sexta-feira, 15 de março de 2013

Temperaturas globais ultrapassarão os registros no século 21


Um estudo sugere que, atualmente, temperaturas médias globais estão mais altas do que estiveram por aproximadamente 75% dos últimos 11.300 anos. E se modelos climáticos servem de qualquer indicação, até o fim deste século elas serão as mais altas desde o fim da era glacial mais recente.
Registros instrumentais do clima só chegam até o fim do século 19. Para antes disso, cientistas dependem de análises de crônicas naturais como anéis de árvores e proporções de isótopos em formações de cavernas.
Mas mesmo esses arquivos têm seus limites: muitas reconstruções detalhadas do clima, particularmente da temperatura, só se aplicam a regiões limitadas ou no máximo se estendem alguns milênios, declara Shaun Marcott, cientista climático da Oregon State University em Corvallis.
Marcott e seus colegas decidiram reconstruir tendências climáticas globais até 11.300 anos atrás, quando o Hemisfério Norte estava saindo da mais recente era do gelo. Para fazer isso, eles coletaram e analisaram dados reunidos por outras equipes. Os 73 registros climáticos sobrepostos que eles consideraram incluíam núcleos de sedimentos perfurados de fundos de lagos e mares ao redor do mundo, além de um punhado de núcleos de gelo coletados na Antártica e na Groenlândia.
Cada uma dessas crônicas tinha pelo menos 6.500 anos, e cada uma delas incluía um período de base começando em meados do período pós-era-glacial, em 3550 a.C.
Para alguns registros, os pesquisadores inferiram temperaturas passadas a partir da proporção de íons de magnésio e cálcio nas cascas de criaturas microscópicas que morreram e foram parar no fundo do mar; para outros, eles mediram as distâncias de moléculas orgânicas de cadeia longa chamadas de alquenonas que ficaram presas nos sedimentos.
Depois da era do gelo, descobriram eles, as temperaturas globais médias subiram até atingirem um platô entre 7550 e 3550 a.C. Então uma tendência de resfriamento de longo prazo se estabeleceu, atingindo sua temperatura extrema mais baixa entre 1450 e 1850.
Desde então, temperaturas vêm aumentando a uma taxa dramática: da primeira década do século 20 até o presente, temperaturas globais médias variaram praticamente de seu ponto mais frio desde a era do gelo até  seu mais quente, relataram Marcott e sua equipe na Science de 7 de março.
Contexto climático
As tendências de temperatura que a equipe identificou nos últimos dois mil anos são estatisticamente indistinguíveis de resultados obtidos por outros pesquisadores em um estudo anterior, observa Marcott. “Isso aumenta nossa confiança no resto de nosso registro”, adiciona ele.
Marcott e seus colegas “reuniram um conjunto bastante impressionante de representantes climáticos”, elogia Gavin Schmidt, cientista climático do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, em Nova York.“O quadro climático geral já está claro há muito tempo, em sua maioria para o Hemisfério Norte, mas essa compilação realmente põe o resto do mundo em contexto”, adiciona ele.
“Antes desse estudo, pesquisadores só podiam imaginar se temperaturas globais haviam excedido a parte mais quente do atual período interglacial”, explica Darrell Kaufman, geólogo da Northern Arizona University em Flagstaff. As novas descobertas mostram que as recentes temperaturas altas não são necessariamente as mais quentes, mas são incomumemente altas, aponta ele.
As tendências de temperatura durante grande parte do período pós-era-glacial se adequa às esperadas de fatores naturais como a variação de longo prazo no eixo da Terra, aponta Marcott. Mas nos últimos 150 anos, emissões industriais do gás dióxido de carbono aumentaram – o que ajuda a explicar porque temperaturas globais subiram tão rápido em décadas recentes, sugere ele.
Modelos climáticos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas sugerem que até o fim deste século, independentemente de emissões futuras de dióxido de carbono, temperaturas atingirão seu ponto mais alto desde o fim da era glacial mais recente, concluem os pesquisadores.
Fonte:  Nature. 

