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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"O Menino do Pijama Listrado"


Realmente é uma história fantástica e comovente. Em particular sou muito passional com o assunto da segunda guerra mundial, alimento uma profunda revolta pelo que fizeram a milhares de pessoas, me sinto extremamente solidária e sensível ao sofrimento que tantos judeus viveram. O que eu considero o diferencial deste livro, é como o assunto foi abordado, simplesmente lindo. Até hoje eu só havia assistido filmes e lido livros que mostravam a dor e sofrimento dos judeus, "O Menino do Pijama Listrado" mostra o outro lado, mostra como se sentiam os alemães que não concordavam com a guerra.
Bruno não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.                                                                                                      
Posso resumir o livro em uma palavra: EMOCIONANTE.
Para quem se sentiu curioso, além do livro existe o filme.







Acima um trailer do filme e abaixo o filme completo.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Orgulho e Preconceito


Vou falar para vocês sobre Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Esse livro realmente é belíssimo! Eu amo esta história porque amo os personagens.
A obra literária de Jane Austen deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns. De aguda percepção psicológica, seu estilo destila sempre uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa. Orgulho e Preconceito (1797) é a obra mais conhecida da autora. Jane Austen mostrou como o amor entre os protagonistas era capaz de superar barreiras de orgulho e preconceito, a diferença social entre eles e o escasso poder de decisão concedido à mulher na sociedade da época. A crítica veio a considerá-la a primeira romancista moderna da literatura inglesa. Apesar de a história se ambientar no século XIX, tem exercido fascínio mesmo nos leitores modernos, continuando no topo da lista dos livros preferidos e sob a consideração da crítica literária.
"Orgulho e Preconceito", pode ser considerado como especial porque transcende o preconceito causado pelas falsas primeiras impressões e adentra no psicológico, mostrando como o auto-conhecimento pode interferir nos julgamentos errôneos feitos a outras pessoas. A autora revela posturas de seus personagens em situações cotidianas que, muitas vezes, causam momentos cômicos aos leitores, dando um caráter mais leve e satírico ao livro. As emoções e sentimentos devem ser decifrados por quem decidir mergulhar na obra de Jane Austen, uma vez que encobertos nas entrelinhas do texto. A escritora inglesa apresenta seu poder de expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz em "Orgulho e Preconceito"; ela é capaz de transmitir mensagens complexas valendo-se de seu estilo a um tempo simples e espirituoso. O principal assunto do livro é contemplado logo na frase inicial, quando a autora menciona que um homem solteiro e possuidor de grande fortuna deve ser o desejo de uma esposa. Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: a autora declara que o foco da trama será os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor á obra ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum, e prepara o leitor para uma caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes. O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, o Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.Considerado a obra prima de Jane Austen, "Orgulho e Preconceito" ganhou diversas versões para o cinema e televisão, a mais recente em 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Corações Descontrolados - Ciúmes, Raiva, Impulsividade - o Jeito Borderline de Ser


