempo.
Fonte: LiveScience.

Cada um de um jeito


Funcionamento do aparato cerebral é diferente mesmo entre pessoas com capacidade intelectual comparável. Nem todos os cérebros trabalham da mesma maneira. Estudos com imagens vêm desvendando indicações de como a estrutura e as funções cerebrais dão origem a diferenças individuais na inteligência. Até o momento, os resultados confirmam uma visão que muitos especialistas têm há décadas: pessoas com quociente intelectual (QIs) igual podem resolver um problema com a mesma velocidade e exatidão, usando ciferentes combinações de áreas cerebrais.
Indivíduos com características variáveis, como gênero e idade, revelam diferenças nas avaliações com neuroimagens – mesmo  apresentando nível similar de inteligência. Estudos recentes têm aberto possibilidades para novas definições de capacidade intelectual com base no tamanho de certas regiões cerebrais e na eficiência do fluxo de informações entre elas, indicando quais características individuais referentes à estrutura e às funções cerebrais relacionadas à inteligência são essenciais para aprendermos mais sobre a inteligência e ajudar as pessoas a aprimorar seu potencial.
Durante um século, as pesquisas sobre o tema fundamentaram-se em testes feitos com lápis e papel para mensurar, por exemplo, o QI. Psicólogos usaram métodos estatísticos para caracterizar os componentes da inteligência e a forma como eles se alteram ao longo da vida. Especialistas determinaram que praticamente todos os testes de aptidão  intelectual, independentemente de seu conteúdo, estão relacionados, e as pessoas que marcam mais pontos em um deles tendem a repetir o resultado em outros. Esse fato sugere que todos os testes compartilham um ponto em comum, que foi chamado de g, um fator geral para a inteligência. O fator g é um poderoso indicador de sucesso e tem sido objeto de vários estudos.
Além desse fator, os psicólogos estabeleceram outros componentes primários da inteligência, incluindo os fatores espaciais, numéricos, verbais e as aptidões de raciocínio. Os mecanismos do cérebro e as estruturas fundamentais do g e de outros fatores, porém, não puderam ser inferidos por meio de resultados de testes de pessoas com dano cerebral e, portanto, permaneceram ocultos.
Nos últimos 20 anos, o uso da tecnologia aplicada às pesquisas neurocientíficas ofereceu métodos como a neuroimagem, que permitem nova abordagem da definição de inteligência, baseada nas propriedades físicas do cérebro. Há dois anos, o psicólogo Roberto Colom, da Universidade Autônoma de Madri, e seus colaboradores divulgaram um relatório sobre a relação entre volume de massa cinzenta e os vários fatores de inteligência em 100 jovens adultos. Cada voluntário completou uma bateria de nove testes cognitivos, usados para indicar diferentes fatores de inteligência, como o g, a inteligência fluida, a cristalizada e o fator espacial. Ao final, foi constatado que o volume de massa cinzenta em certas áreas do cérebro estava relacionado a outros aspectos da inteligência específica.
Uma das ideias mais surpreendentes que resultaram dessa pesquisa recente foi a possibilidade de a massa cinzenta ser combinada com o padrão da massa branca de seu g e de outros fatores de inteligência específica. Em outras palavras, o tecido de certas áreas pode revelar um padrão pessoal singular de vantagens e desvantagens cognitivas entre várias habilidades mentais. Esses perfis diferentes de cérebro explicariam por que duas pessoas com resultados idênticos de QI podem apresentar aptidões cognitivas diversas. As informações obtidas por Colom e sua equipe ilustram essa ideia. Os voluntários do grupo com resultados de g mais altos mostraram muito mais massa cinzenta que a média do grupo em várias áreas de P-FIT, o que talvez não seja surpresa. Porém, é interessante notar que duas pessoas com resultados idênticos – 100 de g é a média do grupo testado no estudo – exibiram perfis cognitivos diversos, sugerindo diferentes pontos fortes e fracos.
Fonte:  Scientific American.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Perfume para atrair a química entre homens e mulheres