Macacos rejeitam pessoas más


Quando é que um macaco recusa uma banana? Aparentemente, quando ela é oferecida por uma pessoa egoísta.
Quando recebem a opção de aceitar guloseimas de pessoas prestativas, neutras, ou egoístas, macacos capuchinhos (Cebus apella) tendem a evitar indivíduos que recusam ajudar outros, de acordo com um estudo publicado em 5 de março na Nature Communications.
“Humanos podem construir uma impressão a respeito de alguém simplesmente com base no que veem”, explica o autor do estudo, James Anderson, psicólogo comparativo da University of Stirling, no Reino Unido. Os resultados dos capuchinhos sugerem que essa habilidade “provavelmente se estende a outras espécies”, observa ele.
Anderson decidiu estudar capuchinhos devido a seus instintos altamente sociais e cooperativos. Macacos do estudo observavam enquanto uma pessoa concordava ou se recusava a ajudar outra pessoa a abrir um pote contendo um brinquedo. Depois disso, as duas pessoas ofereciam comida ao animal. O macaco só podia aceitar comida de uma delas.
Quando a ajuda era concedida, os capuchinhos praticamente não mostravam preferência entre a pessoa que pedia ajuda e a pessoa que ajudava. Mas quando a ajuda era recusada, os sete macacos tendiam a aceitar comida da pessoa egoísta com menos frequência.
Escolhendo parceiros
Para tentar entender as motivações dos macacos, Anderson e sua equipe testaram cenários diferentes. Os animais não apresentavam preconceito contra pessoas que não conseguiram ajudar porque estavam ocupadas demais tentando abrir seu próprio pote. Mas eles tendiam a evitar pessoas que podiam ajudar, mas que não o faziam.
“A recusa explícita de ajudar é um sinal de que você é perigoso, negativo”, explica Kiley Hamlim, psicóloga do desenvolvimento da University of British Columbia, em Vancouver, no Canadá. Tendências semelhantes foram apresentadas por chimpanzés e por humanos com três meses de idade. Hamlin acredita que o estudo dos capuchinhos sugere que a capacidade de identificar parceiros sociais indesejáveis tem raízes evolutivas ancestrais.
Sarah Brosnan, etóloga da Georgia State University em Atlanta, declara que esse tipo de estudo normalmente é realizado com grandes primatas, e que “de fato é muito interessante ver isso em um macaco”. As descobertas sugerem que a inferência social pode ocorrer em animais com diferentes tamanhos de cérebro e habilidade cognitiva, explica ela.
Mas Jennifer Vonk, psicóloga comparativa da Oakland University em Rochester, Michigan, e autora do estudo com chimpanzés, alerta contra suposições de que os macacos compreendam muito sobre o caráter humano.
“Você realmente não sabe o que eles estão inferindo”, aponta ela. Em condições em que as duas pessoas recebiam potes, as tendências contra pessoas egoístas eram mais fracas, explica ela, então são necessários testes mais detalhados para eliminar possíveis preferências por pessoas que detenham objetos de interesse, como brinquedos.
Mesmo assim, Vonk diz estar interessada em descobrir se outros animais – cães, por exemplo – e até mesmo espécies não-sociais, como ursos, guiam seu comportamento ao observar interações sociais.
Fonte: Scientific American.

