sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tomar refrigerante é tão perigoso quanto fumar


E por isso as latas deveriam vir com rótulos de alerta sobre o perigo, iguais aos estampados nas embalagens de cigarro. É o que dizem alguns pesquisadores, depois de um novo estudo apontar que beber refrigerante pode causar diabetes do tipo 2.
Quem decidiu investigar a relação entre a doença e o hábito de beber refrigerante foi o pessoal do Imperial College, em Londres. Eles perguntaram a 12 mil pessoas já diagnosticadas com a doença sobre a dieta de cada um – e quantas latinhas de refrigerantes costumavam tomar por dia. Outras 16 mil pessoas, sem diabetes, também foram entrevistadas.
Perceberam uma tendência negativa: tomar 360mL de refrigerante (equivalente a uma lata) por dia aumenta em 22% o risco de ter a doença. E o problema não atinge apenas obesos. Refrigerante faz mal mesmo para pessoas com peso normal – só que nesse caso o risco de ter diabetes do tipo 2 sobe “só” 18%.
“Se existe algum item da nossa dieta que age como o tabaco, este item é o refrigerante [e outras bebidas industrializadas que vêm cheias de açúcar]”, explica Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, ao Sunday Times. “Os rótulos dessas bebidas deveriam explicitar a quantidade de açúcar e alertar que o consumo tem de ser limitado”, diz Nick Wareham, um dos autores da pesquisa.
O problema é que o refrigerante parece aumentar a resistência da insulina no organismo. Por mais que a substância esteja presente no corpo, os níveis de açúcar no sangue continuam altos, o que caracteriza a diabetes do tipo 2.
Que perigo, não? Melhor trocar o refrigerante por um suco natural.
Fonte: Superinteressante.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Projeto documenta conversas de pessoas consigo mesmas


