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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Veterinários estão proibidos de cortar caudas de animais

São Paulo - Médicos-veterinários de todo o País estão proibidos de cortar a cauda de cachorros por razões estéticas. A medida atende pedido feito pelo Ministério Público do Estado (MPE) de São Paulo ao Conselho Nacional de Medicina Veterinária (CNMV), que publicou uma resolução no "Diário Oficial" da União (DOU) nesta teraç-feira, 2, tornando esse tipo de cirurgia ilegal. Os veterinários que realizarem o procedimento correm risco de ter o registro suspenso pelo conselho.
O pedido do Ministério Público surgiu após uma representação feita à entidade por grupos ligados à proteção dos animais. De acordo com o promotor Carlos Henrique Prestes Camargo, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo (Gecap), os promotores pediram estudos técnicos para verificar se o procedimento poderia ser descrito como “maus-tratos” aos cães.
“O corte da cauda causa desequilíbrio para os cães. A cauda é usada por eles para se comunicar com outros cães e até com os donos”, disse. O laudo descreveu a cirurgia como uma “mutilação”. A recomendação foi aceita pelo CNMV, que elaborou a resolução proibindo a prática no dia 10. Além da caudectomia, o texto também proíbe o corte de orelhas (comum nos cães pitbull e dobermann), de cordas vocais e, nos gatos, das unhas.
A resolução aplica-se apenas a médicos-veterinários. Entretanto, é comum criadores de cães e gatos fazerem os procedimentos por conta própria (o corte do rabo de poodles, por exemplo, é feito pelos próprios criadores). Camargo afirma que, embora eles não possam ser punidos pelo conselho, há legislação específica tornando a prática ilegal.

“O artigo 39 da Lei de Crimes Ambientais proíbe maus-tratos aos animais, o que inclui a mutilação deles. Quem for flagrado cometendo esses atos poderá responder processo.” A pena prevista na Lei de Crimes Ambientais para a prática desses delitos é de detenção de três meses a um ano e multa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Conheça a máquina “de fotografia” que produz miniaturas de seres humanos

Cabines de foto instântanea já são divertidíssimas. No Japão, elas ficam melhor ainda: é que a empresa japonesa Omote 3D agora tem uma máquina que em vez de imprimir suas fotos, imprime uma miniatura sua.
Sua versão em miniatura pode sair em tamanhos variados: 10, 15 e 20 centímetros. Precisar ficar fazendo pose dentro da máquina por 15 minutos (haja ânimo), assim o leitor 3D pode capturar todos os ângulos da sua figura.

Uma dessas em casa não era nada mal, especialmente se você tiver crianças por aí.
Fonte: Hypeness.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Flúor pode danificar seus ossos, dentes, cérebro…

Consumir flúor com água encanada pode danificar ossos, dentes, cérebro, causar problemas de tiroide, reduzir o QI e causar câncer, segundo estudos realizados recentemente pela Associações dentais dos EUA e o Centro de Controle de Doenças.
Assim como as mesmas instituições recomendam que o leite em pó de bebês NÃO seja diluído em água da torneira.
Três especialistas do painel que analisou os estudos solicitaram publicamente o fim da adição de flúor na água potável, pois descobriram que o flúor está ligado a efeitos na tiroide, especialmente em pessoas com deficiência de iodo.
Por volta de dois mil profissionais assinaram uma declaração encorajando o Congresso dos EUA que pare com a adição de flúor na água até que a situação possa ser avaliada.
O uso diário de flúor pode aumentar o risco de problemas de desenvolvimento neurológico, câncer, fluorose dental e óssea, principalmente para pessoas mais sensíveis.

Fonte: Scientificablogging

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O hormônio da fidelidade


Dose de oxitocina contribuiu para manter homens comprometidos mais afastados de mulher atraente. Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, descobriram que maiores níveis do hormônio oxitocina – relacionado por estudos anteriores à criação de vínculos e às sensações de segurança e bem-estar – faz com que homens heterossexuais comprometidos mantenham, literalmente, distância de outras mulheres. De acordo com estudo publicado no Journal of Neuroscience, voluntários em relacionamentos estáveis que receberam uma dose de spray intranasal com a substância se mantiveram, em média, até 15 centímetros mais afastados que os solteiros de uma bela mulher que interagiu com eles durante o experimento.
A distância não significou que eles não a acharam atraente. Em questionários que responderam depois do teste, eles revelaram considerá-la bonita e simpática, da mesma forma que os não comprometidos. Os autores sugerem que a oxitocina tem papel essencial na preservação dos relacionamentos afetivos e que age de acordo com o tipo de interação social. Ou seja, ela pode tanto promover cumplicidade entre pessoas próximas quanto desconfiança em relação a estranhos.

Fonte: Scientific American.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mídias sociais mudam reação aos desastres