A autora explica ao público leigo o transtorno de personalidade borderline, um dos transtornos mais desconhecidos e ao mesmo tempo o mais estudado da atualidade. Os borderlines são pessoas para quem tudo é "muito", as emoções são sempre exageradas. São reconhecidos por suas explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo da rejeição, insatisfação pessoal.
Antes de descrever o que é o transtorno de personalidade borderline é preciso compreender o que é uma personalidade propriamente dita. Todos nós temos, de forma quase intuitiva, a noção do que seja a personalidade de alguém: é aquele "jeitão" ou a forma leiga que costumamos perceber e até mesmo descrever uma pessoa e, por vezes, nós mesmos. Esse "jeitão" costuma demonstrar de que maneira um indivíduo se comporta frente às diversas situações da vida.
Analisa quando comportamentos extremos passam a ser frequentes
De forma bem abrangente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que uma pessoa apresenta ao longo de sua existência. Somos a nossa personalidade e é assim que nos apresentamos ao mundo. Ela é o nosso cartão de visitas; a maneira pela qual cada um de nós consegue sentir o mundo ao redor e a si mesmo. É a nossa individualidade, o que nos distingue do outro.
Para se ter uma ideia da complexidade de uma personalidade, basta imaginarmos quantos sentimentos experimentamos em questão de segundos, e quantos pensamentos são gerados a partir desses sentimentos. E mais: quantos comportamentos podemos apresentar, derivados de um único pensamento. Assim, fica claro que um simples sentimento é capaz de desencadear uma cascata de atividade mental, que se multiplica de forma exponencial dentro de cada um de nós. A questão fica bem mais dinâmica e sofisticada se imaginarmos também quantos sentimentos diferentes podemos ter. Não me refiro apenas aos básicos e bem-definidos, que somos capazes de nomear (como felicidade, tristeza, angústia, ciúmes, inveja, compaixão), mas sim a uma mistura deles, entrelaçados e tão pessoais que nos faltam palavras para descrevê-los.
Imaginou tudo isso até aqui? Então, agora, multiplique tais sentimentos por um número aleatório de pensamentos que eles podem gerar, e depois considere também um número para os comportamentos desencadeados por esses processos. O mecanismo mental de sentir, pensar e agir pode abranger uma quantidade incalculável de combinações, e essa matemática de possibilidades ilimitadas nos individualiza e determina quem somos e quem podemos ser durante toda a nossa existência. Esta é a nossa persona; a nossa personalidade.
Cada indivíduo pode experimentar sentimentos, pensamentos e comportamentos que nem sequer imaginamos. Somos únicos entre bilhões de outros seres humanos. Esta é a complexidade da mente e da personalidade humana, infinitamente sedutora e, ao mesmo tempo, desafiadora. É preciso entender como as pessoas funcionam para que as relações interpessoais possam ser harmoniosas e transcendentes.
A personalidade é a combinação dinâmica do temperamento e do caráter de um determinado indivíduo. Mas o que vem a ser isso exatamente?
O temperamento pode ser definido como a parte biológica da personalidade, que é herdada geneticamente. Normalmente, ainda no berço, as mães já notam diferenças de temperamento entre seus filhos. Enquanto um deles pode solicitar a atenção dos pais, chorar com frequência e reagir prontamente aos estímulos, o outro filho pode ser mais independente, observador e introspectivo. Sendo assim, mesmo antes da influência cultural e de eventos significativos da vida, já existe a tendência de um indivíduo se comportar de acordo com suas heranças biológicas.
O caráter, por sua vez, constitui a parte da personalidade moldada pelo aprendizado social, cultural e por acontecimentos vitais marcantes. Como exemplo, cito o caso de irmãos gêmeos idênti cos, ou seja, com a mesma genética, que viveram em ambientes distintos. Digamos que um deles foi criado por uma família de bom nível socioeconômico, não sofreu maus-tratos e os papéis (pai, mãe e filhos) eram bem-definidos; enquanto o outro cresceu em uma família desestruturada e foi abusado sexualmente por um vizinho. Apesar das semelhanças biológicas (mesma genética), cada um desses irmãos tenderá a reagir de forma diversa frente às adversidades ou alegrias da vida. Sendo assim, apresentarão personalidades bem diferentes.
Diante do exposto, é possível perceber que classificar personalidades humanas não é uma tarefa tão simples assim. No entanto, isso é algo absolutamente necessário para que nosso entendimento da natureza humana possa avançar. Somente dessa maneira, por meio do conhecimento, seremos capazes de aliviar dores, angústias, incertezas, sofrimentos e injustiças que norteiam a nossa existência. Nenhum homem é uma ilha, somos seres sociais. Existir é, portanto, navegar em águas desconhecidas, que somos nós mesmos e nossos semelhantes. Viver, sem dúvida, é navegar no mar das personalidades.
Então, como podemos classificar um tipo de personalidade? Como dito anteriormente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que tendem a se repetir em uma pessoa ao longo de sua vida. Quando um padrão sentir/pensar/agir é apresentado por diversas pessoas de forma estatisticamente relevante na população geral, passa a ser uma personalidade classificável.
Embora todos nós sejamos dotados dessa identidade psicológica conhecida como personalidade, manifestada de modo único em cada um de nós, existem algumas características predominantes que nos enquadram num determinado tipo. Sendo assim, acabamos por nos tornar parecidos com certos indivíduos, que apresentam o mesmo padrão de funcionamento mental. Um tipo de personalidade reflete, em grande parte, a essência de uma pessoa, e um deles será objeto de estudo neste livro.
Todos nós apresentamos momentos de explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo da rejeição, insatisfação pessoal. E, quase sempre, isso gera transtornos e prejuízos para nós mesmos e/ou para as pessoas ao nosso redor. Porém, quando esses comportamentos disfuncionais apresentam-se de forma frequente, intensa e persistente, eles acabam por produzir um padrão existencial marcado por dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu ambiente social. Quando isso ocorre podemos estar diante de um quadro bastante complexo, confuso e desorganizado, denominado transtorno de personalidade borderline (TPB).