Todos os dias, milhões de conversas reverberam na cidade de Nova York. Com a cabeça para fora de uma janela em uma rua movimentada é possível ouví-las: todas aquelas frases sobrepostas, apenas meio-inteligíveis, formando uma densa malha acústica por onde escapa uma exclamação, uma risada flutuante, o choro estridente de uma criança de vez em quando. Cada vogal e consoante pronunciada começa na forma de um impulso interno. Sinais elétricos estalam ao longo de neurônios ramificados em regiões cerebrais especializadas em linguagem e movimento; mais pulsos se espalham por nervos faciais, deslizam até a garganta e o peito e passam velozmente pela espinha. O diafragma se contrai – puxando ar para os pulmões – e relaxa, expulsando o ar por aquela gaiola de cálcio e cartilagem – a laringe – dentro da qual asas de tecido se aproximam uma da outra e murmuram. Conforme esse ar em vibração adentra a boca, a língua guia seu fluxo e os lábios dão a cada respiração uma forma e som finais. Sílabas liberadas viajam entre uma pessoa e outra em ondas de moléculas de ar em colisão. 
Todas essas conversas são acompanhadas em número e complexidade por discursos muito mais elusivos. O cérebro humano adora solilóquios. Mesmo quando falando com outros – e especialmente sozinhos – conversamos continuamente com nós mesmos em nossas cabeças. Esse discurso não requer o fole do peito, o rápido tremular de tecido em nossa garganta ou uma língua ágil; ele não precisa perturbar uma única célula pilosa em nossos ouvidos, nem uma única partícula de ar. Podemos falar sozinhos sem fazer um único som. Ponha a cabeça para fora da mesma janela sobre a rua movimentada, e você não ouvirá nadado que pessoas estão dizendo para si mesmas em particular. Todo esse diálogo interno permanece submerso abaixo do oceano da fala humana, como um romance escrito em tinta invisível abaixo do testo de outro livro.
Algumas pessoas tentaram ouvir as conversas silenciosas nas mentes de outras. Psicólogos tentaram capturar o que chamam de autofala ou discurso interior no momento, pedindo que pessoas parassem o que estavam fazendo e escrevessem seus pensamentos em momentos aleatórios do tempo. Outros tentaram usar pesquisas ou diários. Andrew Irving, antropólogo da University of Manchester, decidiu tentar algo um pouco diferente: uma transcrição peripatética da consciência.
Enquanto completava seu doutorado na década de 90, Irving ficou interessado em como os pensamentos das pessoas, especialmente sua percepção do tempo, mudava conforme eles se aproximavam da morte. Ele deu gravadores de voz a voluntários com doenças sérias ou terminais e pediu que eles caminhassem em suas vizinhanças, descrevendo seus pensamentos em voz alta. Na verdade, ele transformou cada um de seus voluntários em um escrevente de sua própria mente falante. “Percebi que era possível ver alguém sentando em uma cadeira ou caminhando ao longo da rua e parecer que tudo está quieto – mas na verdade há uma quantidade incrível de coisas acontecendo”, conta Irving. “Em suas cabeças, elas podem estar indo da infância a religião a questionar Deus a imaginar o que existe além da morte”.
Mais recentemente, Irving recebeu financiamento para encontrar esses voluntários e descobrir o que aconteceu a eles. Como projeto paralelo, ele decidiu registrar os diálogos internos de pessoas caminhando na cidade de Nova York – para mapear parte da atividade mental da cidade, abaixo do panorâma sonoro.
Ele abordou estranhos em pontos diferentes da cidade. “Com licença”, dizia ele, “essa pode ser uma pergunta estranha, mas posso perguntar no que você estava pensando antes de eu interrompê-lo?”. Se o estranho não saísse correndo, ele lhe pedia para que usassem um headset com microfone conectado a um gravador digital e falassem seus pensamentos em voz alta enquanto ele os acompanhava de perto com uma câmera. Irving não podia ouvir o que estavam dizendo, explicou ele, e os “voluntários” tinham total liberdade de caminhar para onde quisessem e continuarem o que estavam fazendo.
“Eu fiquei surpreso com o número de pessoas que disse ‘sim’”, relata ele – cerca de 100 ao todo. Ao sobrepor o áudio gravado com os vídeos, ele criou retratos de consciências individuais em um dia específico na cidade de Nova York – transcrições dos diálogos internos das pessoas que faz lembrar os trabalhos de Virginia Woolf, James Joyce e outros escritores que estavam especialmente interessados em recriar a mente no papel. Ele chama o projeto de “New York Stories: The Lives of Other Citizens” [NT: Histórias de Nova York: As Vidas de Outros Cidadãos”, literalmente]. Vídeos diferentes se concentram em partes diferentes da cidade, como ruas, pontes, praças e cafés.