Falta de sono atrapalha funcionamento dos genes


A falta de sono já foi apontada como responsável por vários problemas, de direção perigosa a falhas de memória. Agora, pesquisadores acreditam ter descoberto a razão: estudos com uma semana de duração realizados com grupos que dormiram dez horas e seis horas, respectivamente, comprovaram mudanças significativas na atividade genética.
Quando o sono se restringiu a seis horas por noite, os pesquisadores observaram que 444 genes mostraram atividade suprimida, e 267 genes aceleraram sua atividade. Esse genes controlam vários processos, do sistema imunológico do organismo à sua reação ao estresse.
“Ficamos surpresos porque uma diferença relativamente pequena na duração do sono provocou esse tipo de alteração”, explicou o autor do estudo, o professor Derk-Jan Dijk, diretor do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Surrey, ao jornal The Guardian. “É um sinal de que a interrupção ou restrição do sono faz mais do que nos deixar cansados”.
O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, analisou padrões de sono de 25 homens e mulheres saudáveis, que passaram duas semanas em um laboratório. Em uma, dormiram dez horas, e na outra, seis. Durante as noites mais longas, a média de sono foi de 8,5 horas, e nas mais curtas, de 5 horas e 42 minutos.
Os genes que comandam os ciclos de sono e vigília do corpo foram drasticamente afetados, o que significa que a falta de repouso pode provocar distúrbios crônicos do sono.
No entanto, um especialista que não participou do estudo sugere uma análise mais detida. “Temos que tomar cuidado para não generalizar tais descobertas e aplicá-las, por exemplo, a pessoas que se sentem bem dormindo seis horas por noite”, alertou Jim Horne, professor de psicofisiologia do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Loughborough, ao Guardian. “Além disso, o sono pode se adaptar a alguma mudança e sua qualidade também deveria ser analisada, e não só a quantidade”.
Fonte: Discovery.

Pesquisa revela: curtidas no Facebook podem indicar inteligência, tendências políticas e até sexualidade dos usuários


Quem curte stalkear  e descobrir mais informações sobre os perfis de amigos e desconhecidos no Facebook já desconfiava, mas agora é a ciência que comprova. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, é possível constatar quais são as opções políticas, religiosas e sexuais de uma pessoa – entre outras coisas – apenas conferindo que páginas ela curte no Facebook.
Entre os resultados colhidos sobre os 58 mil voluntários americanos analisados, foi possível aferir dados sérios – os pesquisadores conseguiram determinar com precisão a sexualidade dos homens em 88% dos casos e distinguir democratas e republicanos em 85% do tempo – e alguns curiosos. “Descobrimos que o gosto por batatas fritas é correlacionado com um nível mais alto de inteligência e que pessoas que gostam do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas (Dark Knight), tendem a ter menos amigos nas redes sociais”, diz David Stillwell, autor do estudo.
Parece até fácil descobrir quem é quem, mas não é bem assim. Entre os gays “descobertos” pelo algoritmo desenvolvido pelos estudiosos, por exemplo, só 5% curtiam coisas óbvias – como páginas em defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nos outros casos, o apreço por determinadas séries de TV, filmes e outras páginas serviram de base para a determinação da sexualidade.
É, meu amigo. Se você não quiser ter a vida exposta, pense bem da próxima vez antes de sair dando likes por aí.
Fonte: BBC.

Pesquisadores conseguem ver imagem mental e determinar em quem voluntários estavam pensando