Congresso americano avalia riscos e benefícios de usar mídias sociais durante emergências. Quando o Furacão Katrina devastou a Costa do Golfo dos Estados Unidos em 2005, o Facebook era uma novidade. Não havia Twitter para atualizar notícias, e o iPhone ainda não estava em cena.
Quando o Furacão Sandy castigou a costa leste no ano passado, as mídias sociais haviam se tornado parte da resposta a desastres, preenchendo o vazio em áreas onde o serviço de telefonia celular foi perdido enquanto milhões de americanos contavam com Twitter e Facebook, para se manter informados, localizar entes queridos, notficar autoridades e expressar apoio.
Acabaram-se os dias da comunicação de via única, em que apenas fontes oficiais fornecem boletins ou notícias sobre desastres.
Agora pesquisadores começaram a publicar dados sobre o uso de mídias sociais em desastres, e legisladores e especialistas em segurança começaram a avaliar como a administração de emergências pode se adaptar da melhor maneira psosível.
“A convergência de redes sociais e de aparelhos móveis jogou o antigo manual de respostas [a desastres] pela janela”, declarou Michael Beckerman, presidente e CEO da Internet Association, ao Subcomitê Interno de Prevenção, Resposta e Comunicações de Emergência em 4 de junho.
O novo manual não eliminará o sistema de transmissão de emergência e outros esforços governamentais. Ao contrário, ele incorporará novos dados de pesquisadores, agências federais e sem fins lucrativos que começaram a revelar o alcance exato de mídias sociais em desastres.
A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, em inglês) escreveu em seu relatório de Prevenção Nacional de 2013, na semana passada, que durante e imediatamente após o Furacão Sandy, “usuários enviaram mais de 20 milhões de posts de Twitter (ou ‘tweets’) relacionados ao desastre, apesar da perda de serviço celular durante o pico da tempestade”.
A maior empresa utilitária de Nova Jersey, a PSE&G, declarou durante a audiência do subcomitê que havia designado funcionários para seus feeds de Twitter durante o Sandy e para enviar notícias sobre as localizações diárias de suas tendas e geradores gigantes. “Em um momento durante a tempestade nós enviamos tantos tweets para alertar nossos clientes que excedemos o número de tweets permitidos por dia”, contou Jorge Cadenas, vice-presidente de administração de ativos e serviços centralizados da PSE&G ao subcomitê.
Após as explosões da Maratona de Boston, relata-se que um quarto dos americanos procurou o Facebook, Twitter e outros sites de redes sociais em busca de informações, de acordo com o Centro de Pesquisa Pew.
Os sites também formaram uma parte fundamental do ciclo de informações: quando o Departamento de Polícia de Boston postou seu último tweet  sobre a caçada humana, “CAPTURADO!!!”, mais de 140 mil pessoas o retuítaram.
Por meio de um simples Google Document, membros da comunidade ofereceram alojamento, comida ou um banho quente a estranhos quando estradas e hoteis foram fechados. O Google também adaptou o seu Person Finder (Localizador de Pessoas) para uso em desastres naturais.
Cada desastre cria sua própria rede complexa de troca rápida de informações. Isso é uma coisa boa, explica Mark Keim, diretor associado de ciências do Escritório de Emergências Ambientais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Isso pode tanto melhorar a resposta a desastres quanto permitir que populações afetadas tomem o controle de sua situação, além de se sentirem habilitadas.
Produzir uma estratégia eficaz usando mídias sociais e adequá-la a uma emergência, porém, é uma parte crucial do planejamento de prevenção, explica a socióloga de desastres Jeannnette Sutton, pesquisadora sênior da University of Colorado em Colorado Springs, que estuda mídias sociais em crises e desastres.
Para o incidente da Maratona de Boston, ela não encontrou hashtag consistente no Twitter, o que pode tornar difícil rastrear informações relevantes. Mesmo procurar a palavra “Boston” pode ser inadequado, explica ela, porque isso levaria a assuntos sem relação [com o incidente], como o turismo, ou fracassaria em encontrar tweets que não incluem a palavra Boston.
De acordo com ela, como parte da prevenção de desastres, seria útil ensinar ao público como usar mídias sociais de maneira eficaz, como obter informações da Web e também como publicar informações úteis. “Os tweets fluem tão rapidamente que é como uma mangueira de incêndio quando você está tentando extrair informações que são relevantes”.
Toda a rápida informação disponível em mídias sociais oferece riscos inerentes durante situações de emergência. Uma é a rápida disseminação de informações erradas – como foi o caso após as explosões de Boston com a identificação de um homem desaparecido como possível suspeito.
Apesar de erros frequentemente serem corrigidos através do ‘efeito Wikipedia’, em que usuários corrigem os erros uns dos outros, Sutton aponta que informações falsas podem se tornar virais rapidamente. O Rumor Control, mantido pela FEMA, tenta cortar a desinformação pela raiz, mas em geral não há divisões claras sobre quem tem responsabilidade de policiar as informações de mídias sociais ou como – ou mesmo se – isso poderia funcionar.
Outro risco fundamental é o de golpistas usando mídias sociais para roubar dinheiro.
Enquanto a Cruz Vermelha dos Estados Unidos provou que novas tecnologias podem levantar dinheiro de maneira eficaz para assistência humanitária, gerando mais de US$5 milhões em doações por mensagem de texto nas 48 horas após o terremoto do Haiti em 2010, o FBI alertou que mídias sociais também podem ser uma plataforma lucrativa para criminosos que surgem após a tragédia.
Após o tiroteio na escola de Newtown, em Connecticut, por exemplo, o FBI prendeu uma mulher que alegava ser parente de uma vítima morta e solicitou dinheiro através do Facebook e de outras fontes.
Frequentemente aponta-se o terremoto do Haiti como sendo o divisor de águas que mudou como as mídias sociais são usadas em desastres.
Esses recursos evoluíam de maneira independente até 2010, mas o tamanho e apelo emocional inerente daquele desastre criou o ambiente adequado para que elas florescessem, explica Keim, do CDC.
“Eu acredito que o que estamos vendo agora é o começo de uma era em que é muito difícil prever qual será o próximo desastre”, observa ele. “Essas coisas são espontâneas e preenchem necessidades únicas da mesma maneira que você não poderia prever qual aplicativo você pode precisar ou querer em seu celular no ano que vem”.

Fonte: Scientific American.

Técnica de visualização atenua sintomas da fibromialgia

Método desenvolvido em universidade americana produziu melhora no desconforto físico de pacientes. A fibromialgia consiste na dor crônica e intensa em vários pontos do corpo, localizados principalmente no pescoço e nas costas. A síndrome atinge cerca de 2,5% da população mundial, a maioria mulheres. Por não ter causas orgânicas definidas, como lesões teciduais, e ter diagnóstico baseado apenas nos sintomas clínicos, ela é desconhecida até mesmo por medicos e psicólogos, o que causa ainda mais sofrimento aos pacientes, que demoram a descobrir qual é o problema e a receber tratamento adequado, geralmente baseado em antidepressivos, pois esses medicamentos estimulam a liberação de neurotransmissores relacionados à inibição da dor. Agora, um estudo da Escola de Enfermagem da Universidade Virginia Commonwealth sugere que a imaginação guiada, técnica que consiste no relaxamento e direcionamento do pensamento, ajuda a reduzir a percepção de dor.
Durante 10 semanas, 70 mulheres diagnosticadas com a síndrome ouviram diariamente gravações que as induziam a visualizar cenas agradáveis e a sentir bemestar. Os  pesquisadores não identificaram alterações significativas em marcadores biológicos relacionados a processos inflamatórios. No entanto, em média, as voluntaries relataram alguma melhora do desconforto físico e da disposição geral.

Fonte: Scientific American.

Vegetarianos vivem mais do que quem come carne?