Os vídeos de Irving são ao mesmo tempo naturalistas e tão objetivos quanto possível. No laboratório, diante de um pesquisador, pessoas frequentemente ficam relutantes em revelar exatamente o que estão pensando. Escrever um diário de discurso interior é um pouco mais particular, mas muitas pessoas acham irritante deixar tudo de lado regularmente para escrever; às vezes é difícil lembrar o que estávamos pensando há apenas alguns minutos. Nos vídeos de Irving, pessoas estão vivendo suas vidas mais ou menos da maneira de sempre, caminhando e falando consigo mesmas como se não estivessem acompanhadas. É claro, pessoas que não ficam completamente confortáveis com o cenário às vezes falam no microfone como se estivessem tentando entreter outra pessoa. E colocar o discurso interno das pessoas em uma fita só captura formas linguísticas de pensamento, negligenciando o tipo de pensamento que acontece em imagens e cenas, por exemplo. Mesmo assim, os vídeos de Irving são registros permanentes de pensamentos passageiros, de processos mentais dinâmicos se desenrolando em tempo real. Eles quase nos dão acesso direto a um tipo de comunicação interna que normalmente não compartilhamos uns com os outros.
Em um dos vídeos, uma jovem chamada Meredith caminha ao longo da Prince Street no centro de Manhattan. Ela brevemente se pergunta se há uma Staples [NT: Staples é uma loja de materiais para escritório. A rede é tão grande e importante que ‘Staples’ substitui o termo ‘loja de materiais para escritório’] por perto antes de recordar uma visita recente a sua amiga Joan que, descobre ela, tem câncer. Meredith contempla a situação de sua amiga durante os dois minutos seguintes, desmoronando com a ideia de ‘Nova York sem a Joan’. Abruptamente, ela nota um café onde costumava se sentar e observar pessoas, lamenta o quanto ele mudou e volta a procurar uma Staples. Menos de 30 segundos depois, ela está falando sobre Joan novamente – mas sérias reflexões sobre a mortalidade são pontuadas por pensamentos mais provincianos sobre navegar pela multidão. Quando se lembra da maneira abrupta e simples com que Joan anunciou seu câncer, Meredith começa a engasgar – então se interrompe com um leve estouro de frustração enquanto atravessa a rua: “Que loucura é essa? Cinco carros no meio”. O segmento termina com Meredith se perguntando, mais uma vez, se está perto de uma Staples.
Os pensamentos sinuosos de Meredith lembram a mente vagante de Clarissa Dalloway no romance Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf. Enquanto caminha pelas ruas de Londres, Clarissa entretém uma efêmera memória de lançar um xelim no Serpentine, antes de mudar para uma meditação mais sombria sobre a morte: “Fez diferença então, perguntou-se ela, caminhando na direção da Bond Street, fez diferença que ela devesse inevitavelmente cessar completamente? tudo isso deve continuar sem ela”. Momentos depois ela estava comentando para si mesma sobre livros na vitrine de uma loja, em seguida ridicularizando sua “forma de pé de ervilha”, em seguida admirando um peixeiro. Ela conversa consigo mesma sobre guerra, imortalidade, romances passados e que tipo de flores deveria comprar para sua festa.
Woolf provavelmente veneraria os vídeos de Irving. Ela queria escrever sobre “uma mente comum em um dia comum”. Ao contrário de muitos de seus contemporâneos, ela estava muito mais interessada no que estava acontecendo dentro da cabeça das pessoas –pensamentos, memórias, consciências – que em descrições detalhadas de prédios, semblantes e roupas. Ela queria que o leitor percebesse quase tudo através da mente de seus personagens, em vez de ditar uma trama tradicional com narrativa em terceira pessoa. Como uma mariposa telepática, o narrador de Mrs. Dalloway vai da consciência de uma pessoa a outra enquanto elas cuidam de seus vidas em Londres. Apesar de os personagens não saberem disso, suas mentes vibras com os ecos de seus discursos anteriores: mesmo distantes, eles pensam sobre o mesmo evento ao mesmo tempo – do soar do Big Ben ou o escapando de um carro estourando como uma pistola; eles constantemente pensam uns nos outros e se perdem em lembranças de experiências compartilhadas.
“Sempre existe uma assembleia de vozes acontecendo simultaneamente em público o tempo todo – mas você não consegue ouví-la”, lembra Irving. “Estou interessado no que quer que as pessoas estejam pensando. ‘O que devo comprar para o jantar de hoje? Devo comprar massa?’ Isso é tão interessante para mim quanto algo mais dramático”.
Fonte: Scientific American.

