quinta-feira, 4 de julho de 2013

Veterinários estão proibidos de cortar caudas de animais

São Paulo - Médicos-veterinários de todo o País estão proibidos de cortar a cauda de cachorros por razões estéticas. A medida atende pedido feito pelo Ministério Público do Estado (MPE) de São Paulo ao Conselho Nacional de Medicina Veterinária (CNMV), que publicou uma resolução no "Diário Oficial" da União (DOU) nesta teraç-feira, 2, tornando esse tipo de cirurgia ilegal. Os veterinários que realizarem o procedimento correm risco de ter o registro suspenso pelo conselho.
O pedido do Ministério Público surgiu após uma representação feita à entidade por grupos ligados à proteção dos animais. De acordo com o promotor Carlos Henrique Prestes Camargo, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo (Gecap), os promotores pediram estudos técnicos para verificar se o procedimento poderia ser descrito como “maus-tratos” aos cães.
“O corte da cauda causa desequilíbrio para os cães. A cauda é usada por eles para se comunicar com outros cães e até com os donos”, disse. O laudo descreveu a cirurgia como uma “mutilação”. A recomendação foi aceita pelo CNMV, que elaborou a resolução proibindo a prática no dia 10. Além da caudectomia, o texto também proíbe o corte de orelhas (comum nos cães pitbull e dobermann), de cordas vocais e, nos gatos, das unhas.
A resolução aplica-se apenas a médicos-veterinários. Entretanto, é comum criadores de cães e gatos fazerem os procedimentos por conta própria (o corte do rabo de poodles, por exemplo, é feito pelos próprios criadores). Camargo afirma que, embora eles não possam ser punidos pelo conselho, há legislação específica tornando a prática ilegal.

“O artigo 39 da Lei de Crimes Ambientais proíbe maus-tratos aos animais, o que inclui a mutilação deles. Quem for flagrado cometendo esses atos poderá responder processo.” A pena prevista na Lei de Crimes Ambientais para a prática desses delitos é de detenção de três meses a um ano e multa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Há calorias que engordam mais e calorias que engordam menos?

Se você já fez dieta, deve ter ouvido: “o que importa é a quantidade de calorias ingeridas contra as gastas pelo corpo”. Mas há outros detalhes na conta. “É diferente ingerir 100 calorias de gorduras e a mesma quantidade vinda de carboidratos”, diz a nutricionista Alessandra Antunes.
Isso acontece porque nem todas as calorias a mais são absorvidas como gordura. Parte delas é gasta na transformação dos nutrientes em gorduras.
Se ingerimos um alimento rico em carboidratos, como o pão, ou rico em proteínas, como a carne, a transformação em gordura é trabalhosa, demandando energia (calorias), o que faz com que menos calorias estejam disponíveis para “virar” gordura.
Já quando consumimos lipídios, que já são gordura e estão mais presentes em alimentos como o chocolate, nosso corpo não precisa gastar tanta energia em um processo de conversão, fazendo com que mais calorias sejam absorvidas e estocadas como gordura.

Mesmo assim, não é recomendável privilegiar um só tipo de alimento. “A melhor opção para a saúde é a dieta balanceada”, diz.
Fonte: Galileu.

Você pode usar seu cérebro para manipular o tempo

Você já deve ter percebido a essa altura, mas nossa percepção de tempo não é um sentido tão exato quanto o olfato, a visão ou a audição. A prova são aqueles dias que parecem durar uma eternidade, ou aquele período da sua vida em que um ano ou dois parecem ter sido condensados em umas duas semanas, no máximo, e tudo pareceu passar tão rápido.
É claro que você esteve fazendo um milhão de coisas durante esse ano do qual você se lembra muito pouco. Mas porque será que sua memória parece guardar tão pouco daquilo que você fez e te convence que aquele tempo passou tão rápido?
De acordo com o neurocientista David Eagleman, do Baylor College of Medicine, em Houston, no Texas, o "tempo do cérebro" é subjetivo. Em um de seus ensaios, ele sugere um exercício pra te provar que seu cérebro às vezes "apaga" coisas que ele desconsidera importante: vá em frente a um espelho e mova os olhos de um lado para o outro, de modo que você olhe alternadamente pro seu olho esquerdo, depois pro direito, e assim por diante.