sábado, 15 de dezembro de 2012

Complexo de Cinderela


O livro é uma análise extremamente pessoal da autora e sem preconceitos sobre o medo da independência enraizado na maioria das mulheres. Uma obra importante para a compreensão do complexo universo da mística feminina.
Em um livro fundamental para a mulher, a autora explora suas idéias acerca da psicologia feminina. Segundo ela, as mulheres desejam ser cuidadas e aliviadas das responsabilidades essenciais para consigo mesmas.
O ponto de vista da autora é o seguinte: "as mulheres são educadas para se sentirem sempre parte de uma outra pessoa e, quando têm chance de serem livres, assustam-se e a rejeitam. Diz que 'de modo igualmente sistemático, as mulheres são ensinadas a crer que, algum dia, de algum modo, serão salvas. Este é o conto de fadas'...".
Colette começa seu livro narrando uma experiência de terror-pânico por sentir-se só. Depois, menciona a solução que encontrou: fazer terapia, onde acabou "descobrindo" que seus problemas atuais decorrem da sua infância. Crê que a educação que recebeu - e que as mulheres recebem - é no sentido de manutenção de uma mentalidade de eterna dependência. Enxerga Cinderela como o símbolo desta dependência, do viver à espera de que alguém (um homem) apareça e resolva os problemas, na medida mesma em que cuida da mulher, a qual dificilmente se corrige de sua dependência.
À luz de seu próprio diagnóstico, é possível admitir que a história de Cinderela a marcou muito desde a infância e a levou a concluir a respeito de Cinderela o que seria admissível concluir a respeito das irmãs da Cinderela. A autora preferiu manter sua opinião (infantil) em detrimento de um exame mais razoável da história mesma, em qualquer de suas versões, a original, alemã, ou a americana, que lhe introduz ligeiras modificações para acomodá-la ao ascéptico gosto americano.
Imbuída do propósito de contribuir para a solução deste grave problema educacional na vida das mulheres, escreveu o livro "THE CINDERELLA COMPLEX - Women's Hidden Fear of Independence" ("O COMPLEXO DE CINDERELA - O Medo Inconsciente das Mulheres por Independência"). Diz: "A tese deste livro é a de que a dependência psicológica - o desejo inconsciente dos cuidados de outrem - é a força motriz que ainda mantém as mulheres agrilhoadas. Denominou "Complexo de Cinderela": uma rede de atitudes e temores profundamente reprimidos que retém as mulheres numa espécie de penumbra e impede-as de utilizarem plenamente seus intelectos e criatividade. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha transformar suas vidas."
A autora propõe medidas que visem tornar as mulheres autossuficientes e menos dependentes do homem, o que por si só estamos vendo acontecer diariamente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Depressão


A depressão é uma doença que afeta o corpo, o emocional e até o pensamento. O desempenho da pessoa depressiva é seriamente afetado, tanto no lado pessoal, como no profissional, social e conjugal. Estar triste diante de uma situação circunstancial (por exemplo ser demitido) não é depressão e sim algo passageiro.
A pessoa que tem este problema tem dificuldades em resolver o mal por conta própria, visto que o estado depressivo pode levar meses e até anos. Vários fatores combinados podem facilitar o surgimento da depressão. Famílias em que repetidamente a doença se manifestou levam a crer que existe um fator hereditário, bem como características pessoais biológicas e no estresse do ambiente. É importante salientar que pode haver manifestações da doença, mesmo em pessoas que a família não tem histórico depressivo.  O fator emocional pode também desencadear a doença, como uma separação conjugal que leva a pessoa a um sofrimento, tomar conhecimento do óbito de um ente querido, etc..
Tristeza pode ser confundida com depressão, e alterações da tireoide podem causar mudanças no comportamento. O uso de álcool e drogas também tem o poder de modificar o emocional. Dentre os sintomas mais comuns de depressão estão: insônia, inquietação, irritabilidade, perda do apetite sexual, sensação de morte, visão pessimista do futuro, sentimentos de culpa, ansiedade, dificuldade de concentração, ideias de morte, inapetência ou fome exagerada, distúrbios gastrointestinais, medos generalizados e tristeza severa.
As doenças depressivas manifestam-se de diversas formas, ocorrendo variações quanto à gravidade e duração dos sintomas.
Um tipo de depressão menos grave é conhecida como distimia, na qual a pessoa não fica incapacitada e tem seu estado geral muito oscilante, porém consegue levar a vida.
A depressão mais preocupante é a conhecida como Depressão Maior, que além de apresentar os sintomas citados, pode acarretar na internação da pessoa.
Toda pessoa com depressão sente-se mal, sem valor, sem esperança. Acha-se péssima companhia e um obstáculo para a felicidade dos filhos e do cônjuge. Pensa estar sendo castigada por Deus, acredita ser portadora de alguma doença grave não diagnosticada. Tem a impressão de que os filhos herdarão sua doença e de que o futuro é o sanatório ou o fogo do crematório! Tolice, tenha paciência, acredite em você.
Sem querer minimizar ou desprezar o sofrimento de quem esta deprimido, acho importante não deixar a depressão te derrubar.
Fonte: Livro “ Pronto Socorro Psicológico” – Haroldo Lopes.