Por que que velhas máquinas de escrever não causavam tendinite como os computadores?


O motivo é simples: era bem mais difícil datilografar nas antigas máquinas de escrever. Como era preciso retomar o carro ao fim de cada linha, trocar de foLha, alinhar o papel e, às vezes, parar para corrigir algum erro com tinta branca, as mãos faziam uma série de movimentos alternados sem sobrecarregar apenas uma única região. Como nos computadores nada disso é necessário, as mãos permanecem sempre na mesma posição aumentando a pressão nos tendões dos pulsos. O esforço repetitivo faz essa pressão se espalhar para os nervos das mãos até que o digitador passa a sentir alfinetadas nas pontas dos dedos, dores nas juntas e formigamento nos braços. Para evitar o pior, os médicos recomendam que o digitador mantenha as mãos retas em relação aos pulsos, usando um descanso para diminuir a pressão sobre o tendão do pulso. É o preço que pagamos para não usar mais aquela maldita tinta de correção.
Fonte: Superinteressante.

Quando vale fazer sacrifícios pelo seu relacionamento amoroso?


É comum a ideia de que relacionamentos envolvem muitos sacrifícios e que o amor exige abrir mão de certas coisas e fazer outras que não queremos. Embora isso de fato possa ser bom (e necessário) às vezes, a ciência mostra que a coisa não deve ser sempre assim.
Imagine a cena: você chega em casa depois de um dia de trabalho e vê que a pia está cheia de louça. É o dia do seu namorado (a) lavar, mas ele (a) não fez isso. Mas, como você sabe que ele (a) teve um dia muito cansativo, decide pegar a esponja e fazer o pequeno sacrifício de lavar tudo. Fofo. Mas e se você também teve um dia cansativo e estressante?
Segundo um estudo recente da Universidade do Arizona, publicado no Journal of Social and Personal Relationships, é aí que está o problema. Sob a coordenação da pesquisadora Casey Totenhagen, foram avaliados 164 casais, casados ou não, mas que estavam juntos por períodos que variavam entre seis meses e 44 anos.
No total, foram 328 pessoas que tiveram de responder a um questionário, todos os dias durante uma semana, indicando os pequenos sacrifícios diários que precisaram fazer por seus parceiros românticos em 12 categorias (que incluíam coisas como o cuidado com os filhos e tarefas de casa), bem como o número de aborrecimentos que tiveram e o quanto foram afetados por eles. Então, cada participante classificava, em uma escala de um a sete, o nível de comprometimento e satisfação com seu relacionamento amoroso e quão próximo se sentiu a seu parceiro naquele dia.
Resultado
O estudo mostrou que os indivíduos que fizeram sacrifícios de fato diziam se sentir mais comprometidos com seus parceiros – mas só quando estavam em um dia bom. Quando eles eram feitos no fim de um dia muito estressante, isso não acontecia. Nestes casos, o ato, que deveria ser uma coisa legal e com o objetivo de melhorar a qualidade do relacionamento, virava só mais um fardo.
E tem mais: a pessoa que está recebendo a boa ação também não relatou se sentir mais comprometida – provavelmente porque ela não percebeu o que foi feito. Então olha quanta desvantagem: quem faz fica mais cansado e não deriva prazer nenhum disso, e ainda precisa lidar com a frustração de o parceiro nem sequer notar o esforço.
Fica a lição: “[Por mais apaixonado (a) que esteja,] você precisa ser consciente em relação aos recursos [incluindo energia física e mental] que tem antes de fazer esses sacrifícios no fim do dia”, diz Totenhagen.
Coisas que afetam a qualidade do relacionamento
No que diz respeito à satisfação com o relacionamento e ao sentimento de proximidade, fazer sacrifícios para o parceiro parece ter pouca influência de uma forma ou de outra (ou seja, estando cansado ou não). O que realmente fez diferença foram os problemas diários relatados por cada um. Nesse caso, os aborrecimentos vividos por um dos parceiros afetaram significativamente a ambos.
Essas constatações, segundo Totenhagen, apoiam outros estudos já feitos, sugerindo que as pessoas não costumam ser muito boas em separar os diferentes aspectos de suas vidas – como trabalho e vida pessoal. “Se eu tiver um dia terrível no trabalho, vou voltar para casa mal-humorada e, provavelmente, não terei energia para interações positivas e de boa qualidade com o meu parceiro”, disse.
Assim, ela defende que os casais se esforcem em lidar com os aborrecimentos diários juntos. “Mesmo se eu tiver experiências estressantes que não envolvam o meu parceiro, ele ainda poderá ser afetado – daí a importância de trabalharmos juntos para superar esses problemas”, explica.
Fonte: Medical Xpress.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os meses do ano


Janeiro: É o primeiro mês do ano nos calendário juliano e gregoriano. É composto por 31 dias. O nome provém do latim Ianuarius, décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana. Júlio César estabeleceu que o ano deveria começar na primeira lua nova após o solstício de inverno, que no hemisfério norte era a 21 de dezembro, a partir do ano 709 romano (45 a.C.)

Fevereiro: É o segundo mês do ano, pelo calendário gregoriano. Tem a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, em que é adicionado um dia a este mês. Já existiram três dias 30 de Fevereiro na história. O nome fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca. Originariamente, fevereiro possuia 29 dias e 30 como ano bissexto, mas por exigência do Imperador César Augusto, de Roma, um de seus dias passou para o mês de agosto, para que o mesmo ficasse com 31 dias, semelhante a julho, mês batizado assim em homenagem ao Imperador Júlio César.