É claro que seus olhos levam um tempo para mover-se da esquerda à direita. Mas você não os vê fazendo isso. Seu cérebro edita esses momentos intermediários e só te mostra o resultado final - você olhando pro espelho.
Se uma árvore desabar no meio da floresta, e ninguém estiver lá para ouvi-la caindo, essa queda provoca algum barulho?
Tá, você pensa. Mas e como isso se relaciona com nossa percepção de tempo? É simples. Nosso cérebro recebe todas a informação transmitida por nossos sentidos e as organiza da maneira que ele acha mais conveniente, um jeito que faz sentido pra nós, antes mesmo que a gente repare nas informações recebidas por esses sentidos. O mundo que percebemos é fruto de como nossos sentidos interpretam esse mundo (e a resposta à pergunta do subtítulo, portanto, é não), explica Dave Eagleman. Quando a informação recebida e processada é familiar ao cérebro, ela é feita muito rapidamente. Informações e estímulos novos, no entanto, demoram mais, e geram a sensação de tempo alongado.
No cérebro, existem áreas responsáveis pela percepção de cada sentido tradicional. Mas para processar e perceber o tempo, não há uma área específica, e acontece em várias partes diferentes do cérebro.
A conclusão é a seguinte: quando recebemos um fluxo muito grande de informações novas, o cérebro demora um tempo para para processá-las. Quando mais tempo ele demorar, mais longo o tempo nos parecerá. E é por isso que meses preenchidos com rotina parecem passar voando, enquanto momentos de stress ou de emoção intensa, na sua memória, tem ares de terem durado minutos, quando não passaram de milésimos de segundos.
Isso explica, inclusive, aquela sensação de que a vida passa mais rápido depois que envelhecemos. É porque, ao crescer, percebemos um mundo novo quase o tempo todo, e isso garante a sensação de que o tempo passou mais devagar.
Quem precisa de Stephen Hawking?
Agora que o mecanismo de manipulação do tempo pelo nosso cérebro está compreendido, fica fácil apontar o que a gente precisa fazer pra fazer nosso tempo durar mais: basta dar ao nosso cérebro um fluxo constante de informações novas. A pesquisa do neurologista David Eagleman concluiu a mesma coisa. E daí é preciso sair da rotina: conheça lugares novos (nem precisa viajar - pode começar pela sua cidade), conheça gente nova, nunca pare de aprender, seja espontâneo, faça coisas novas. Talvez seja a hora de colocar em prática aquela lista de coisas que você quer fazer antes de morrer - até porque, se você as fizer, a morte vai demorar mais pra chegar.
Fonte: Galileu.

Conheça a máquina “de fotografia” que produz miniaturas de seres humanos

Cabines de foto instântanea já são divertidíssimas. No Japão, elas ficam melhor ainda: é que a empresa japonesa Omote 3D agora tem uma máquina que em vez de imprimir suas fotos, imprime uma miniatura sua.
Sua versão em miniatura pode sair em tamanhos variados: 10, 15 e 20 centímetros. Precisar ficar fazendo pose dentro da máquina por 15 minutos (haja ânimo), assim o leitor 3D pode capturar todos os ângulos da sua figura.

Uma dessas em casa não era nada mal, especialmente se você tiver crianças por aí.
Fonte: Hypeness.