Um estudo internacional liderado pela Universidade Cornell (EUA) sugere que é possível saber o que uma pessoa está pensando através da análise de imagens de seu cérebro.
Segundo o neurocientista Nathan Spreng, principal autor do estudo, os modelos mentais que temos das pessoas produzem padrões únicos de ativação cerebral, que podem ser detectados a partir de técnicas avançadas de imagem.
“Quando olhamos para os nossos dados, ficamos chocados por termos conseguido decodificar em quem nossos participantes estavam pensando com base em sua atividade cerebral”, disse Spreng.
Compreender e prever o comportamento dos outros é uma chave para navegar com sucesso no mundo social. No entanto, ainda sabemos pouco sobre como o cérebro modela traços de personalidade duradouros que podem conduzir o comportamento dos outros. Essa capacidade nos permite, por exemplo, antecipar como alguém vai agir em uma situação pela qual nunca passou antes.
O estudo
Os pesquisadores pediram que 19 jovens adultos aprendessem sobre a personalidade de quatro pessoas com traços-chave distintos. Em seguida, eles receberam cenários diferentes (por exemplo, sentado em um ônibus quando uma pessoa idosa entra e não há mais assentos) e tiveram que imaginar como aquelas pessoas iriam responder a tal situação.
Durante a tarefa, os cérebros dos voluntários foram escaneados usando ressonância magnética funcional, que mede a atividade cerebral através da detecção de alterações no fluxo sanguíneo.
Os cientistas descobriram que diferentes padrões de atividade cerebral no córtex pré-frontal medial estavam associados com cada um dos quatro traços-chave diferentes de personalidade.
Em outras palavras, cada pessoa sendo imaginada pode ser identificada com precisão baseado unicamente no padrão de ativação cerebral do participante. Por exemplo, quando os participantes estavam imaginando o que uma pessoa com tal traço de personalidade faria, um certo padrão era visto; uma pessoa com um traço diferente correspondia a um outro padrão, e assim por diante.
Os resultados sugerem que o cérebro codifica os traços de personalidade de outras pessoas em regiões distintas do cérebro, e esta informação é integrada no córtex pré-frontal medial para produzir um modelo de personalidade global usado para planejar interações sociais.
“Pesquisas anteriores já tinham implicado o córtex pré-frontal medial em distúrbios de cognição social como o autismo, e os nossos resultados sugerem que as pessoas com esses distúrbios podem ter uma incapacidade de construir modelos precisos de personalidade”, explica Spreng.
Se dados futuros confirmarem essa hipótese, os pesquisadores podem ser capazes de identificar biomarcadores específicos no cérebro das pessoas para diagnosticar doenças, bem como monitorar os efeitos dos tratamentos para elas.
A equipe da pesquisa incluiu membros da Universidade College London (Reino Unido), da Universidade Harvard (EUA) e da Universidade de York (Reino Unido), e o trabalho científico “Imagine All the People: How the Brain Creates and Uses Personality Models to Predict Behavior” foi publicado na edição de 5 de março do jornal Cerebral Cortex.
Lendo pensamentos
Essa não foi a primeira vez que cientistas tentaram (e conseguiram) “ler o pensamento” de voluntários.
Por exemplo, pesquisadores da Universidade de Utah (EUA) descobriram uma maneira de pessoas paralisadas se comunicarem através do uso de implantes de microeletrodos na parte superior do cérebro. Os sinais do cérebro de pessoas paralisadas podem ser traduzidos em palavras, e resultam em informações corretas (acertando o que os pacientes querem dizer) de 76 a 90% das vezes.
Uma outra pesquisa também já conseguiu decodificar o que macacos estavam pensando. Ao estudar o cérebro dos animais enquanto eles tentavam movimentar uma bola para um alvo, a decodificação da atividade dos seus neurônios permitiu que os cientistas soubessem para onde o macaco estava pensando em mover a mão antes mesmo que qualquer movimento fosse iniciado.
Por fim, o médico Adrian Owen, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), já usou uma máquina de eletroencefalografia (EEG) para mostrar que pacientes que não apresentam sinais exteriores de consciência (em coma) são capazes de compreender o que os outros estão dizendo, bem como responder a perguntas simples.
Fonte: Sciencedaily. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Por que algumas pessoas não conseguem parar de mentir?