Março: O mês de março é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano e um dos sete meses gregorianos com 31 dias. O seu nome deriva do deus romano Marte.

Abril: É o quarto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas. Outra hipótese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão. É por esta razão que surgiu a crença de que os amores nascidos em Abril são para sempre.

Maio: É o quinto mês do calendário gregoriano e tem 31 dias. O seu nome é derivado da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Outras versões apontam que a origem se deve à deusa grega Maya, mãe de Hermes.

Junho: É o sexto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome é derivado da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter.

Julho: É o sétimo mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Julho deve o seu nome ao imperador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis em latim, dado que era o quinto mês do Calendário Romano, que começava em Março. Também recebeu esse nome por ser o mês em que César nasceu.

Agosto: Do latim Augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Este não queria ficar atrás de Júlio César, em honra de quem foi baptizado o mês de julho, e, portanto, quis que o “seu” mês também tivesse 31 dias. Antes dessa mudança, agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo/Rómulo (calendário romano).

Setembro: É o nono mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 30 dias. Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do Calendário Romano, que começava em Março. Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.

Outubro: É o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março. Uma curiosidade é que outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, quando o ano não é bissexto.

Novembro: É o décimo primeiro mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 30 dias. Novembro deve o seu nome à palavra latina novem (nove), dado que era o nono mês do calendário romano.

Dezembro: É o décimo segundo e último mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Dezembro deve o seu nome à palavra latina decem (dez), dado que era o décimo mês do Calendário Romano.

Sapato anti-chulé


Você conhece o Grafeno? Atualmente ele pode nos ajudar em uma nobre missão humana: evitar o chulé nos sapatos.
Grafeno é um material à base de carbono, era usado apenas para a produção de transistores, segundo engenheiros eletricistas.
Entre diversos novos usos o Grafeno vem sendo estudado para evitar o mau cheiro nos calçados.
Este novo experimento vem sendo desenvolvido por pesquisadores da Academia de Ciências da China, em Xangai. Roupas feitas com óxido de Grafeno são excelentes para matar bactérias e afins, causando assim a morte quase imediata das pobres bactérias pulverizando sob.
Logo, produzindo palmilhas cobertas com uma folha de Grafeno acabaria com a bromidrose, vulgo chulé.
Fonte: New Scientist