Segurar uma arma deixa você mais propenso a achar que outros estão armados

O professor James Brockmole, especialista em cognição humana da Universidade de Notre Dame, liderou cinco experimentos cujo resultado mostrou que segurar uma arma (mesmo sendo de brinquedo, como era o caso) aumenta a nossa tendência a enxergar armas nas mãos de outras pessoas.
Para o estudo, a ser publicado no Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, foi dada aos participantes uma arma de brinquedo ou uma bola de espuma para segurar enquanto viam rapidamente várias imagens de pessoas em uma tela de computador. Eles tinham de dizer se elas estavam segurando uma arma ou um objeto neutro, como uma lata de refrigerante ou telefone celular. Em cada teste, os pesquisadores mudavam alguns detalhes – como a etnia das pessoas que apareciam na tela ou a resposta que os voluntários deveriam ter caso vissem alguém armado.
O resultado foi que, independentemente de outros fatores, quem tivesse que empunhar a arma para atirar caso visse a imagem de alguém armado foi mais propenso a achar que objetos comuns eram armas e, assim, tomavam atitudes induzidas pela ameaça.
“Crenças, expectativas e emoções podem influenciar a capacidade de um observador para detectar e classificar objetos como armas”, disse Brockmole. “Parece que as pessoas têm dificuldade em separar os seus pensamentos sobre o que percebem e os seus pensamentos sobre como eles podem ou devem agir.”
Pesquisas anteriores
A ideia de pesquisar o tema, segundo o professor, veio de estudos anteriores, que haviam mostrado que a forma como as pessoas percebem o ambiente ao seu redor é influenciada pela sua capacidade de executar determinada ação.
Só para se ter uma ideia, uma pesquisa havia mostrado que pessoas com ombros mais largos tendem a enxergar portas como sendo mais estreitas do que são – e jogadores de softball com maiores médias de rebatidas tendem a perceber a bola como sendo maior.

Fonte: Superinteressante.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Flúor pode danificar seus ossos, dentes, cérebro…

Consumir flúor com água encanada pode danificar ossos, dentes, cérebro, causar problemas de tiroide, reduzir o QI e causar câncer, segundo estudos realizados recentemente pela Associações dentais dos EUA e o Centro de Controle de Doenças.
Assim como as mesmas instituições recomendam que o leite em pó de bebês NÃO seja diluído em água da torneira.
Três especialistas do painel que analisou os estudos solicitaram publicamente o fim da adição de flúor na água potável, pois descobriram que o flúor está ligado a efeitos na tiroide, especialmente em pessoas com deficiência de iodo.
Por volta de dois mil profissionais assinaram uma declaração encorajando o Congresso dos EUA que pare com a adição de flúor na água até que a situação possa ser avaliada.
O uso diário de flúor pode aumentar o risco de problemas de desenvolvimento neurológico, câncer, fluorose dental e óssea, principalmente para pessoas mais sensíveis.

Fonte: Scientificablogging

Por que os pais são controladores

Pais que gritam em arquibancadas ou bastidores podem estar pressionando seus filhos a realizarem seus próprios sonhos frustrados, sugere um novo estudo.
“Nossa pesquisa fornece as primeiras evidências empíricas de que os pais às vezes realizam ambições frustradas através dos filhos. Por exemplo, um pai que não conseguiu passar no vestibular de medicina pode desejar que seu filho seja médico”, explicou à revista Time o co-autor do estudo, Brad Bushman, professor de comunicação e psicologia da Universidade Estadual de Ohio.
Os experimentos demonstraram que pais controladores tendem a apresentar uma característica comum: eles veem os filhos como parte de si mesmos. Nos testes conduzidos na Holanda, os pesquisadores pediram a 73 pais, de crianças entre 8 e 15 anos, que preenchessem um questionário para determinar até que ponto eles viam seus filhos como pessoas separadas. Em seguida, metade dos pais escreveu sobre as ambições que não tinha realizado, e a outra metade, escreveu sobre as ambições de pessoas próximas.
Em seguida, todos os pais deveriam responder em que grau concordavam com afirmações como, “espero que meu filho atinja objetivos que eu não consegui realizar”. Os que se viam mais ligados aos filhos tendiam a esperar que eles realizassem seus sonhos frustrados.
“Muitos psicólogos acreditam que, em casos muito extremos, esse desejo pode ser prejudicial”, declarou à Time Eddie Brummelman, doutorando da Universidade de Utrecht, na Holanda, e um dos autores do estudo. “Isso pode enfraquecer a autonomia da criança ou pressioná-la a se destacar. No entanto,  ideias nunca haviam sido submetidas a testes científicos”.
Por outro lado, a tendência pode trazer benefícios para os pais. “Em geral, os pais têm mais senso de propósito que as outras pessoas, mas pouco se sabe sobre como extraem significados da criação dos filhos”, escreveram os autores.
“Uma das hipóteses é que eles realizam indiretamente suas ambições frustradas através dos filhos. Ao apreciar seu sucesso, os sentimentos de arrependimento e frustração pelas oportunidades perdidas podem diminuir gradualmente, dando lugar ao orgulho é à satisfação”.