A mentira compulsiva pode ser uma doença? Em 1891, o alemão Anton Delbrück afirmou que sim. Hoje, a psiquiatria não reconhece mais a mentira como um transtorno em si. Porém, combinada com outros sintomas, a mitomania ajuda a diagnosticar uma série de distúrbios, segundo o professor Charles Dike, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Yale. Um dos mais surpreendentes é o factício. Seu portador faz de tudo para parecer que tem alguma doença. E não é que ele queira folgar na sexta ou tente aposentadoria por invalidez. Seu objetivo é exatamente ser tratado como doente. Em casos extremos, a condição vira síndrome de Munchausen. Nesse transtorno, a vida do portador se torna uma peregrinação por diferentes médicos - entre 0,5% e 2% de quem vai para hospitais gerais apresenta a síndrome. Ao chegar ao doutor, já vão ter pesquisado tudo sobre a doença que decidiram simular e conseguem ser tão convincentes que muitos chegam à mesa de cirurgia. Se forem descobertos, partem para o próximo hospital.
As estratégias mais simples são fabricar queixas físicas subjetivas - como dores abdominais agudas que não existem - e falsificar sinais objetivos. Vale esquentar o termômetro para parecer que tem febre, ingerir substâncias que alteram a cor da urina, simular convulsões...
Mas, nos casos mais graves, ele parte para a indução de sintomas reais: feridas criadas com injeção de saliva na pele, febre causada por injeção de alguma bactéria, e outros sintomas obtidos com medicamentos desnecessários.
De onde vem isso?
No livro Lies! Lies! Lies!, o psiquiatra Charles V. Ford defende que o comportamento do mentiroso patológico está associado à criação em família desestruturada, a abusos na infância e ao uso excessivo de álcool e drogas.
Yaling Yang e Adrian Raine, da Universidade da Califórnia do Sul, resolveram olhar não só para o passado, mas também para o cérebro desses mentirosos. Separaram os pacientes em 3 grupos: mentirosos compulsivos; sociopatas que não mentem de forma doentia; e pessoas normais. Depois, examinaram o que havia dentro da cabeça deles com imagens de ressonância magnética. Finalmente, os cientistas concluíram que os mentirosos tinham 22% mais massa branca nas regiões pré-frontais, que governam as tomadas de decisão e julgamento, do que as pessoas normais. Mas a amostragem do estudo, publicado na revista Science, é bastante restrita - 108 voluntários -, e não está claro se os resultados refletem a causa ou o efeito da mentira.

Transtornados e mentirosos
Estes são os distúrbios psiquiátricos que fazem da mentira uma compulsão
BORDERLINES
COMO SÃO? - Vão de um extremo a outro muito rápido. Em um dia, são o melhor amigo; no outro, o pior inimigo. O transtorno é mais comum em adolescentes.
POR QUE MENTEM? - Buscam ocultar as consequências dos atos de sua identidade instável.
ANTISSOCIAIS
COMO SÃO? - Não sentem remorso, não internalizam regras sociais ou legais nem zelam pela própria segurança e a dos outros.
POR QUE MENTEM? - Assim sentem prazer, tiram vantagem pessoal e também fogem de obrigações.
HISTRIÔNICOS
COMO SÃO? - Precisam estar sempre no centro das atenções. Para isso, usam artimanhas sedutoras. Quando rejeitados, partem para o drama.
POR QUE MENTEM? - Isso atrai a atenção dos outros em relatos dramáticos (e inventados).
NARCISISTAS
COMO SÃO? - Acham que são superiores e usam de todos os meios para parecer os maiorais.
POR QUE MENTEM? - Aumentando suas realizações, os narcisistas garantem a fama, a glória e a admiração que eles acreditam merecer.