10 Dicas e Truques para Enganar seu Corpo


1. VONTADE DE FAZER XIXI? PENSE EM SACANAGEM
Pensar em sexo mantém o cérebro ocupado, por isso o desconforto parecerá menor. Temos dois impulsos da urina. Quando a bexiga expande, gera um estímulo de urinar, chamado primeiro estímulo, que é suprimível. Agora há um segundo, que é quando a bexiga está com seu volume máximo suportável. Se for esse o caso, aí não adianta pensar em nada
2. PREVINA A MIOPIA
Segundo a oftalmologista norte-americana Anne Barber, a miopia raramente é resultado da genética. A principal causa é forçar a visão: ficar muito tempo em frente ao computador ou à televisão, por exemplo. Para evitar isso, de tantas em tantas horas durante o dia, feche seus olhos, contraia seu corpo, respire profundamente, e após alguns segundos expire e solte os músculos ao mesmo tempo. Apertar e soltar os músculos, como bíceps e glúteos, pode fazer com que outros músculos, como os dos olhos, relaxem também.
3. APAGUE O FOGO COM AS MÃOS!
Quando queimar o dedo acidentalmente no fogão, limpe a pele e exerça uma leve pressão com a ponta de outro dedo. O gelo iria aliviar a dor mais rapidamente, mas, como o método natural faz com que a pele volte à temperatura normal, há menos chances de formar bolhas.
4. SE A GARGANTA ARRANHAR, COCE A ORELHA
Quando os nervos da orelha são estimulados, isso cria um reflexo na garganta, que causa um espasmo muscular. Esse espasmo alivia a coceira da garganta. Mas esse alívio varia de indivíduo para indivíduo e também depende do tipo de coceira. Por exemplo, o pigarrear do fumante é resultante da tentativa do organismo em manter a fisiologia da traquéia adequada, produzindo muco excessivo. Isso gera irritação, coceira e tosse. Essa coceira não irá melhorar nem esfregando a orelha com palha de aço.
5. MEDO DE AGULHA? TUSSA
Cientistas alemães descobriram que tossir durante a aplicação de injeção pode diminuir a dor provocada pela agulha. De acordo com os pesquisadores, isso causa um aumento repentino e temporário na pressão exercida no peito e no canal da espinha, inibindo as estruturas condutoras da sensação de dor na medula espinhal. Mas essa inibição é muito rápida, só vale no momento da picada. Há vários tipos de injeção. Por exemplo, a intramuscular, que gera muita dor, e a intradérmica, que gera só a dor da picada na pele. Somente esta última pode ser suprimida por outro estímulo.
6. PARA COMBATER A AZIA, MUDE DE LADO
Estudos mostram que pacientes que dormem virados para o lado esquerdo têm menos chances de sofrer de refluxo estomacal. O estômago e o esôfago estão conectados em um determinado ângulo. Quando você dorme virado para o lado direito, o estômago fica mais alto do que o esôfago, permitindo que a comida e o ácido estomacal deslizem para sua garganta. Quando você vira para o lado esquerdo, o estômago fica mais baixo do que o esôfago, e a gravidade a seu favor. Dependendo da azia, não adianta nem ficar de ponta-cabeça, é preciso procurar um médico.
7. PARA EVITAR AQUELA DOR DO LADO QUANDO VOCÊ CORRE, EXPIRE QUANDO SEU PÉ ESQUERDO TOCAR O SOLO
Se você é como a maioria das pessoas, quando corre, você expira quando seu pé direito toca o chão. Isso coloca pressão no seu fígado (localizado no lado direito), que o repassa para o diafragma e produz aquela “dorzinha do lado”. Por isso o conselho é exalar o ar quando seu pé esquerdo tocar o chão.
8. FAÇA O MUNDO PARAR DE GIRAR
Para acabar com aquela tontura resultante de uns drinques a mais, basta colocar suas mãos em algum lugar estável. O órgão responsável pelo equilíbrio, a cóclea, flutua em um fluido que tem a mesma densidade que o sangue. À medida que o álcool dilui o sangue na cóclea, o órgão se torna menos denso. Isso confunde o cérebro. A informação tátil de um objeto estável dá ao cérebro uma “segunda opinião”, e você fica mais equilibrado. Como os nervos das mãos são muito sensíveis, a tática funciona melhor do que manter os pés no chão.
9. DERRETA SEU CÉREBRO
Para evitar aquela dor de cabeça característica de quando se toma uma grande quantidade de sorvete muito rápido, pressione sua língua contra o céu da boca. Não é nenhum tipo de simpatia ou mandinga, como pode parecer. Como os nervos da região ficarão extremamente gelados, seu corpo irá pensar que seu cérebro também está congelando. Quanto mais pressão você aplicar no céu da boca, mais rápido a dor de cabeça irá diminuir.
10. O CORAÇÃO DISPAROU? ASSOPRE
Para controlar o nervosismo que que antecede a entrevista de emprego ou o primeiro encontro, assopre bastante (num saquinho, no seu dedo ou em qualquer outro lugar). A estratégia funciona porque, quando sofremos uma grande descarga nervosa e não estamos em movimento, temos uma hiperventilação. Quando isso acontece, temos um aumento na concentração de oxigênio em um lugar chamado gás alveolar, que se localiza no alvéolo pulmonar (onde ocorrem as trocas de gases no pulmão). Quando respiramos dentro de um saquinho, por exemplo, o efeito é a diminuição da freqüência cardíaca, devido à redução do oxigênio no gás alveolar. Isso faz com que a freqüência cardíaca volte ao normal rapidamente, sem precisar de calmantes.