Cientista num estudo recente parece que levaram a sério quando não rola a química entre um homem e uma mulher.
Os complexos de histocompatibilidade principais, ou MHC na sigla em inglês, são como impressões digitais químicas que permitem que o sistema imunológico detecte quando uma célula é do próprio corpo ou é um elemento estranho.
Na pesquisa as mulheres inconscientemente, na hora de escolher um parceiro, descobriram que mulheres preferiam camisetas suadas de homens que tinham MHCs não muito diferentes nem muito semelhantes aos delas. Outro trabalho também demonstrou que os genes do MHC guiam a escolha do perfume preferido.
Talvez as pessoas estivessem usando inconscientemente o perfume para espalhar informações sobre seu sistema imunológico a possíveis parceiros.
Para completar os estudos, os cientistas pediram para 22 mulheres aplicarem quatro versões diferentes de um perfume na axila em duas noites diferentes. E o teste mostrou que mulheres que não fumavam e não estavam com gripe tendiam a escolher as misturas que tinham odor semelhante ao do seu próprio sistema imunológico.
Com esta descoberta, os cientistas dizem que o “odor” do sistema imunológico das pessoas pode substituir o uso de produtos como os exemplos: restos de baleias, ou o amíscar, retirado de secreções de glândulas de veados (produtos proibidos em países da Europa).
Fonte: LiveScience.

domingo, 21 de abril de 2013

Não confie no que seus olhos dizem (principalmente se você estiver muito concentrado)


É universal: quando vamos mostrar algo muito importante ou complicado a alguém, pedimos para essa pessoa “prestar atenção”. Geralmente, fazemos isso porque acreditamos que manter um foco mais intenso ou um contato visual mais cuidadoso vai nos ajudar a perceber o mundo de uma forma mais precisa. Mas tome cuidado com essa ideia: a ciência acabou de descobrir que não é bem assim que a coisa funciona. Um novo estudo da Universidade de Yale, que será publicado em breve no periódico Psychological Science, mostrou que manter um foco muito intenso em algo pode é provocar o efeito contrário e distorcer a nossa percepção espacial. A pesquisa, conduzida pelos psicólogos cognitivos Brandon Liverance e Brian Scholl, é surpreendente porque mostra que mesmo algo relativamente simples, como perceber onde um objeto está em relação a outros, pode ser distorcido pela nossa mente.
Em três experimentos, 10 voluntários foram orientados a focar sua atenção em alguns objetos, mas não em outros.  No teste com os resultados mais reveladores, havia quatro círculos se movendo em uma tela de computador enquanto mudavam rapidamente de cor. Dois deles podiam ser ignorados, mas os outros dois deviam receber atenção especial e os voluntários tinham de pressionar uma tecla sempre que ficassem com a cor vermelha ou azul. Depois de alguns segundos de movimento, todos os círculos desapareciam e os participantes precisavam clicar com o mouse sobre os locais onde os dois círculos-alvos haviam aparecido pela última vez. E foi aí que se evidenciaram as distorções. Uma delas já era esperada: como pesquisas anteriores já haviam mostrado, os círculos eram sempre indicados como se estivessem comprimidos em direção ao centro da tela – como se a representação que nossa mente faz do mundo fosse ligeiramente reduzida.
A outra distorção foi a que surpreendeu os cientistas: os voluntários relataram ter visto os círculos-alvos como se estivessem mais próximos uns dos outros do que realmente estavam e observaram os outros dois círculos (nos quais não haviam focado sua atenção) mais afastados do que a realidade.
Esses resultados fortalecem um campo crescente da psicologia cognitiva que desestabiliza nossa confiança na ideia de que sabemos algo com certeza – e coloca em xeque nossos métodos para compreender o mundo com mais exatidão. “A atenção é a forma como as nossas mentes se conectam com as coisas no ambiente”, explicou para a MedicalXpress o pesquisador Liverence, um dos autores do estudo. “Nós tendemos a pensar que a atenção esclarece o que está lá fora. Mas ela também distorce”. Não confie tanto no que seus olhos dizem: eles também podem ser enganados pela sua mente.
Fonte: Superinteressante.