Ansiedade


É um estado de expectativa, tensão, que existe entre o agora e o depois. Ela pode ser considerada positiva e normal ou negativa e doentia.
Quando alguém é ansioso, os seguintes sintomas são observados, principalmente diante de uma crise: fôlego curto, taquicardia, sudorese, mãos frias, boca seca, sensação de balanço, nó na garganta, náusea, diarreia, etc. Os pensamentos são catastróficos principalmente à noite.  Pessoas excessivamente preocupadas, ansiosas, podem também apresentar sintomas depressivos, distúrbio do pânico ou fobias associadas, porém, a preocupação e o estado de constante alerta são o carro chefe. Pessoas ansiosas sofrem muito mais pelos pensamentos doentios do que pelos reais perigos da vida.
O que fazer?
Sentida de forma constante, a ansiedade pode tornar-se doentia, levando muitas vezes ao atendimento médico. Quando ela passa a atrapalhar o cotidiano, o tratamento é recomendado. Deve-se procurar um médico para que ele examine supostas causas orgânicas, se nada for constatado, o recurso deverá ser a psicoterapia. Todos nós temos um lado “perturbado”, que percebe as coisas com medo e precipitação. Porém, há também o outro lado, o saudável, que se baseia na realidade, não distorce nem se sugestiona.
É muito importante aprender a lidar com o lado perturbado, com nosso emocional. Identifique todo e qualquer pensamento catastrófico, distorcido ou exagerado e vá trabalhando para removê-lo. Substitua-o por otimismo. Talvez no começo seja difícil. É importante distinguir o que é real do irreal. Logo terá construído uma barreira contra seus pensamentos doentios, dos quais você é a maior vitima.  A saúde mental é baseada na realidade, procure conhecer bem seu quadro e perceba com o que realmente você deve preocupar-se. Note que a maior parte de suas preocupações não ocorre na vida real. Além de sofrer muito, o ansioso muitas vezes pode precipitar-se. Os ansiosos preocupam-se demais, por isso não são raras as vezes em que tomam decisões precipitadas.
Fonte: Livro “ Pronto Socorro Psicológico” – Haroldo Lopes. 

"O Livro Negro da Psicanálise" questiona inverdades sustentadas por Freud


Quando foi publicado na França, "Le Livre Noir de la Psychanalyse", organizado por Catherine Meyer, causou polêmica ao questionar a validade das teorias de Sigmund Freud (1856-1939) e a eficiência da psicanálise.
Lançado pela editora Civilização Brasileira, "O Livro Negro da Psicanálise: Viver e Pensar Melhor Sem Freud" chega ao Brasil em edição traduzida e organizada pela psicanalista Simone Perelson. O título reúne artigos, entrevistas e depoimentos de autores das áreas de história, filosofia, psiquiatria, psicologia, jornalismo e física. Os textos apontam uma série de inverdades postuladas por Freud. Apesar de o pensamento ainda ser hegemônico na França, e de alguns conceitos --inconsciente e complexo de Édipo, por exemplo-- terem se tornado parte do vocabulário popular, a teoria freudo-lacaniana apresenta franco declínio no restante do mundo.
Para defender o Mestre de Viena, alguns intelectuais, como a historiadora e psicanalista Elisabeth Roudinesco, contestaram o conteúdo do volume. A edição proporcionou debates passionais e ampla repercussão na imprensa francesa. No Brasil --que também conta com defensores da ideia considerada obsoleta--, a publicação deve repetir a disputa.
Fonte: Folha de São Paulo.

sábado, 24 de novembro de 2012

16 tipos de beijos do Kama Sutra

Os nomes são meio estranhos e as descrições meio técnicas demais. Mas lembre-se: o treino leva à perfeição. Vamos lá, vai ser divertido.

1. Beijo Nominal: Um dos amantes toca a boca do outro com os lábios, sem fazer mais nada.
2. Beijo Palpitante: Durante o beijo nominal, um dos amantes movimenta o lábio inferior, mas não o superior.
3. Beijo de Toque: Um dos amantes toca os lábios do outro com a língua, fecha os olhos e coloca suas mãos nas do outro. Lambidinha romântica? Risos.
4. Beijo Direto: Os lábios dos dois amantes entram em contato direto. Aqui no ocidente, esse beijo também é conhecido como “selinho”.
5. Beijo Inclinado: É, basicamente, o selinho (Beijo Direto), mas os amantes devem estar com as cabeças inclinadas.
6. Beijo Voltado: Um dos amantes volta o rosto para o outro, segurando a cabeça e o queixo do outro enquanto se beijam.
7. Beijo Pressionado: O lábio inferior é pressionado com muita força pelos dedos do amante. Há ainda o beijo “muito pressionado”, quando o lábio inferior é agarrado pelo amante entre dois dedos e depois pressionado com o lábio. Meio estranho, mas vale a pena tentar, não?