Pesquisadores da Califórnia (EUA) analisaram as dietas de 73 mil frequentadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o chamado Estudo da Saúde Adventista, e descobriram que aqueles que não consomem carne têm um risco de morte 12% menor em comparação aos outros.
“Certas dietas vegetarianas estão associadas a reduções em todas as causas da [morte], bem como algumas causas específicas, incluindo doença cardíaca, doença renal, mortes relacionadas ao sistema endócrino e morte relacionada a outras doenças, como diabetes”, disse o pesquisador Dr. Michael Orlich, especialista em medicina preventiva na Universidade de Loma Linda, em Loma Linda, Califórnia.
A grande questão que fica é por quê. Infelizmente, o estudo não foi desenhado para responder isso. Orlich observou: “Reduções de carne na dieta vegetariana podem ser parte da razão, mas também pode ser devido a maior quantidade de alimentos de origem vegetal”. Por fim, também é possível que os vegetarianos levem vidas mais saudáveis no geral.
Para o estudo, os pesquisadores usaram um questionário para avaliar os padrões alimentares e escolheram homens e mulheres que aderiram a uma das cinco dietas: não vegetarianos, semi-vegetarianos (comem carne ou peixe não mais do que uma vez por semana); pesco- vegetarianos (consome frutos do mar); ovo-lacto-vegetarianos (inclui produtos lácteos e ovos) e vegans, que não comem qualquer produto de origem animal.
Durante o tempo do estudo, que durou mais de cinco anos, 2.570 pessoas morreram. Os vegetarianos eram cerca de 12% do grupo com menor probabilidade de morrer de qualquer causa do que os consumidores de carne. E a vantagem de sobrevivência parecia ser mais forte nos homens do que nas mulheres.
Além disso, os pesquisadores notaram que os vegetarianos tendem a ser mais velhos (com uma expectativa de vida maior) e mais educados, a realizar mais atividade física e menos propensos a beber álcool ou fumar do que os carnívoros.
O estudo também não identificou qual o tipo de dieta vegetariana fornece o maior benefício de sobrevivência, porque foram comparadas apenas com dietas não vegetarianas, e não umas com as outras.
A equipe de pesquisadores agora planeja examinar os padrões de consumo de alimentos observados em cada dieta vegetariana. “Queremos ver o que eles comem mais ou menos, e, em seguida, investigar o efeito sobre a mortalidade ou associada a alimentos específicos, que representam a maior parte desta associação aparente. É a falta de carne a grande questão, ou é a quantidade de alimentos de origem vegetal a responsável?”, disse Orlich.
A nutricionista Nancy Copperman disse que a fibra em dietas vegetarianas pode ser o que está conduzindo a este traço de maior sobrevivência. “Não são apenas frutas e legumes, mas todos os tipos de fibras [incluindo grãos integrais] que parecem realmente reduzir os riscos à saúde”, disse ela. “O novo estudo empurra a literatura que estamos construindo sobre o impacto que os grãos integrais, frutas e vegetais pode ter sobre a saúde”.
Já Rebecca Solomon, nutricionista no Mount Sinai Medical Center, em Nova York (EUA), observou que as dietas à base de plantas podem ser benéficas apenas se forem feitas com atenção e dedicação. “Você precisa ter certeza de que tem um bom equilíbrio de nutrientes, apesar da omissão de alguns ou de todos os produtos de origem animal”, acrescentou.
O que ocorre, segundo ela, é que alguns vegetarianos podem exagerar nos carboidratos e gorduras, o que pode levar ao ganho de peso e problemas de saúde associados. “Meu conselho geral é que você não precisa ser um vegetariano para melhorar sua saúde e expectativa de vida. Comer proteínas magras, como aves e peixes, e seguir alguns dos princípios da dieta mediterrânea, que inclui quantidades generosas de legumes, frutas e cereais integrais, sem carne vermelha pode ser muito benéfico”, explica.
Para uma vegan obstinada como Stephanie Prather, 45, no entanto, a notícia pode vir sem nenhuma surpresa. Ela não come nenhum produto animal há mais de dois anos, e chegou a mudar de carreira no meio do caminho para se tornar um chef de pastelaria vegana. Não só ela se sentiu melhor, como perdeu cerca de 20 quilos desde que excluiu todos os produtos de origem animal de sua dieta.
A recente pesquisa segue um outro estudo britânico divulgado em janeiro, o qual mostrou que os vegetarianos tinham cerca de um terço menos risco de hospitalização ou morte por doença cardiovascular do que as pessoas que consumem carne regularmente.
O estudo incluiu 45 mil pessoas da Inglaterra e da Escócia, sendo um terço vegetarianos. Segundo os resultados, estes tinham uma chance 32% menor de serem hospitalizados ou morrerem de doença cardíaca. Eles também apresentavam menor pressão arterial e níveis de colesterol mais baixo do que os não vegetarianos.

Fonte: WebMD.

Por que os bancos abrem tarde e fecham cedo?

Os horários restritos do atendimento bancário se devem, segundo o Banco Central e a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), às outras atividades que as agências precisam realizar sem a presença de clientes. No Brasil, a lei diz que, em condições normais, os bancos devem abrir ao público das 10h às 16h (nas capitais) ou das 11h às 16h (em outras cidades), de segunda a sexta-feira. Em situações extraordinárias – como na crise energética de 2001 e 2002 –, o horário bancário pode ficar mais apertado ainda. Aí, as agências atendem entre 12h e 15h. Os bancários geralmente chegam uma hora antes de as portas abrirem e ficam até duas horas após o fechamento. Ou seja, uma jornada de sete a oito horas.
Os representantes dos bancários têm outra versão para explicar esses horários. De acordo com o sindicato da categoria em São Paulo, eles ocorrem porque há poucos funcionários. “Na última década, a categoria caiu de 800 mil para 400 mil trabalhadores, empurrando os clientes para o atendimento automático”, afirma a assessoria de imprensa do órgão. Os sindicalistas reivindicam a abertura das 9h às 17h, como ocorre na Inglaterra. Lá, o processo automatizado permite aos funcionários chegar 15 minutos antes de o banco abrir e ficar meia hora a mais quando fecha. Já na França, todos os bancos param entre 12h e 13h30 para o almoço. E em Israel abrem até de domingo, mas fecham às 12h às sextas-feiras e em véspera de feriados.
O cliente não é tudo
Bancários têm outras atividades fora do horário de atendimento
DAS 9h ÀS 10h
1. Caixas e tesoureiros contam e separam o dinheiro; abastecem seus caixas e os caixas de atendimento eletrônico. Caixas checam a correspondência e dão procedimento aos pagamentos e devoluções. Gerentes compensam cheques
2. Gerentes e caixas auxiliam ainda os carros-fortes a tirar e colocar o dinheiro nos cofres
DAS 10h ÀS 16h
1. Gerentes cuidam das contas e outros assuntos que não podem ser resolvidos nos caixas (contratos, empréstimos, investimentos etc.)
2. Caixas atendem o público e registram todas as transações em seus computadores
DAS 16h ÀS 18h
1. Gerentes efetuam abertura e encerramento de contas, venda de produtos via telefone, finalização de contrato, investimentos e outros assuntos de relacionamento com clientes

2. Caixas fazem a contabilidade de seus postos, pagam DOCs, devolvem cheques, trabalham nos malotes deixados por empresas, efetuam os depósitos vindos de caixas automáticos e preparam as correspondências para enviar no fim do expediente.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pílula pode substituir suas senhas

Você tem tantos logins e senhas diferentes que, frequentemente, os esquece? Ou precisa anotá-los? Uma nova invenção da Proteus Digital Healh promete acabar com esses problemas. Eles lançaram uma pílula que torna você 'reconhecível' aos sensores de aparelhos eletrônicos. Basta se aproximar do computador, por exemplo, e sinais únicos emitidos pelo seu corpo são usados como senha.
As Password Pills for Devices são capazes de liberar suas senhas por até 24 horas depois de sua ingestão. Ela é capaz disso por conter um sensor de um milímetro com dois materiais condutores que entram em contato depois que a pílula é dissolvida durante a digestão. Quando isso acontece, um sinal de 18 bits individual passa a ser gerado de dentro de seu corpo.
Apesar de não sabermos se a ideia irá fazer sucesso, as Password Pills já foram aprovadas pelo FDA (sigla para Food and Drugs Administration, o órgão regulamentador de medicamentos dos EUA) e podem ser ingeridas de forma contínua por até um mês.