18 características de um bom mentiroso

1- São manipuladores. Segundo o artigo, manipuladores mentem frequentemente e não têm escrúpulos morais – por isso, sentem menos culpa. Eles também não têm medo de que as pessoas desconfiem e não precisam de muito esforço cognitivo para fazer isso. A coisa meio que acontece naturalmente.
2- São bons atores. Quem sabe atuar tem mais facilidade em mentir e se sente confiante ao fazer isso, pois sabe que é capaz de fingir muito bem. (Antes que comece a polêmica, não estamos dizendo aqui que bons atores são necessariamente mentirosos. A lógica é oposta: bons mentirosos é que são, geralmente, bons atores)
3- Conseguem se expressar bem. “Pessoas expressivas geralmente são benquistas”, dizem os pesquisadores.  Elas dão uma impressão de honestidade porque seu comportamento sedutor desarma suspeitas logo de início, além de conseguirem distrair os outros facilmente.
4- Têm boa aparência. Pesquisas já mostraram que pessoas bonitas tendem a ser mais queridas e vistas como honestas, o que ajuda quem curte enganar os outros.
5- São espontâneos. Para acreditarmos num discurso, ele precisa parecer natural. Quem não tem a capacidade de ser espontâneo acaba parecendo artificial – e fica difícil convencer alguém desse jeito.
6- São confiantes enquanto mentem. Bons mentirosos geralmente sentem menos medo de serem desmascarados do que as outras pessoas. Então, mantêm uma atitude confiante em relação à sua habilidade de mentir.
7- Têm bastante experiência em mentir. Assim como nas outras coisas, o treino também leva à perfeição quando se trata de mentir. Quem está acostumado a isso já sabe bem o que é necessário para convencer as pessoas e conseguem lidar mais facilmente com suas próprias emoções.
8- Conseguem esconder facilmente as emoções. Em algumas situações mais arriscadas, mesmo um mentiroso veterano pode sentir medo e insegurança. Nesse caso, é fundamental conseguir camuflar bem essas emoções. Além disso, já dissemos que mentirosos geralmente são pessoas expressivas, né? Pois é: eles costumam ser bons em fingir sentimentos que não estão realmente sentindo, mas também tendem a manifestar seus verdadeiros sentimentos espontaneamente. Por isso, é necessário ter habilidade em mascará-los para que não venham à tona.
9- São eloquentes. Pessoas eloquentes conseguem confundir mais facilmente as pessoas com jogos de palavras e conseguem enrolar mais nas respostas caso lhe perguntem algo que exija outras mentiras.
10- São bem preparados. Mentirosos planejam com antecedência o que vão fazer ou dizer para evitar contradições.
11- Improvisam bem. Mesmo estando preparado, é preciso estar pronto a improvisar caso alguém comece a desconfiar da história que ele inventou ou as coisas não saiam como esperava.
12- Pensam rápido. Para improvisar bem, é preciso pensar rápido. Quando imprevistos acontecem, e fica fácil desconfiar quando a pessoa fica sem resposta ou tenta ganhar tempo dizendo “ahhn” ou “eee”. Bons mentirosos não têm esse problema e conseguem pensar em uma saída rapidamente.
13- São bons em interpretar sinais não verbais. Um bom mentiroso está sempre atento à linguagem corporal do seu ouvinte e consegue interpretar sinais não-verbais que possam indicar desconfiança. Caso identifique indícios de suspeitas, ele muda de atitude ou melhora a história.
14- Afirmam coisas que são impossíveis de se verificar. Por motivos óbvios, bons mentirosos costumam fazer afirmações sobre fatos que sejam impossíveis de se provar e evitam inventar histórias mirabolantes que poderiam ser facilmente desmascaradas.
15- Falam o mínimo possível. Quando é impossível falar algo que não pode ser verificado, o mentiroso simplesmente não diz nada. Se a peguete pergunta ao mentiroso onde estava naquela noite em que não atendeu ao telefone, ele vai preferir responder algo como “honestamente, eu não me lembro”. Melhor do que inventar que teve de levar a avó ao médico. Quanto menos informação fornecer, menos oportunidade ele terá de ser desmascarado.
16- Têm boa memória. Quem quer desmascarar um mentiroso procura por contradições no seu discurso, porque muitas vezes eles podem simplesmente se confundir ou esquecer detalhes que inventaram. Mas não se impressione se a pessoa conseguir se lembrar e repetir cada vírgula do que lhe contou anteriormente. Bons mentirosos geralmente têm ótima memória.
17- São criativos. Eles conseguem pensar em saídas e estratégias que você nunca imaginaria. Mas não se deixe levar pelo seu brilhantismo – afinal, é isso o que eles querem.
18- Imitam pessoas honestas. Mentirosos procuram imitar o comportamento que, no imaginário das pessoas em geral, são típicos de quem só diz a verdade – e evitam se parecer com a imagem que se tem dos mentirosos.