Fonte: Discovery.

Desejos (que tentamos guardar) longe da consciência

Sentimentos reprimidos tendem a reaparecer, disfarçados e deslocados, tanto nos sonhos quanto no cotidiano. “O inconsciente é por definição incognocível. O psicanalista está, portanto, na posição infeliz de um estudioso daquilo que não se pode conhecer”, escreveu Thomas Ogden, em The primitive edge of experience, de 1989. Na verdade, podemos pensar o inconsciente sob duas ópticas. Como adjetivo, é possível associá-lo ao que escapa à consciência, sem estabelecer discriminação entre conteúdos dos sistemas pré-consciente e inconsciente. Para melhor compreender, vale observar aqui que a concepção de consciência parece semelhante à de atenção: estamos conscientes daquilo para o que nos voltamos e inconscientes daquilo com que não nos ocupamos. Poderíamos, segundo essa lógica, estar conscientes de situações e fenômenos para os quais voltássemos nossa atenção – entraríamos então no que Freud chamou de pré-consciente. Aquilo para que evitamos dar atenção por acharmos que podem deflagrar perturbação e dor está no inconsciente reprimido. É possível, nesse caso, falar do inconsciente como substantivo, no sentido tópico. Trata-se, assim, de uma instância psíquica, faz parte da primeira teoria do aparelho psíquico desenvolvida por Freud, constituído de material recalcado, não diretamente acessível à consciência.
A consciência pode ser comparada com o que está visível na tela do computador. Temos acesso imediato a outras informações “pulando” para outra parte do documento ou mudando de janela. Esse gesto seria análogo às partes consciente e pré-consciente da mente. Mas pode ser mais difícil acessar outros conteúdos, pois podem estar criptografados ou atachados, podem exigir senha ou ainda ter sido corrompidos, de modo que a informação esteja embaralhada e, portanto, incompreensível.
A ideia de que guardamos motivações sobre as quais não temos controle (e, por vezes, nem mesmo, ciência) traz à tona a hipótese que oferece consistência a comportamentos e vivências que, de outra forma, pareceriam completamente incoerentes. Freud se deu conta de que lapsos verbais e de  escrita, falhas da memória, ações confusas e outros equívocos podem ser, em um nível mais profundo, não casuais – mas inconscientemente intencionais. Para ele, os sonhos constituem um caminho privilegiado para o inconsciente, embora não seja possível desvendá-los completamente.
Da mesma forma que os sonhos, outras formas de comunicação podem apresentar representações de desejos e observações inconscientes que empregam os mesmos mecanismos oníricos. Os significados inconscientes são codificados, revestidos de metáforas e imagens. Um exemplo muito comum disso se dá em situações em que sentimos raiva, mas reprimimos essa emoção por sabermos que desencadeará sentimentos dolorosos e em especial quando é dirigida a alguém com quem temos relação mais próxima. Assim, os sentimentos reprimidos são disfarçados e deslocados – e aparecem, por exemplo, quando criticamos outra pessoa.
É possível pensar na seguinte situação: a orientadora de pesquisa de uma jovem avisa que vai ausentar-se do país durante um período crítico do trabalho. A estudante pode até compreender, de forma sincera, as razões da orientadora. Mas, prosseguindo a conversa, ela fala de um caso que ouvira: uma mãe havia deixado o filho pequeno sozinho em casa para fazer compras, a criança acordou e terminou se ferindo ao cair da escada. A mensagem inconsciente é clara: a orientadora é tida como a mãe negligente, a aluna é o filho desprotegido. A queda faz alusão ao risco que ela julga correr. Conscientemente, a garota fala como adulta, mas inconscientemente se ressente com a orientadora que não cumpre a função de mãe.
Cabe considerar que a consciência tem gradações. Vivências infantis que evocaram grande vergonha ou culpa podem ficar tão abafadas que se torna muito difícil resgatálas, sendo possível ter apenas indícios desse material. Já uma introspecção momentânea, aliada a alguma capacidade psicológica de tolerar o desconforto de lidar com algum conteúdo que estava inconsciente e pode levar o desejo que parecia escondido ao pleno conhecimento. Do mesmo modo, no decorrer de uma terapia psicanalítica na qual o paciente é encorajado a falar e pensar com maior liberdade para estabelecer associações, seus anseios e temores tendem a se aproximar, gradualmente, da consciência.