Fonte: Galileu.

Retrato genotipado

Artista recria rostos a partir do DNA extraído de chicletes mastigados, guimbas de cigarros e fios de cabelo. Os retratos, exibidos publicamente, levantam questões sobre privacidade genética.
Chicletes mastigados, fios de cabelos e guimbas de cigarro. Quem já jogou algum desses itens fora pode estar na exposição ‘Stranger Visions’ (1Visões Estranhas1, em português), de Heather Dewey-Hagborg, artista que recria rostos de desconhecidos a partir do DNA extraído do lixo que encontra nas calçadas.
Tudo começou durante uma sessão de terapia. Enquanto observava um quadro coberto por vidro, Dewey-Hagborg notou um fio de cabelo preso em uma rachadura. “Fiquei encarando e me perguntei a quem o cabelo pertencia e o que revelava sobre seu dono”, explica. “Comecei a perceber todo o material genético que estava ao meu redor e a ideia da exposição veio à tona.”
Aluna de doutorado em artes eletrônicas do Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova Iorque, Dewey-Hagborg carrega na bolsa luvas descartáveis e sacolas plásticas para coletar, além de fios de cabelo, guimbas de cigarro e chicletes mastigados. Segundo ela, os transeuntes nem notam seu estranho hábito. “É Nova Iorque, as pessoas devem achar que sou apenas mais uma esquisitona”, diz.
Para extrair o DNA das amostras, Dewey-Hagborg leva o material para o Genspace, um laboratório do tipo ‘faça você mesmo’, onde fez um curso de extração de DNA e aprendeu uma técnica que amplifica regiões do genoma que variam de uma pessoa para outra. Tais regiões ajudam a artista a identificar as características do rosto do desconhecido que deixou seus genes por aí.

Depois de amplificar o DNA, Dewey-Hagborg envia o material para um laboratório que o sequencia. Quando o recebe de volta, a artista compara o DNA do desconhecido com sequências genéticas associadas a características como sexo, cor dos olhos e tamanho do nariz. Em seguida, Dewey-Hagborg usa um programa de computador criado por ela mesma para fazer o retrato do dono da amostra que achou na rua.
Impressão 3D
O processo não termina aí. O retrato produzido pelo programa de computador é impresso em tamanho real por uma impressora 3D e fica exposto em um museu junto à amostra coletada por Dewey-Hagborg. “Parece meio sinistro, mas as pessoas têm reagido bem à exposição. Muitas mandam e-mails pedindo para ter seu próprio retrato exposto”, conta a artista.
Segundo Dewey-Hagborg, ninguém se reconheceu na parede do museu até então. “É importante lembrar que isso é arte e o retrato não é idêntico ao modelo, existe apenas uma semelhança familiar”, explica. “Isso acontece principalmente porque as pesquisas científicas que associam a morfologia facial com a genética ainda estão no início.”
O principal objetivo da artista é levar os visitantes da exposição a refletir sobre o quanto estão se expondo ao dispersar seu DNA. “As pessoas estão preocupadas com as informações que compartilham nas redes sociais, mas esquecem que sua privacidade é invadida quando dispersam cabelos e unhas porque não notam que isso também contém informação”, observa.
DNA no lixo
No Brasil, discussões sobre privacidade genética foram levantadas durante um sequestro ocorrido em 2003. Sequestrado por Vilma Martins ainda na maternidade, Pedro Pinto foi registrado como Osvaldo Junior e criado até a adolescência sem conhecer sua verdadeira mãe. Após indiciar Vilma, a polícia desconfiou que Roberta Jamilly, criada como irmã de Pedro, também havia sido sequestrada. No entanto, Roberta não quis saber a verdade e se recusou a fazer os testes genéticos.
A falta de cuidado com o descarte de seu próprio DNA revelou a verdade que Roberta não queria saber. Seu material genético foi extraído de guimbas de cigarros que fumou e jogou na lixeira da delegacia durante um depoimento e, após os testes, a polícia descobriu que Roberta não era filha de Vilma.
Segundo a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, tanto a exposição de Dewey-Hagborg quanto o caso de Roberta levantam questões éticas importantes. “A informação contida em nosso DNA está mais acessível do que pensamos. Será ético usar material genético descartado sem o conhecimento do dono? A quem esse material pertence?”, questionou a pesquisadora em palestra sobre genoma pessoal proferida na Universidade Estadual de Campinas no mês passado.
Dewey-Hagborg acredita que sua arte pode conscientizar a população sobre a importância da privacidade genética. “Artefatos contendo material genético são tratados como lixo e ninguém se preocupa com eles. Espero que meu trabalho torne as pessoas mais vigilantes”, completa.
Fonte: Ciência Hoje.

Nasa e Google unem forças para criar computador quântico

O rei da internet e a rainha do espaço juntaram-se para estudar inteligência artificial: o Google e a NASA formaram um Laboratório Quântico de Inteligência Artificial a fim de criar um computador que conta com as propriedades únicas da física quântica.
O laboratório ficará no Centro de Pesquisa Ames da NASA, localizado no Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Os pesquisadores esperam que o computador quântico, que irá completar cálculos de maneira mais rápida (pelo menos 3.600 vezes mais rápida) do que os supercomputadores de hoje, esteja em funcionamento até o terceiro trimestre deste ano.
O computador quântico deve ser capaz de encontrar padrões complexos de informações a fim de determinar soluções criativas, um processo chamado de aprendizado de máquina. Busca personalizada na internet e previsões de congestionamento no tráfego com base em dados de GPS são exemplos de aprendizagem de máquina.
O campo é particularmente importante para coisas como reconhecimento facial ou de voz, comportamento biológico e gestão de sistemas muito grandes e complexos.
“Nós acreditamos que a computação quântica pode ajudar a resolver alguns dos problemas mais desafiadores da ciência, principalmente em aprendizado de máquina. Aprendizagem de máquina diz respeito à construção de melhores modelos do mundo a fim de fazer previsões mais precisas”, informou o Google em seu blog. “Se queremos curar doenças, precisamos de melhores modelos de como elas se desenvolvem. Se queremos criar políticas ambientais eficazes, precisamos de modelos melhores do que está acontecendo com o nosso clima. E se queremos construir uma ferramenta de busca mais útil, nós precisamos entender melhor as questões e o que está na web para obter a melhor resposta”.
Segundo o Google, os métodos mais eficazes para a utilização de computação quântica envolvem a combinação de máquinas avançadas com suas nuvens de computadores tradicionais. A empresa já havia desenvolvido algoritmos de aprendizado de máquina que trabalham no interior de um computador quântico, fabricado pela D-Wave Systems. Com eles, pode-se reconhecer rapidamente a informação, economizar energia em dispositivos móveis, etc.
Este ano, a D-Wave vendeu seu primeiro computador quântico comercial para a Lockheed Martin. Funcionários da Lockheed disseram que o computador seria usado para testar e medir coisas como projetos de aeronaves a jato ou a confiabilidade de sistemas de satélite.