Dizer a verdade faz bem à saúde
Contar mentiras estressa o corpo, aumenta pressão sanguínea e acelera coração. Deixar de contar pelo menos três mentiras por semana ajuda a evitar sintomas físicos e psíquicos relacionados ao estresse, sugere um estudo da Universidade de Notre Dame, em Indiana. A psicóloga Anita Kelly  dividiu 110 pessoas entre 18 e 71 anos em dois grupos: instruiu o primeiro a evitar mentiras, inclusive as mais “inocentes”, como criar desculpas para faltar a compromissos. A cada sete dias, todos os voluntários responderam a um questionário de avaliação de sua saúde física e mental e foram submetidos a testes com detector de mentiras, o que ofereceu uma média de quantas vezes mentiram na semana.
Os resultados mostraram que, entre os participantes orientados a falar a verdade, três mentiras a menos equivaleram a quatro menos reclamações sobre tensão e melancolia e a três sobre dores de cabeça e de garganta. O interessante é que as pessoas do grupo de controle, que não sabiam o que os pesquisadores estavam analisando, também relatavam melhora na saúde geral – três mentiras a menos eliminavam duas reclamações de desconforto psíquico e uma de dores físicas. Segundo Anita, cada vez que mentimos, há aumento do nível de estresse: a glândula suprarrenal secreta hormônios, o coração acelera e a pressão sanguínea sobe. A frequência desse estímulo de “alerta” pode sobrecarregar o organismo e desencadear sinais de estresse.
Fonte: Scientific American e Superinteressante.

Homens mentem três vezes mais do que as mulheres


Até que eles melhoraram. Em 2011, a gente contou por aqui que eles costumavam contar 6 mentiras por dia. Hoje, veja bem, mentem “apenas” 3 vezes por dia. Só que as mulheres também reduziram as lorotas – de 3 para 1 mentirinha. Nessa, a diferença aumentou: eles mentem três vezes mais do que elas.
Os números vieram de uma pesquisa conduzida pela HushHush.com, uma loja online de departamento, com mais de 2,5 mil pessoas. Eles também quiseram saber quais mentiras eram as mais contadas. Dá uma olhada no top 5:
Homens
1. Sim, eu fiz o que você pediu
2. Desculpe, eu não tinha como imaginar
3. Já tô chegando
4. Não vi suas ligações/mensagens
5. Não olho para outras mulheres 
Mulheres
1. Não aconteceu nada, tá tudo bem
2. Já tô chegando
3. Tava em promoção!
4. Você está lindo(a)
5. Desculpe, eu não tinha como imaginar

E aí, você também repete alguma dessas mentirinhas com frequência?
Fonte: Superinteressante.

domingo, 3 de março de 2013

Trauma pode ser transmitido de avós para netos


Maior risco de ansiedade está relacionado a interação de fatores sociais e bioquímicos. Eventos estressantes vivenciados na infância, como negligência ou abuso, deixam marcas e não raro se manifestam em problemas psíquicos na vida adulta. Agora, um estudo mostra que as sequelas podem extrapolar gerações: filhos e netos de pessoas que sofreram traumas tendem a ser mais ansiosos e vulneráveis ao estresse.
Os bioquímicos Larry Feig e Lorena Saavedra-Rodríguez, da Universidade Tufts, em Massachusetts, estimularam o estresse em ratos jovens, mudando-os seguidamente de gaiola ao longo de sete semanas. Quando os animais se tornaram adultos, os pesquisadores os submeteram a testes que avaliam a ansiedade social em roedores, como a frequência com que se aproximam e interagem com ratos desconhecidos. As fêmeas adultas apresentaram comportamentos mais ansiosos em comparação com animais do grupo de controle, mas os machos não. Entretanto, posteriormente, os filhotes dos ratos de ambos os sexos mostraram-se mais vulneráveis ao estresse que a média.
O interessante, segundo Feig e Lorena, é que os ratos machos do início do estudo transmitiram o comportamento para as fêmeas de sua terceira geração, as “netas”. “Estudos anteriores sugerem que as fêmeas têm maior risco de ansiedade, o que pode ser causado por uma interação de fatores sociais e bioquímicos”, diz Feig. Ele afirma, porém, que é cedo para estender os resultados a humanos. “Os ratos do estudo foram criados em gaiolas simples, com número limitado de influências ambientais. Humanos, claro, são sujeitos a uma variedade muito maior de estímulos e também têm a habilidade de desenvolver formas de enfrentamento”, acredita.
Fonte: Scientific American.