21 minutos para ser mais feliz no amor


Exercícios breves de escrita ajudam a enxergar problemas racionalmente, dissolver mágoas e manter o respeito pelo parceiro.
Relacionamentos íntimos, como o casamento, estão entre as fontes mais significativas de satisfação individual. Várias pesquisas relacionam a felicidade conjugal a uma vida mais longa e com maior qualidade. Obviamente não há formulas infalíveis para manter o desejo sexual, a cumplicidade, a amizade e o prazer de partilhar a vida. Mas um estudo da Universidade Northwestern, em Illinois, aponta que escrever sobre os conflitos e expectativas frustradas pode ajudar muito. Mais precisamente, afirmam os autores, bastam 21 minutos de escrita por ano para renovar a disposição do casal.
O psicólogo Eli Finkel acompanhou 120 casais durante dois anos. Ao longo do primeiro ano, entrevistou a cada quatro meses todos os homens e mulheres sobre seu grau de compromisso, intimidade, afeto e desejo, entre outros aspectos, além de pedir que relatassem resumidamente a desavença mais grave que tiveram com o parceiro nas últimas semanas. No segundo ano da pesquisa, solicitou que metade dos casais executasse um exercício simples, administrado on-line pelos pesquisadores a cada quatro meses: escrever resumidamente, durante 7 minutos, sobre a discussão com o parceiro da perspectiva de uma terceira pessoa, neutra sobre a questão, mas que se preocupasse com o bem-estar de ambos. Segundo Finkel, o nível de satisfação caiu sutilmente ao longo do primeiro ano – um resultado esperado, afirma, pois replica estudos anteriores. No entanto, no segundo ano, enquanto o nível continuou a declinar entre os casais que não fizeram o exercício de escrita, ele tendeu a se manter estável entre os que escreveram. Eles também revelaram menos angústia e mágoa em relação à desavença mais recente com o parceiro, lembrando aqui que os pesquisadores descartaram casos “extremos”, como violência física.
“Os efeitos positivos do exercício se estenderam aos aspectos mais vulneráveis ao tempo, como a paixão e o desejo sexual. O mais interessante é que os resultados são semelhantes entre recém-casados e pessoas juntas há décadas”, diz Finkel, que explica que casamentos felizes são preditores de bem-estar e mesmo de saúde física. “Dedicar-se a analisar o relacionamento por apenas 7 minutos, três vezes por ano, pode ajudar a enxergar os problemas de maneira mais racional e a preservar o respeito pelo outro”, diz.
Fonte: Scientific American.

Descoberto hormônio promissor para tratamento de diabetes

Células beta, responsáveis pela produção de insulina, podem ter sua replicação muito aumentada na presença de betatrofina, hormônio que acaba de ser descoberto e tem chances de ser um pderoso alidado no tratamento de diabetes. Na imagem, a imagem por microscopia óptica do tecido pancreático mostra as células beta (verde) e os núcleos das células(azul).