Fonte: LiveScience, NYTimes.

O que a Internet esconde de você

O Google manipula os resultados das buscas. O Facebook decide quem vai ser seu amigo - e descarta pessoas sem avisar. E, para cada site que você pode acessar, há 400 outros invisíveis. Prepare-se para conhecer o lado oculto da Internet.
Para cada site que você pode visitar, existem pelo menos 400 outros que não consegue acessar. Eles existem, estão lá, mas são invisíveis. Estão presos num buraco negro digital maior do que a própria internet. A cada vez que você interage com um amigo nas redes sociais, vários outros são ignorados e têm as mensagens enterradas num enorme cemitério online. E, quando você faz uma pesquisa no Google, não recebe os resultados de fato - e sim uma versão maquiada, previamente modificada de acordo com critérios secretos. Sim, tudo isso é verdade - e não é nenhuma grande conspiração. Acontece todos os dias sem que você perceba. Pegue seu chapéu de Indiana Jones e vamos explorar a web perdida.
Primeira parada: Facebook. Quando você acessa a sua conta, a primeira tela que aparece é a do chamado Feed de notícias - aquela lista com os últimos comentários e links postados pelos seus amigos. Essa página é editada pelo Facebook, e só inclui as mensagens das pessoas com as quais você mais interage. Você pode anular essa edição - basta clicar no link "Mais recentes" e o Facebook mostrará, em ordem cronológica, todas as mensagens de todos os seus contatos. O problema é que isso lotará o seu feed de lixo, com grande quantidade de atualizações irrelevantes (o que interessa se aquele seu ex-colega que você não vê há anos trocou de namorada ou está saindo de férias?). Conclusão: a edição de conteúdo feita pelos robôs do Facebook é boa para você. Exceto quando não é.
O escritor americano Eli Pariser apoia o partido Democrata, de Barack Obama, mas também tem amigos que votam no partido Republicano. De um dia para o outro, Pariser notou que os republicanos sumiram do seu Facebook. Ele estranhou e foi fuçar na configuração do site, achando que tivesse feito algo errado. Que nada: os robôs é que tinham decidido que ele não precisava ter amigos de direita. O Facebook tomou uma decisão político-ideológica e a impôs ao usuário. "A personalização da internet reforça os estereótipos e as crenças que a pessoa já tem", explica Viktor Mayer-Schoenberger, pesquisador de internet da Universidade de Oxford.
Em outros casos, os robôs do Facebook podem causar conflitos familiares. Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Rodolfo Marques. Seu irmão, Diogo, é músico e postou um clipe no Facebook. Mas Rodolfo nem ficou sabendo - só porque, como ele não costumava falar com Diogo pela internet, os robôs deduziram que não se tratava de uma pessoa importante. "Achei que ele não tinha gostado do vídeo", conta Diogo.
O Google também manipula o que você vê na internet: cada pessoa pode receber um resultado diferente para a mesma pesquisa. O buscador usa critérios como o histórico das páginas que a pessoa visitou, o lugar onde ela está e até o navegador que utiliza. Ao todo, o Google aplica mais de 100 variáveis (elas são mantidas em segredo para que outros buscadores não as copiem) para personalizar os resultados.
E isso tem consequências profundas. Numa experiência feita pela Universidade de Londres, os cientistas criaram 3 personagens fictícios, que foram batizados de Immanuel Kant, Friedrich Nietzsche e Michel Foucault - 3 dos maiores filósofos de todos os tempos. Cada personagem usava o Google para fazer pesquisas sobre os próprios livros. A intenção era induzir o site a traçar um perfil psicológico de cada um deles. Deu certo. Depois de alguns dias, o Google começou a gerar resultados completamente diferentes para as mesmas buscas. E isso acontece com todo mundo, todos os dias.
"Os usuários podem desabilitar a personalização", defende-se Kumiko Hidaka, gerente global do Facebook. O Google também permite isso. Mas o que os sites de busca escondem do usuário é só uma parte do problema. Outro, talvez ainda maior, é o que nem eles mesmos conseguem ver.
No fundo da web
Quando você faz uma busca no Google, ele não sai percorrendo a internet inteira à procura da informação que você quer. Seria muito demorado. O Google consulta seu Índex, um acervo com cópias de 46 bilhões de páginas da internet.
É uma enormidade. Mas é muito menos do que realmente existe por aí. Nada do que é postado no Facebook, que tem 750 milhões de usuários e é a maior rede social de todos os tempos, aparece nos resultados do Google. Estima-se que o Google e os demais buscadores só consigam acessar 0,2% de toda a informação realmente contida na rede. Todas as demais páginas, que ninguém sabe exatamente quantas são e onde estão, formam a chamada deep web - a web profunda. Esses sites ocultos ficam escondidos por vários motivos. Se uma página exigir assinatura e for protegida com senha (como sites de jornais e revistas), os robôs rastreadores do Google não conseguem entrar nela, e não a copiam para o Índex. O Facebook bloqueia a entrada dos robôs do Google, pois não quer que seu conteúdo apareça no buscador (o que poderia roubar audiência do Facebook). Também há bases de dados online que não estão em HTML - linguagem que o Google entende.
Se o Google conseguir desbravar a web profunda, a vida vai ficar muito diferente. Não haverá mais sites especializados em busca de hotéis, imóveis, passagens aéreas etc. Você não precisará entrar na página da Receita para saber se liberaram a restituição de imposto - bastará digitar seu CPF no Google - nem acessar o site do plano de saúde para procurar um médico. Tudo isso, e todo o resto, estará no próprio Google.
Ele já tem uma equipe de pesquisadores tentando explorar essa internet perdida. O time é liderado por Alon Halevy, cientista da computação da Universidade de Washington. "Nós desenvolvemos softwares que conseguem encontrar as informações de maneira mais inteligente", diz Halevy. Como? Uma das principais táticas dos robôs do Google é o chute.
Sim, chute. Quando encontra um banco de dados que não entende, o robô começa a procurar vários termos: "apartamento", "conversível" e "lycra", por exemplo. Se a palavra "apartamento" estiver presente, é porque aquele site contém informações sobre imóveis. Se "conversível" funcionar, é porque se trata de uma tabela com preços de carros. E por aí vai. Sabendo do que se trata, o Google consegue adicionar as informações a seu Índex - e colocá-las ao alcance de todo mundo.
O problema é que as informações estão espalhadas pela web de maneira caótica, e achá-las é como descobrir uma agulha num palheiro. "Precisamos de um rastreador mais eficiente", explica a brasileira Juliana Freire, professora da Universidade de Utah. Ela é a criadora do DeepPeep, um projeto que pretende tornar acessíveis todos os bancos de dados da internet.
Com tanta informação perdida ou oculta, a internet ainda está longe de alcançar todo o seu potencial. Ela pode, precisa e vai ficar muito melhor. Enquanto não fica, crie o hábito de ir além dos seus sites preferidos e reserve um tempinho para explorar os cantos da internet que você não conhece. Se Nietzsche, Foucault e Kant estivessem vivos, eles certamente fariam isso.