Fonte: Scientific American.

3 dicas da ciência para esquecer um amor

Perder um amor dói. E não é pouco. Dizem que machuca tanto quanto uma surra – e pode até acabar com a sua vida. Um coração machucado até rende bons livros e canções, é verdade, mas se você é do time que prefere se livrar logo das amarguras da vida aproveita essas três dicas da ciência.
1. Trate como droga
Ele age como a cocaína, numa região do cérebro conhecida como núcleo accumbens. É aí que fica a zona de recompensa, que te faz sentir prazer. E é esta a sensação que causa vício. Exatamente como acontece com a cocaína. A antropóloga e especialista em amor Helen Fisher trabalhou durante anos com imagens de cérebros. E percebeu que, sim, o amor desperta as mesmas áreas que a cocaína ou cigarro – e por isso pode viciar tanto quanto ela. Portanto, deve ser tratado como tal. A recomendação de Fisher é que você jogue fora (ou esconda) tudo que te faz lembrar seu ex-amor: e-mails, fotos, cartões. “Não converse ou fuce no Facebook dele(a). Se você está tentando cortar o álcool, você não deixa um uísque na sua mesa”, diz. Aliás, já dissemos por aqui que excluir ex do Facebook ajuda a superar o término, lembra?
2. Como cortar a obsessão
Tá, mas deixar de pensar na pessoa não é assim tão fácil, certo? Bem, o psicólogo Robert Stemberg, da Universidade do Estado de Oklahoma, dá quatro dicas para manter o pensamento longe do perigo: lembre-se das características negativas dele (a) e nunca esqueça que relacionamentos só funcionam quando os dois querem, aposte num novo amor (mesmo que ele seja temporário) e mantenha-se ocupado.
3. Deixe o tempo curar
Essa é a mais óbvia, mas quando a gente tá nessas parece que não vai passar nunca, não é? Pois bem, passa. Palavra da ciência. Nas imagens cerebrais analisadas por Helen Fisher, ela percebeu que o pessoal que havia levado um pé na bunda, depois de algum tempo, apresentava uma atividade menor numa área chamada palladium ventral, região associada à sensação de apego. E ela ainda acrescenta outras dicas para compensar a ausência do ex: receba muitos abraços dos amigos (serve para aumentar os níveis de ocitocina, hormônio que te deixa mais relaxado) e faça exercícios físicos (vai aumentar a taxa de dopamina no cérebro).

“O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é a eternidade.”
William Shakespeare

Fonte: Superinteressante.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cães veem os donos como se fossem seus pais