Biólogos encontraram um hormônio hepático que acelera o crescimento de células secretoras de insulina no pâncreas, uma descoberta que, esperam, levará a novos tratamentos para o diabetes.
Uma equipe liderada por Douglas Melton, codiretor do Instituto de Células-Tronco de Harvard em Cambridge, Massachusetts, identificou o hormônio, betatrofina, ao induzir resistência a insulina em ratos usando um peptídeo que se liga a receptores de insulina.
Isso fez com que as células β pancreáticas dos animais, secretoras de insulina, se proliferassem. Em seguida os pesquisadores procuraram genes que apresentaram atividade aumentada, visando encontrar o responsável pela produção de betatrofina.
Outros experimentos mostraram que a injeção e betatrofina em ratos de oito semanas provoca o aumento médio de 17 vezes na replicação de células β pacreáticas, relataram os pesquisadores na Cell. A betatrofina também é encontrada no fígado humano, explica a equipe.
“É raro descobrir um novo hormônio, e esse é interessante por ser muito específico”, declara Melton. “Ele só funciona em células β, e é muito potente”.
Células β pancreáticas se replicam rapidamente durante estágios embrionários e neonatais tanto em ratos quanto em humanos, mas seu crescimento é dramaticamente reduzido em adultos.
A redução da atividade das células ao longo da vida é a principal causa do diabetes tipo 2, um transtorno metabólico que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo.
Apenas nos Estados Unidos, as duas formas de diabetes – tipo 2 e tipo 1, a segunda provocada por um ataque autoimune a células β pancreáticas – são responsáveis por US$176 bilhões em gastos médicos diretos todos os anos.
Esperança de tratamento
Melton acredita que injeções de betatrofina uma vez por mês, ou talvez até uma vez por ano, poderiam induzir atividade suficiente em células β pancreáticas para fornecer o mesmo nível de regulação de açúcar no sangue para pessoas com diabetes do tipo 2 que injeções diárias de insulina.
O mais importante, adiciona ele, é que elas provocariam menos complicações porque o corpo estaria produzindo sua própria insulina. Ele também espera que a betatrofina seja capaz de ajudar pessoas com diabetes do tipo 1.
Para Matthias Hebrok, diretor do Centro de Diabetes da University of California, San Francisco, o trabalho “é um grande avanço”. “As descobertas são muito interessantes” Acrescenta que gostaria de ver os experimentos repetidos em ratos mais velhos. “Será que ratos em idade avançada e prestes a apresentar diabete são capazes de fazer [com que as células β] voltem a proliferar devido ao tratamento com betatrofina?”, pergunta ele.
A identificação de um fator como a betatrofina, que estimula a replicação de células β em ratos com alta  eficiência é muito importante. Com esta informação, é possível programar estudos para elucidar os mecanismos responsável pela replicação com células β, na opinião de Henrik Semb, diretor administrativo do Centro Dinamarquês de Células-Tronco, em Copenhague.
A replicação de células β se provou difícil de controlar em humanos.
De acordo com Melton, que também está trabalhando para identificar o receptor dos hormônios e seu mecanismo de ação, produzir betatrofina suficiente para testes clínicos em humanos ainda deve cerca de dois anos.
Fonte: Scientific American.

Estudos indicam como o excesso de conexões pode afetar o cérebro de depressivos


Imagens mostram como o córtex frontal (região em vermelho) de pessoas com depressão (à esquerda) é mais fortemente conectado ao resto do cérebro quando comparado com pessoas saudáveis (à direita). 


É fato conhecido que pessoas com depressão costumam ter problemas de concentração, ansiedade e memória. Agora, como indicou uma matéria publicada na Scientific American, estudos têm ligado esses problemas ao excesso de sinais trocados entre as áreas relacionadas à concentração, humor e pensamento consciente. Em outras palavras, o cérebro de quem tem depressão é mais “conectado” do que o de pessoas saudáveis.
Em um desses estudos, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles usaram imagens de ressonância magnética funcional e eletroencefalografia para medir a atividade cerebral de pacientes deprimidos em repouso. Eles descobriram que, nessas pessoas, rolava uma enxurrada de mensagens neurais entre as áreas corticais límbicas (responsáveis por produzir e processar as emoções). Pessoas saudáveis também apresentam essa conexão, mas não de forma tão ativa (veja a imagem acima). Para os autores do estudo, esses sinais podem amplificar os pensamentos negativos dos deprimidos e agir como um ruído que os impede de prestar atenção às mensagens neurais positivas – aquelas que lhes dizem para seguir em frente.
Outro trabalho, feito pelo psiquiatra Shuqiao Yao da Central South University, na China, e publicado em abril na Biological Psychiatry, também revelou que pessoas propensas a ficarem repetindo continuamente pensamentos negativos apresentam conexões mais fortes entre certos circuitos córtico-límbicos. Por outro lado, menor conectividade em outros desses circuitos corresponde à perda de memória autobiográfica, que é outra coisa comum na depressão.
Por fim, um estudo publicado também este ano na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, trouxe outro achado importante nesse sentido: a terapia eletroconvulsiva, (antes conhecida como terapia de choque) realmente alivia os sintomas da depressão e diminui as conexões na região cerebral onde os sistemas cortical e límbico se cruzam. Mais uma prova dessa relação.
Ainda não se sabe com certeza se a hiperconectividade entre essas áreas cerebrais é causa ou efeito da depressão. Mas tudo indica que esse pode ser um bom alvo para o desenvolvimento de novas drogas e tratamentos.
Fonte: Scientific American, Superinteressante.