Fonte: Superinteressante.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Neurônios humanos criados em laboratório têm o potencial de tratar diversas doenças incuráveis


Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA) desenvolveram um modelo de células cerebrais que pode auxiliar no tratamento de doenças como Parkinson, epilepsia, Alzheimer, lesões na medula espinhal e dores crônicas.
Os testes foram feitos transplantando estas células para cérebros de ratos, e o resultado foi bastante positivo, pois elas se desenvolveram perfeitamente.
“Achamos que este tipo de célula pode ser útil no tratamento de vários tipos de doenças do sistema neurológico e também em doenças neurodegenerativas de forma orientada”, disse Arnold Kriegstein, coautor da pesquisa.
Os cientistas geraram e transplantaram um tipo de célula nervosa humana chamada Eminência Ganglionar Medial (MGE), que teve um desenvolvimento no cérebro dos ratos que imita o que ocorre no cérebro humano.
Kriegstein vê estas células como uma potencial forma de tratamento para melhorar o controle do sistema nervoso em alguns casos de doenças neurológicas. Ao contrário de outras células neurais que podem formar outros tipos de células – e que acabam sendo menos controláveis – as MGE estão restritas a formarem um tipo de célula chamada de interneurônio, que se integra ao cérebro e proporciona uma inibição controlada, auxiliando a equilibrar a atividade dos circuitos nervosos.
Para gerar as células MGE no laboratório, os pesquisadores diferenciaram células-tronco pluripotentes humanas: tanto células-tronco embrionárias quanto células-tronco pluripotentes induzidas, derivadas da pele humana. Estes dois tipos de células estaminais têm potencial para se transformarem em praticamente qualquer tipo de célula humana. Quando transplantadas para ratos que não rejeitam tecido humano, as células MGE humanas se integraram ao cérebro através da formação de ligações com as células nervosas destes roedores, e amadureceram de forma especializada, formando subtipos de interneurônios.
“Estes resultados podem servir como um modelo para estudar doenças humanas com mau funcionamento de interneurônios”, diz Kriegstein. Ele também ressalta que o método dos pesquisadores pode ser usado para gerar uma quantidade suficiente de células MGE humanas para lançar potenciais ensaios clínicos futuros.
Junto a Kriegstein na pesquisa, Cory Nicholas, acadêmico de pós-doutorado da universidade, utilizou fatores-chave de crescimento e outras moléculas para dirigir a derivação e a maturação dos interneurônios. Ele cronometrou o fornecimento desses fatores para moldar seu caminho de desenvolvimento e confirmou a sua progressão. Outro pesquisador, Jiadong Chen, utilizou medições elétricas para estudar cuidadosamente as propriedades fisiológicas dos interneurônios, bem como a formação de sinapses entre os neurônios. Anteriormente, os pesquisadores liderados por Allan Basbaum utilizaram células MGE transplantadas de ratos na medula espinhal dos roedores, para reduzir a dor neuropática. Um uso surpreendente, por ser fora do cérebro. Os pesquisadores agora estão explorando o uso destas células no tratamento de doenças como Parkinson e epilepsia.
“A esperança é que possamos utilizar essas células para vários lugares dentro do sistema nervoso, e que elas se integrem e proporcionem a inibição regulada”, disse Nicholas.
Os pesquisadores também pretendem desenvolver células MGE a partir de células-tronco pluripotentes induzidas derivadas de células da pele de pessoas com autismo, epilepsia, esquizofrenia e doença de Alzheimer.
Um mistério e um desafio tanto para o estudo clínico de células MGE em humanos é que elas se desenvolvem em um ritmo lento (ainda mais lento do que em ratos). Em camundongos em rápido desenvolvimento, as células MGE levam de sete a nove meses para formar subtipos de interneurônio que normalmente estão presentes perto do nascimento. “Se pudéssemos acelerar o relógio em células humanas, então isso seria muito encorajador para várias aplicações”, disse Kriegstein.

Fonte: MedicalXpress.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Quais as línguas mais difíceis de aprender?


Aprender uma nova língua não é fácil, mas por que algumas são mais difíceis que outras? Dois motivos. Primeiro, a distância entre elas na árvore genealógica dos idiomas. Quanto mais próxima, mais fácil de aprender. Outros critérios contam, como alfabeto e pronúncia. Mas o segundo motivo é motivação, segundo linguistas e professores. Ela faz a diferença.

Legenda
FAMÍLIA LATINA - Línguas que se originaram da mistura do latim com dialetos populares da Europa e se modificaram ao longo do tempo.

OUTRAS FAMÍLIAS
ALFABETO LATINO - Pode ganhar caracteres para representar sons que não existem nas línguas latinas. Mas a base continua a mesma.
OUTROS ALFABETOS
LÍNGUA TONAL - Tem palavras que mudam completamente o significado, dependendo da entonação que se usa para pronunciar.
NÚMERO DE NATIVOS - Pessoas que têm esse idioma como língua materna.


Fácil
Idiomas com mesma origem têm mais semelhanças. As línguas latinas são como primas que cresceram juntas, mas se afastaram. Francês é mais difícil que espanhol e italiano porque teve influência germânica (exemplo: chic vem do alemão schick). E o inglês é a amiga que se enturmou: somos mais suscetíveis a aprender a língua que está em todo lugar.

Espanhol
Número de nativos - 390 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Italiano
Número de nativos - 80 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Francês
Número de nativos - 220 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Romeno
Aprender a língua do Conde Drácula não é assim tão difícil. Existem aproximadamente 500 palavras semelhantes ou até iguais entre romeno e português. Um exemplo é "superior", que se escreve e pronuncia da mesma forma.
Número de nativos - 24 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Inglês
Número de nativos - 400 milhões
Outras famílias - Germânica
Alfabeto latino

Médio
Aqui entram idiomas de famílias diferentes, mas quase sempre com o mesmo alfabeto: o latino, o mais usado no mundo. Mesmo línguas de outras famílias ficam mais próximas quando usam o mesmo alfabeto de base. Neste caldeirão de letras latinas, está a maioria dos idiomas da Europa.