Que fofura. E como você é o pai, claro, seu cachorro age como se fosse uma criança – mesmo se ele já estiver velhinho.
Foi o que 22 cachorros mostraram numa pesquisa liderada pela veterinária Lisa Horn, da Universidade de Viena, na Áustria. Ela os separou em três grupos: um terço ficaria sem o dono, enquanto os outros estariam acompanhados por eles – só que parte dos donos deveria se manter em silêncio, e outra parte deveria encorajar os cães a fazer as atividades. E tudo o que os bichinhos precisavam fazer era interagir com alguns brinquedos. Em troca, ganhariam comida.
Os cachorros que estavam com os donos passavam muito mais tempo brincando. Nem a comida servia para motivar os cães ‘abandonados’.
A pesquisadora refez o teste, mas dessa vez os donos foram substituídos por pessoas desconhecidas. Nenhum dos cães mostrou muito interesse pelos brinquedos.
Segundo Horn, os testes são suficientes para provar a existência da “área de segurança”. Ou seja, os cães se sentem mais seguros, confiantes e confortáveis na presença dos donos. Sem eles, tudo parece mais perigoso – e sem graça. E é exatamente o que acontece na relação entre pais e filhos pequenos. “Esta é a primeira evidência da similaridade entre o ‘efeito de base segura’ encontrado na relação dono-cachorro e na criança-pai”, diz a pesquisa.
Pra quem tem um bichinho é fácil perceber isso, não? Quantas vezes você não disse por aí que seu cachorro age sempre como se fosse uma criança?

Fonte: Superinteressante.

Alodoxafobia: o medo da opinião dos outros


As redes sociais trouxeram praticidade mas também desenvolveram em muitas pessoas o receio pela opinião alheia. Mas, como ninguém paga nossas contas, afinal: porque temos tanto medo da opinião dos outros?
O julgamento é, na verdade, uma forma de se auto-afirmar. Quando manifestamos algum conteúdo, de alguma forma estamos expondo algo íntimo sobre nossa personalidade e maneira de ver o mundo. O receio extremo pelo julgamento alheio é tão sério que tem até nome – Alodoxafobia.
Se livrar deste medo, no entanto, não é fácil. Mas é possível. Basta seguir algumas regras básicas (que valem para toda a vida, e não só para as redes sociais).
1. Pergunte a si mesmo o que realmente importa para você
É perfeitamente normal ter valores diferentes das pessoas ao seu redor. Você não é obrigado a gostar de um estilo musical que não gosta, só porque seus amigos insistem que você deve gostar.
Muitos vão julgá-lo por não seguir um determinado padrão, mas se você for fiel a seus próprios objetivos e valores desenvolverá, acima de tudo, personalidade.
2. Nem todos estão olhando para você, ou, você não é o centro do universo
Se preocupar muito com a opinião alheia pode ser também uma necessidade de ser o centro das atenções. A maioria das pessoas ao redor estão na verdade muito ocupadas cuidando de suas próprias vidas para ficar cuidando da sua.
3. Aceite: a opinião dos outros não podem te afetar
Ou seja, agora você já sabe o que realmente importa para você e que você não é o centro das atenções. Além disso, também é preciso ter em mente que você está a todo momento sujeito a julgamentos (e será assim até o fim da vida). Pode ser no trabalho, pode ser dos amigos, ou até mesmo quando estiver andando na rua. Na maioria das situações, a opinião das pessoas não vai mudar a sua essência.
É claro que existem alguns casos onde as opiniões das pessoas podem fazer a diferença, é o caso da opinião do seu chefe. Na sua opinião, é mais importante se preocupar com a opinião de quem realmente importa, ou com a opinião de quem não exerce nenhum efeito em sua vida? As pessoas que realmente importam, que no caso são sua família e amigos, vão te amar pelo que você realmente é.
4. Você não pode controlar o que as pessoas pensam
De fato, não podemos controlar o pensamento das pessoas. Não tem como saber o que uma pessoa pensa, muito menos o por que. As pessoas são diferentes, logo pensam de maneiras diferentes.
O que os outros pensam de você, que seja coisas boas ou ruins – é apenas opinião.
Da próxima vez que você for se preocupar com o que os outros pensam ou podem pensar de você, antes, pergunte a si mesmo se esse pensamento sobre você pode exercer algum efeito em sua vida. No fim das contas, o que pensam de você é problema de quem pensa e não seu.

Fonte: Discovery Notícias. 