8. Beijo do Lábio Superior: O amante beija o lábio superior do outro e o amado, por sua vez, beija seu lábio inferior.
9. Beijo Agarrado: Um dos amantes toma ambos os lábios do outro entre os seus. Mas atenção: só homens sem bigode podem dar esse beijo! Polêmico.
10. Luta de Línguas: Durante o beijo agarrado, um dos amantes toca os dentes, língua e céu da boca da pessoa amada. Também é permitido pressionar os dentes de um contra a boca do outro. Perigoso.
11. Beijo que Acende o Amor: Acontece quando um amante contempla o outro adormecido e o beija (não necessariamente nos lábios, fica a dica).
12. Beijo que Distrai: É quando se beija o amante enquanto ele está trabalhando, olhando para outra pessoa ou quando estão brigando.
13. Beijo que Desperta: Ao chegar em casa tarde da noite, o homem beija a amante que está dormindo. Dica: a mulher pode só fingir que está dormindo.
14. Beijo Revelador de Intenção: Beija-se o reflexo da pessoa amada num espelho, na água ou na parede.

15. Beijo Transferido: Quando se beija uma criança de colo, um retrato ou uma imagem na presença da pessoa amada.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Deepak Chopra - O Livro dos Segredos

"Nosso maior anseio na vida não é por comida, dinheiro, sucesso, status, sexo, segurança ou amor. O anseio secreto que consome a alma das pessoas não tem relação com coisas externas, pois é a pessoa interior que deseja ardentemente encontrar o significado da vida". Assim o médico indiano Deepak Chopra começa O Livro dos Segredos, onde, através de exercícios de meditação e reflexão sobre o cotidiano, espera que o leitor consiga encontrar respostas para suas dúvidas. O pensamento hiduísta permeia todo o livro. Criado na Índia e radicado nos Estados Unidos, Deepak Chopra mostra princípios da Yoga e cita livros consagrados pela cultura hindu, como o Bhagavad Gita, relacionando-os com ensinamentos de diferentes correntes filosóficas.
O autor analisa a dissociação do mundo moderno e das práticas religiosas, lembrando que, quando as doutrinas tinham destaque na vida espiritual, não havia necessidade de provas científicas para a aceitação da fé. Para Chopra, existia uma "realidade única", que agregava os lados espiritual e concreto da vida. A angústia do homem contemporâneo viria, então, dessa desagregação. O que O Livro dos Segredos propõe é ajudar os leitores a se realinharem espiritualmente, livrando-se do temor da morte e vivendo de forma mais proveitosa.
O caminho para o auto-aperfeiçoamento está em cada um e é espontâneo, diz Chopra, que indica técnicas para modificar reações negativas a dissabores, que levarão, automaticamente, a melhorar a auto-estima e orelacionamento com os outros. O crescimento interior também contribuiria para o aprimoramento das relações sociais. Paciência, bom-humor, boa disposição, tolerância nunca devem ser esquecidos por quem busca o significado da existência, diz o autor.

Paul Ekman - A Linguagem das Emoções


Eu ando devendo artigos sobre livros para vocês já faz tempo, mas vamos tentar recuperar um pouco do tempo perdido. Minha outra indicação para livros é o livro de Paul Ekman, "A linguagem das emoções", o livro é fantástico.
Paul Ekman é professor de psicologia no departamento de psiquiatria na University of California Medical School, ele já recebeu prêmios de eminente contribuição cientifica da American Psychological Association, entre outras coisas. O livro fala sobre a descoberta das microexpressões.
Microexpressões são expressões faciais rápidas e involuntárias. Normalmente ocorrem quando a pessoa tenta ocultar ou reprimir determinadas emoções; em situações de alta tensão ou estresses constantes. Como por exemplo, em interrogatórios, entrevistas de emprego, situações embaraçosas etc.
Uma pessoa pode até conseguir fingir ou simular determinadas emoções, porém não conseguirá fazer o mesmo com as microexpressões, cujo tempo de duração fica em torno de 1/25 segundos. É muito difícil obter um controle facial ao ponto de se conseguir controlar os músculos simulando um microexpressão. Por este motivo elas são consideradas como indicativos da linguagem corporal que revelam os verdadeiros sentimentos das pessoas por trás das máscaras utilizadas para escondê-los.
Como as microexpressões são involuntárias, estas alterações tão sutis do rosto aparecem antes que a pessoa comece a comportar-se de um modo racional. Mas por aparecem e desaparecem numa fração de segundo, não é nada fácil detectá-las. Até mesmo uma pessoa com grande capacidade de observação e um olho clínico bem treinado pode encontrar dificuldades em notá-las.
Paul é também consultor da série Lie to me, onde se propagou rapidamente a descoberta da microexpressão.
Existem sete tipos de microexpressões universais. Logo abaixo você poderá ter um exemplo delas na face do Dr. Cal Lightman da série "Lie to me":
Para quem se interessou bastante pelo assunto, além do livro também existe a série (que é bem legal).