Alemão
Número de nativos - 100 milhões
Outras famílias - Germânica
Alfabeto latino

Islandês
Número de nativos - 320 mil
Outras famílias - Germânica
Alfabeto latino

Polonês
Número de nativos - 42,7 milhões
Outras famílias - Eslava
Alfabeto latino

Finlandês
É uma das raras línguas ocidentais que não deriva do tronco indo-europeu, mas do urálico (junto com o húngaro e o estoniano). A diferença aparece principalmente na pronúncia, cheia de vogais. Às vezes lembra o japonês.
Número de nativos - 7 milhões
Outras famílias - Fino-permiana
Alfabeto latino

Turco
Número de nativos - 73 milhões
Outras famílias - Turcomana
Alfabeto latino

Grego
Inspirou o latim, origem da língua portuguesa. É, digamos assim, um tio-avô. Então, mesmo com um alfabeto diferente, a expressão "tô falando grego" deveria brincar com outra língua, pois o grego está longe de ser o idioma mais difícil do mundo.
Número de nativos - 13 milhões
Outras famílias - Helênica
Outros alfabetos - Grego


Difícil
O aprendizado de uma língua passa pela escrita. Aqui nos deparamos com letras, ideogramas e sinais que nos são estranhos. E muitas dessas línguas são tonais, o que dificulta. A palavra vietnamita khao, por exemplo, pode significar "ele", "ela" ou "branco", dependendo do tempo levado para falar as vogais.

Vietnamita
Número de nativos - 73 milhões
Outras famílias - Mon-khmer
Alfabeto Latino
Língua tonal

Russo
Número de nativos - 164 milhões
Outras famílias - Eslava
Outros alfabetos - Cirílico

Tailandês
Número de nativos - 60 milhões
Outras famílias - Kradai
Outros alfabetos - khmer
Língua tonal

Mandarim
Número de nativos - 885 milhões
Outras famílias - Sino-tibetana
Outros alfabetos - Logograma
Língua tonal

Japonês
Assim como no mandarim, aprendizes de japonês precisam memorizar milhares de ideogramas. São dois sistemas silabários e cinco de escrita. Haja coração (e memória) para encarar essa língua.
Número de nativos - 127 milhões
Outras famílias - Japônica
Outros alfabetos - Logograma
Língua tonal

Coreano
Número de nativos - 71 milhões
Outras famílias - Língua isolada
Outros alfabetos - Hangul
Língua tonal

Árabe
O árabe é tão difícil de aprender a ler que o lado direito do cérebro (responsável por dar uma leitura geral das letras) fica sobrecarregado e simplesmente desliga, deixando o lado esquerdo se virar sozinho.
Número de nativos - 206 milhões
Outras famílias - Semítica
Outros alfabetos - Árabe

Quase impossível
O sistema vocal complexo de alguns idiomas exóticos torna a tarefa de aprendê-los quase impossível. O que vai fazer diferença, daqui para a frente, é a determinação e a força no gogó. Há registros de africanos que desenvolveram caroços na laringe por causa do !Xóõ.

Tuyuca
Só consoantes simples, poucas vogais nasais e um amplo vocabulário. Calma que piora: para os indígenas da Amazônia que dominam a língua, a única forma de afirmar algo é terminando a frase com um verbo (Yoda tuyuca fala?).
Número de nativos - menos de mil
Outras famílias - Tukano oriental
Fonte: Superinteressante.

Sondas da NASA captam a Terra “cantando”


A Terra sabe cantar. Ou quase isso. Os dois satélites Radiation Belt Storm Probe (RBSP) da NASA, lançados no dia 30 de agosto deste ano, conseguiram captar e gravar ondas de rádio audíveis emitidas pela magnetosfera da Terra. São silvos e assobios que formam o que os cientistas chamam de “coro” ou “coro do amanhecer” (o som é captado melhor pela manhã).
E o que causa isso? As ondas audíveis são emitidas por partículas energéticas de dentro da magnetosfera, o nome dado à região que envolve qualquer planeta ou lua que tenha um campo magnético, como a Terra. Essas partículas afetam – e são afetadas – pelos cintos de radiação que cercam o planeta, e essa interação cria os barulhos únicos.
As sondas da agência espacial gravaram cinco ocorrências diferentes no dia 5 de setembro, mas no vídeo elas são apresentadas como uma só, sem cortes. Ficou curioso? Escute no vídeo abaixo o som:
Fonte: Superinteressante.

Distribuição de números primos tem novo teorema


Esse é um resultado que apenas um matemático poderia amar. Pesquisadores esperando conseguir um ‘2’ como resposta de uma prova há muito procurada, envolvendo pares de números primos, estão celebrando o fato de um matemático ter reduzido o número de infinito para 70 milhões.
“É um fator de apenas 35 milhões de diferença”, brinca Dan Goldston, teórico de análise numérica da San Jose State University, na Califórnia, que não se envolveu no trabalho. “Cada redução é um passo na direção da resposta final”.
O objetivo é provar uma conjectura que diz respeito a números primos – os números inteiros que só são divisíveis por 1 e por si mesmos. Há muitos primos entre números pequenos, mas eles se tornam cada vez menos frequentes conforme os números aumentam. De fato, a diferença entre cada primo se torna cada vez maior – em média. Mas existem exceções: os ‘primos gêmeos’, pares de números primos que diferem em valor por 2. Exemplos de primos gêmeos conhecidos são 3 e 5, ou 17 e 19, ou 2.003.663.613× 2195.000 − 1 e 2.003.663.613 × 2195.000 + 1.
A conjectura dos primos gêmeos declara que existe um número infinito desses pares gêmeos. Alguns atribuem a conjectura ao matemático grego Euclides de Alexandria, o que o tornaria um dos mais antigos problemas abertos da matemática.
O problema frustrou todas as tentativas de uma solução até agora. Um grande avanço foi feito em 2005, quando Goldston e dois colegas mostraram que há um número infinito de primos pares que diferem por não mais que 16. Mas há um problema. “Eles estão supondo uma conjectura que ninguém sabe como provar”, observa Dorian Goldfeld, teórico dos números da Columbia University, em Nova York.
O novo resultado, de Yitang Zhang da University of New Hampshire em Durham, descobriu que há infinitos pares de primos que estão a menos de 70 milhões de unidades uns dos outros sem depender de conjecturas ainda sem provas. Apesar de 70 milhões parecer um número muito grande, a existência de qualquer fronteira finita, não importando seu tamanho, significa que os intervalos entre números consecutivos não continuam crescendo para sempre. O salto de 2 para 70 milhões não é nada comparado ao salto de 70 milhões para o infinito. “Se isso estiver correto, ficarei completamente estupefato”, declara Goldfeld.
Zhang apresentou sua pesquisa em 13 de maio para algumas dúzias de pessoas na Harvard University em Cambridge, no estado de Massachusetts, e o fato de que o trabalho parece usar técnicas matemáticas padrão levou alguns a questionar se Zhang poderia realmente ter tido sucesso onde outros falharam.
Mas o relatório de um assessor científico do periódico Annals of Mathematics, ao qual Zhang enviou o artigo, sugere que ele de fato foi bem-sucedido. “Os principais resultados são de primeira linha”, afirma o relatório; Zhang forneceu uma cópia do documento à Nature. “O autor teve sucesso em provar um teorema que é referência na distribuição de números primos. Estamos muito felizes de recomendar com veemência a aceitação do artigo para publicação no periódico”.
Goldston, que recebeu uma cópia do artigo, declara que ele e outros pesquisadores que o leram “estão com uma ótima sensação”. “Não tem nada obviamente errado”, observa ele.
Zhang, por sua vez, que trabalha no artigo desde que teve um insight enquanto visitava um amigo em julho último, declara esperar que as ferramentas matemáticas do artigo permitam que o valor de 70 milhões seja reduzido. De acordo com Zhang: “Nós podemos reduzí-lo”.
Goldston não acredita que o valor possa ser reduzido para 2 para provar a conjectura de primos gêmeos. Mas declara que o simples fato de existir um número já é um enorme avanço. “Eu duvidava que viveria para ver esse resultado”, admite ele.
Zhang reenviará o artigo, com alguns ajustes mínimos, nesta semana.
Fonte: Scientific American.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