Estudos discutem relação entre curiosidade e aprendizagem


Alguns pesquisadores veem a fonte natural da motivação humana na ampliação das próprias competências. Já que novas situações ocultam tanto chances quanto riscos, formaram-se ao longo da evolução dois sistemas de motivos antagonistas:  curiosidade e medo. O psicólogo Clemens Trudewind, da Universidade de Bochum, Alemanha, estudou essa interação. Ele descobriu que crianças curiosas e destemidas resolvem problemas com mais eficácia do que as temerosas e passivas. No entanto, a curiosidade e o medo não são opostos: crianças muito medrosas e ao mesmo tempo curiosas também se revelaram boas solucionadoras de problemas no estudo de Trudewind. Motivos supostamente antagônicos, portanto, não obrigatoriamente se excluem. 


Para aumentar a motivação dos alunos, pedagogos geralmente tentam despertar seu interesse pelo objeto de aprendizagem. Porém, como o estudo educacional internacional TIMSS (Tire International Mathematics and Science Study), publicado em 2007, comprovou, os fatores “interesse” e “bom desempenho” não estão muito fortemente associados. Uma pessoa pode se interessar pelo céu estrelado, mas nem por isso querer estudar astronomia.
Como então podemos reforçar a motivação para o aprendizado na escola de forma mais efetiva? Segundo o pesquisador Albert Ziegler, da Universidade de Ulm, Alemanha, isso depende de três fatores: em primeiro lugar, os alunos devem se sentir no controle. Isso é possível, por exemplo, com uma “negociação” comum dos objetivos do aprendizado. Em segundo lugar, a competência de cada um deve ser reconhecida e valorizada. Para tanto, é importante que haja feedback positivo frequente. Em terceiro lugar, é fundamental a ligação social proporcionada pelo aprendizado − por exemplo, por meio de trabalhos em grupo.
Fonte: Scientific American.

Um app pode tratar depressão?


Professor de Harvard afirma que seu software pode tratar diminuir os sintomas da doença. O professor de Harvard Diego Pizzagalli, depois de 10 anos de pesquisas, afirma ter descoberto uma forma de tratar a depressão. E o mais impressionante? Não é uma nova droga. É um aplicativo - e, de acordo com o cientista, jogar os games dele 15 minutos todos os dias pode curar a depressão.
Será que algo tão simples pode funcionar?
De acordo com Pizzagalli a ideia é que a área do cérebro associada com depressão é a mesma usada na hora de tomar decisões rápidas. Se essa capacidade for exercitada em um paciente, com um game, por exemplo, essa área pode ter mais atividade e se fortalecer, diminuindo os sintomas da depressão.
Para criar um software que exercitasse o cérebro dos pacientes de forma correta, Pizzagalli criou uma parceria com a empresa Canterbury Road. O resultado foi o app MoodTune, que será lançado no meio deste ano.
Quando você abre o app, pode escolher um entre 6 jogos disponíveis - em um deles, por exemplo, você precisa identificar rapidamente se os rostos das pessoas que aparecem na tela estão tristes ou felizes (foto). Todos tem esse conceito de estimular as decisões rápidas do jogador.
Não é o primeiro jogo ou software que se propõe a tratar depressão. Qual é a diferença desse? Além da pesquisa de uma década de Pizzagalli por trás do conceito do aplicativo, o professor afirma que, ao contrário de outros softwares que prometem milagres (aumentar a concentração, o QI, a velocidade do pensamento), este se concentra apenas no tratamento de depressão.
Fonte: Galileu.