quarta-feira, 25 de abril de 2012

11 curiosidades

Se apenas na língua portuguesa existe a palavra saudade, como os outros povos exprimem este sentimento?
Em muitas línguas, além de o termo "saudade" não existir, não há expressões com o mesmo sentido. Existem, sim, termos semelhantes. Os húngaros, por exemplo, têm uma palavra - hongavy - que exprime saudade da pátria ou de casa. Entre os finlandeses, o termo ikävää é utilizado para expressar tristeza por estar longe de um lugar. Já entre os alemães e ingleses, as pessoas quando sentem falta de outra podem dizer, respectivamente, Ich bin sehnsüchtig ou simplesmente I miss you (que equivale a sinto falta de você). Em espanhol, finalmente, o mesmo sentido é atribuído à frase te hecho de menos.

Como surgiu a numeração dos sapatos?
Tudo começou em 1305. O rei Eduardo I, da Inglaterra, decretou que se considerasse como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada alinhados. Os sapateiros ingleses se entusiasmaram com a idéia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho-padrão, baseando-se nos tais grãos de cevada. Um calçado que medisse, por exemplo, 37 grãos de cevada era conhecido como tamanho 37.

O que é o curso MBA?
A sigla MBA vem das iniciais do nome inglês Master in Business Administration e, embora nunca seja passada para o Português, poderia ser traduzida como Mestrado Executivo em Administração de Empresas.
Diversas universidades, no Brasil e no exterior, oferecem esse tipo de curso. Por ter caráter bastante prático, ele é voltado principalmente para executivos, enquanto a maioria dos mestrados é direcionada para o meio acadêmico. Porém, nem todos os MBAs equivalem a um mestrado. Alguns deles são mais curtos e correspondem apenas a uma pós-graduação.

Quantos humanos já morreram no mundo?
Muitos historiadores trabalharam a fim de calcular quantos Homo sapiens já passaram pelo planeta. Baseando-se no período de seu aparecimento na Terra - de 50.000 a 100.000 anos atrás - e na quantidade de homens que habitaram diferentes regiões durante toda a História, os estudiosos chegaram a números que variam de 34 a 105 bilhões de habitantes. A imprecisão se deve à escassez ou total ausência de registros e documentos em alguns períodos. Atualmente, vivem no planeta cerca de 6 bilhões de pessoas.

De onde vem o nome das estações do ano?
No passado, o ano era dividido em veris (bom tempo, estação da floração), e hiems (mau tempo, estação do frio). O Diccionário Etimológico de la Lengua Castellana, de Juan Corominas, diz que o sistema de quatro estações foi adotado a partir do século XVII. Derivados do latim, o nome das estações significam:
Primavera – de primo vere, quer dizer princípio da boa estação; Verão – de veranum tempus, significa tempo da frutificação; Outono – de tempus autumnus, é o mesmo que tempo de ocaso; Inverno – de tempus hibernus, quer dizer tempo de hibernar.

Quantas pessoas morrem no mundo em um dia?
Estima-se que cerca de 6.178 pessoas morram no mundo por hora. Isso significa que, diariamente, 148.272 seres humanos falecem. Ao término de um ano, conseqüentemente, as mortes ultrapassam 54 milhões.

Por que as pessoas batem na madeira para espantar maus pensamentos?
Cerca de 4 mil atrás, os índios da América do Norte observaram que o carvalho era a árvore mais atingida por raios. Concluíram que a imponente árvore era a morada dos deuses na Terra e toda vez que se sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco dos carvalhos com os nós do dedos, para chamar os deuses e pedir perdão.

De onde vem a idéia de que água com açúcar acalma?
Tomar água com açúcar para acalmar os nervos é crendice popular. Na verdade, o açúcar é metabolizado pelo organismo e se transforma em frutose e glicose, duas importantes fontes de energia, que não possuem nenhum poder tranquilizante.

Para que serve o apêndice?
O apêndice originalmente fazia parte do intestino grosso. Nos animais herbívoros, ele tem a função de umanbolsa de fermentação, onde bactérias digerem a celulose. No ser humano o apêndice é bastante atrofiado e não exerce funções digestivas. A única coisa que faz em nosso corpo é produzir glóbulos brancos – ainda assim em quantidades pouco representativas. Quando fica inflamado, deve ser removido.

Por que dizem que os nobres têm sangue azul?
Na verdade, todos nós temos. As veias têm paredes finas e azuladas e por isso podemos ver o sangue venoso que elas carregam; esse sangue, pouco oxigenado, tem um tom que tende para o azul. Isso é mais perceptível em pessoas de pele clara e antigamente o chique era não tomar sol e ter a pele bem branquinha. Como só os nobres não precisavam trabalhar no campo, embaixo do sol, era mais fácil ver "sangue azul" deles do que o do resto das pessoas.