As palavras mágicas “por favor” e “obrigado”, estão desaparecendo


Preste atenção às conversas ao seu redor – no escritório, na fila do banco, no restaurante, aqueles a quem você serve e as pessoas que você conhece diariamente. “Me traz um café.” “Me passa aquele prato.” Não sentiu falta de alguma coisa? Aquelas tradicionais palavras mágicas “por favor” e “obrigado”, que a gente aprendia quando criança, estão desaparecendo, você não acha? A psicóloga americana Brenda Kowalsky notou o desaparecimento da linguagem educada no nosso dia-a-dia. Ela acha que o problema é causado pela superficialidade da vida moderna. “O desaparecimento das ‘palavras mágicas’ no nosso dia-a-dia tem a ver com a preferência pelas coisas superficiais na sociedade moderna. Conversas vulgares, vestuário casual e comportamento casual sequestraram praticamente todas as áreas da vida e eu acho que isso não está sendo bom para ninguém” – ela comenta.
Outras expressões educadas também estão sendo esquecidas. “Seja bem-vindo”, por exemplo. Diga “obrigado” a alguém e, em vez de ouvir “de nada”, é mais provável que você ouça “legal”, “sem problema”, “pode crer”, ou uma longa lista de respostas que substituem o tradicional “de nada”. Em vez de dizer “obrigado”, as pessoas dizem “valeu”, ou, mais frequentemente, não dizem nada. E, no lugar de dizerem “não, obrigado”, expressões como “tô bem” são cada dia mais comuns. Mas respostas como “tô bem” e “pode crer” não têm o mesmo sentimento nem transmitem a mesma energia de quando estamos sinceramente expressando nossa gratidão. Elas parecem sem força, menos francas, como se fossem dolorosas demais para serem ditas. As boas maneiras estão se transformando ou estão simplesmente desaparecendo?
Coisas simples que dávamos como certas, quando crianças, não fazem mais diferença. Dizer “por favor”, “obrigado”, “com licença”, “desculpe”, “pois não”, oferecer ajuda e acompanhar soluções de problemas não têm mais a importância que tinham há pouco tempo atrás. Existe também uma mudança drástica nas relações do dia-a-dia. Passe, por exemplo,  por qualquer drive-tru de lanchonetes fast-food. Ou por uma fila de caixa numa mercearia. Entre na fila numa loja de conveniência. Se você tiver sorte, o funcionário que o atender olhará para você. Talvez até falem alguma coisa, friamente. Porém, mais provavelmente, eles lhe entregarão sua compra e a sacola enquanto olham sobre os ombros, sem notar a sua condição de ser humano e não apenas de cliente e consumidor.

As formigas se cumprimentam?


A realidade é que esse fenômeno ocorre porque as formigas possuem um sistema de comunicação muito peculiar através das antenas. O que ocorre de fato é o reconhecimento através do cheiro umas das outras, para detectarem se fazem parte do mesmo ninho.
Por questões de segurança, as formigas não aceitam intrusos em sua colônia (formigueiro) e por isso a necessidade de estarem sempre atentas ao menor sinal de invasão de alguma formiga estranha ou até mesmo doente, quando é imediatamente isolada do grupo.
As formigas produzem através de uma reação química o chamado feromônio que é exalado através de glândulas marcando o caminho percorrido e servindo de comunicação entre elas.
O feromônio é secretado por alguns animais influenciando o comportamento ou o desenvolvimento morfológico de outros animais da mesma espécie, como é o caso também das mariposas.

Tomar refrigerante é tão perigoso quanto fumar


E por isso as latas deveriam vir com rótulos de alerta sobre o perigo, iguais aos estampados nas embalagens de cigarro. É o que dizem alguns pesquisadores, depois de um novo estudo apontar que beber refrigerante pode causar diabetes do tipo 2.
Quem decidiu investigar a relação entre a doença e o hábito de beber refrigerante foi o pessoal do Imperial College, em Londres. Eles perguntaram a 12 mil pessoas já diagnosticadas com a doença sobre a dieta de cada um – e quantas latinhas de refrigerantes costumavam tomar por dia. Outras 16 mil pessoas, sem diabetes, também foram entrevistadas.
Perceberam uma tendência negativa: tomar 360mL de refrigerante (equivalente a uma lata) por dia aumenta em 22% o risco de ter a doença. E o problema não atinge apenas obesos. Refrigerante faz mal mesmo para pessoas com peso normal – só que nesse caso o risco de ter diabetes do tipo 2 sobe “só” 18%.
“Se existe algum item da nossa dieta que age como o tabaco, este item é o refrigerante [e outras bebidas industrializadas que vêm cheias de açúcar]”, explica Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, ao Sunday Times. “Os rótulos dessas bebidas deveriam explicitar a quantidade de açúcar e alertar que o consumo tem de ser limitado”, diz Nick Wareham, um dos autores da pesquisa.
O problema é que o refrigerante parece aumentar a resistência da insulina no organismo. Por mais que a substância esteja presente no corpo, os níveis de açúcar no sangue continuam altos, o que caracteriza a diabetes do tipo 2.
Que perigo, não? Melhor trocar o refrigerante por um suco natural.
Fonte: Superinteressante.