Por que o número 7 é tão presente no cotidiano das pessoas?
Desde a Antigüidade, a partir da observação da natureza, muitos significados foram atribuídos aos números. De acordo com o que viam, os estudiosos relacionavam os números a eventos, datas e conceitos religiosos.
O número sete era considerado sagrado, já que supostamente representava a quantidade de planetas presentes no céu. Os pitagóricos, por exemplo, consideravam-no a imagem e modelo da ordem divina e harmonia. Por conta disso, foram incontáveis as concepções sociais e religiosas que se formaram diante dele: são sete os dias da semana, os pecados capitais e as notas musicais, entre outros.

Fonte: O guia dos curiosos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A origem de algumas expressões populares

Eu adoro vasculhar a origem de palavras e expressões populares, por isso decidi compartilhar com vocês algumas descobertas sobre o berço de algumas expressões. Em 2007 eu comprei um livro chamado “O pulo do gato” do escritor Marcio Coltrim, e recomendo tal livro à todos que assim como eu, tenham curiosidade sobre a origem de várias expressões. Abaixo vou listar as que eu considerei mais interessantes.
1-“Quem não tem cão caça com gato”.
 O correto é “Quem não tem cão caça como gato”, quando não se pode lutar abertamente é melhor fazer uso da astúcia, como faz o gato. Não é a lei do mais forte e sim do mais esperto.

2-“Ficar a ver navios”.
Em 1578 houve uma batalha de Alcácer-Quibir, nela o rei de Portugal comandou um exército de 16 mil homens contra 40 mil mouros. Foi uma carnificina, depois de horas de combate o rei desapareceu e por mais que seu corpo fosse procurado ele nunca foi encontrado. O sumiço deu origem a crença que o rei não teria morrido e um dia voltaria. Multidões passaram meses no cais de Lisboa a ver navios na expectativa do retorno do rei. A expressão traduz frustrações.

3-“Fazer nas coxas”.
Não é o que você está pensando... É que antigamente as telhas de barro eram feitas com o molde das coxas dos escravos. Como alguns tinham coxas finas e outros mais grossas, o telhado não ficava uniforme. Daí surgiu a expressão, ou seja, como resultado irregular, improvisado e deficiente.

4-“Mão na roda”.
Quando as viaturas possuíam tração animal e atolavam nas estradas não havia melhor solução do que pedir ajuda as outras pessoas, e todos colocavam a mão na roda num esforço para tirar o veículo da lama.

5-“No tempo do onça”.
Durante sete anos entre 1725 e 1732, o Rio de Janeiro foi governado pelo capitão Luis Vahia Monteiro, militar autoritário e ranzinza. Pelo seu temperamento bravo ganhou o apelido de Onça. Ele tornou-se lendário e até hoje quando alguém se refere a alguma coisa acontecida há muito tempo, diz que é do tempo do onça.

6-“Pior cego é aquele que não quer ver”.
Na França em 1647 ocorreu o primeiro transplante de córnea do mundo, num aldeão chamado Angel. A cirurgia foi bem sucedida, só que a surpresa foi que o paciente detestou. Quando passou a enxergar ele ficou horrorizado com o mundo e pediu ao cirurgião que lhe arrancasse os olhos. O caso foi parar nos tribunais e o ex cego ganhou!

7-“Agora é tarde, Inês é morta”.
Esta expressão traduz a inutilidade de ações tardias. Inês de Castro era amante do príncipe Dom Pedro, de quem teve três filhos. Por decisão do rei Afonso IV, a casa real condenou Inês à morte por decapitação, e assim o fizeram. Pouco tempo depois, Dom Pedro se tornou o oitavo rei de Portugal, sua primeira medida foi mandar desenterrar Inês e coroá-la rainha, com toda a pompa do cerimonial. Obrigou os nobres a beijar a mão do cadáver e fazer reverências. Mas aquela altura do campeonato, a homenagem era inútil, Inês estava morta. Da mesma forma, quanta coisa deixa de ser feita e não há como recuperar o tempo perdido. Acho essa história triste e esse cara um frouxo...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Linguagem corporal


São muitas as pessoas que se interessam por linguagem corporal e eu sou uma delas. Já li diversos livros sobre o tema e algumas das preciosas dicas desses livros, já me foram muito úteis. Claro que vale lembrar que não é por que você leu alguns livros sobre o assunto que você vai se tornar um polígrafo humano, mas já é um começo.
Vou tentar citar aqui, alguns sinais de mentira mais clássicos. Algumas pistas que geralmente acompanham a mentira são:  mexer os dedos nervosamente, tocar o nariz, tocar a orelha, brincar com o cabelo, desviar o olhar para baixo ou para os lados, falar a mentira tocando vários objetos,  entre diversos outros.
Pesquisas mostram que algumas pessoas ansiosas ou nervosas costumam  apresentar alguns destes sinais, por isso é importante que você não conclua que a pessoa está mentindo só por que observou um ou dois destes sinais, tente ver se a pessoa apresenta pelo menos três destas pistas.
Quanto a parte dos olhos também vale a pena dizer que os maiores mentirosos olham fixamente para os olhos da pessoa que está ouvindo a mentira, logo, você pode achar estranho conversar com alguém que desvia muito o olhar e alguém que lhe olha fixamente, nada disso é natural. O natural numa conversa é que de vez em quando a pessoa olhe sim para algum outro lugar, mas não várias vezes e nem olhá-lo fixamente.
Quando uma pessoa repousa a mão sobre a barriga geralmente é porque está se sentindo insegura e busca subconscientemente o conforto materno, de quando as mães acariciavam a barriga dos bebês.
As palmas das mãos também nos revelam algumas coisas, por exemplo, palma das mãos voltadas para cima sugere vulnerabilidade, já as palmas voltadas para baixo ou com punhos cerrados sugerem que a pessoa não está aberta para aquele assunto ou em mudar de idéia.
Estudos mostram que uma pessoa comum conta pelo menos três mentiras em dez minutos de conversa, pessoas mais bonitas ou as assim chamadas “boazinhas”, costumam mentir mais.
Não só a linguagem corporal pode nos revelar a mentira, como também as palavras e o comportamento diferente do comum. Algumas das palavras mais usadas em casos de mentira são: os mentirosos usam menos palavras como “eu” ou “meu”, tendem a usar menos palavras emotivas como “magoado” ou “irritado”, palavras cognitivas como “entender” ou “perceber” e palavras exclusivas como “mas” ou “sem”.
Eu poderia encher este blog com mais de 500 páginas sobre linguagem corporal, mas creio que isso seria entediante, então, vamos nos atentar para o fato de que a linguagem corporal não só serve para nos revelar mentiras, mas também para observar os sentimentos reais da outra pessoa, como: ansiedade, nervoso, medo, surpresa, paixão, desconforto, vergonha entre muitos outros.
Existem várias dicas muito simples que facilitam a convivência, como por exemplo, a direção angular do pé da pessoa que está com você, a posição voltada para o lado da porta ou para fora lhe mostra que a pessoa está querendo ir embora.
Para os mais interessados no assunto alguns instrumentos são recorrer a livros como: “Linguagem Corporal” ou “A Linguagem do Corpo”.

Existe também um seriado bastante interessante chamado “Lie To Me”, que fala só sobre esse assunto. É uma série que traz investigações de uma equipe formada por especialistas em detectar mentiras. As micro expressões e gestos são interpretados por esses cientistas do comportamento, que prestam seus serviços para diversos clientes, como o FBI, empresas particulares ou mesmo pessoas dispostas a descobrir a verdade que alguém pode estar escondendo.   O grupo é liderado pelo Dr. Cal Lightman, um cientista que dedicou toda a sua vida ao estudo do comportamento humano. Lightman ainda conta com a ajuda da sua parceira e psicóloga Dra. Gillian Foster, além do pesquisador Eli Locker e de Ria Torres, uma mulher com o talento natural de interpretar as expressões humanas.
Abaixo segue uma tabela com algumas interpretações


Linguagem corporal
Possíveis Interpretações
Movimentação rápida, andar ereto
Parar com as mãos na cintura
Incompreensão, agressividade
Sentar com pernas cruzadas e pequenos
chutes no ar.
Cansaço, aborrecimento
Sentar com as pernas abertas
Abertura, relaxamento
Braços cruzados no peito
Defensiva
Andar com as mãos nos bolsos, olhando
para baixo
Falta de entusiasmo, desmotivado.
Mãos nas maçãs do rosto
Avaliação, pensamento.
Coçar o nariz, tocar o nariz ao falar.
Dúvida, mentira.
Esfregar os olhos
Descrença, Dúvida, mentira
Mãos fechadas atrás das costas
Frustração, ódio.
Tornozelos fechados
Apreensão
Apoiar a cabeça nas mãos, olhar para baixo
Aborrecimento
Esfregar as mãos
Antecipação, ansiedade
Sentar com as mãos para trás da cabeça e
de pernas cruzadas
Confiança, Superioridade
Mãos abertas, palmas para cima.
Sinceridade, inocência, abertura
Coçar a ponta do nariz, olhos fechados
Avaliação negativa
Batucar com os dedos, olhar o relógio.
Impaciência.
Estalar os dedos
Autoridade
Alisar o cabelo
insegurança
Inclinar/ Virar a cabeça na direção…
Interesse
Coçar o queixo
Pensando
Desviar o olhar
Desconfiança
Roer unhas
Ansiedade, insegurança
Puxar ou coçar a orelha
Indecisão


Texto por Sarah de Andrade