Pessoas que costumam falar sobre si mesmas são propensas à depressão

Que palavra você usa com mais freqüência no dia a dia? “Eu” ou “nós”? Pesquisadores da Universidade de Kassel, na Alemanha, afirmam que falar sobre si mesmo em excesso pode indicar sinais de tendência à depressão e ansiedade. Usar o pronome no plural, por outro lado, revela pessoas mais sociáveis.
Os cientistas conduziram um estudo com 103 mulheres e 15 homens, a maioria dos quais eram diagnosticados com sintomas de depressão ou ansiedade. Todos foram submetidos a um questionário em que contavam a história de sua vida pregressa, seus relacionamentos e a percepção que possuíam de si próprios.
Cada entrevista durou entre 60 e 90 minutos. Ao comparar os depoimentos, os psicólogos mediram quanto cada entrevistado citou a si mesmo, a partir do uso das palavras “eu” e “nós” nas respostas.
Cruzando os dados, descobriram resultados opostos. Aqueles que mais fizeram referências pessoais relataram uma vida mais pontuada por problemas de relacionamento e por depressão. Conforme constataram os pesquisadores, tratava-se de pessoas carentes emocionalmente, em sua maior parte.
Os entrevistados que penderam para a repetição do “nós” mostraram o contrário com suas respostas: propensão a relacionamentos mais saudáveis, com respeito aos limites de intimidade do próximo.
A razão para essa diferença, segundo os cientistas, é a forma como cada pessoa se enxerga na comunidade que a rodeia. Os que repetiram o uso do “eu” tendem a se colocar como protagonistas das próprias narrativas, enquanto o segundo grupo enxerga-se de forma mais global como parte de um círculo social.

Fonte: Hypescience.

O hormônio da fidelidade


Dose de oxitocina contribuiu para manter homens comprometidos mais afastados de mulher atraente. Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, descobriram que maiores níveis do hormônio oxitocina – relacionado por estudos anteriores à criação de vínculos e às sensações de segurança e bem-estar – faz com que homens heterossexuais comprometidos mantenham, literalmente, distância de outras mulheres. De acordo com estudo publicado no Journal of Neuroscience, voluntários em relacionamentos estáveis que receberam uma dose de spray intranasal com a substância se mantiveram, em média, até 15 centímetros mais afastados que os solteiros de uma bela mulher que interagiu com eles durante o experimento.
A distância não significou que eles não a acharam atraente. Em questionários que responderam depois do teste, eles revelaram considerá-la bonita e simpática, da mesma forma que os não comprometidos. Os autores sugerem que a oxitocina tem papel essencial na preservação dos relacionamentos afetivos e que age de acordo com o tipo de interação social. Ou seja, ela pode tanto promover cumplicidade entre pessoas próximas quanto desconfiança em relação a estranhos.

Fonte: Scientific American.

Homens preferem ter “casos” com mulheres de traços mais femininos

Uma análise curiosa, feita por uma dupla de pesquisadores da Escócia, mostrou que homens comprometidos que procuram um “caso” têm preferência por mulheres com traços mais femininos. O objetivo inicial do estudo era investigar se havia uma preferência por certas feições conforme o tipo de relacionamento (breve ou duradouro) procurado.
Entre os 393 participantes (todos homens heterossexuais), 207 relataram que estavam em um relacionamento. No estudo, cada um analisou 10 pares de fotos de mulheres, em que uma foto havia sido modificada para deixar a pessoa com traços mais masculinos e a outra, com traços mais femininos. Os autores pediram que os participantes dissessem qual “versão” de cada par eles achavam mais atraente para um relacionamento curto e para um relacionamento longo. Resultado: na busca por um relacionamento curto (um “caso”, para os participantes comprometidos), as mulheres com traços mais femininos foram as preferidas.
“É interessante notar que esses resultados são comparáveis aos de pesquisas anteriores que indicam a preferência de mulheres por homens com traços mais masculinos na busca por relacionamentos breves”, destaca o pesquisador Anthony Little, da Universidade de Stirling (Escócia). Ele aponta que existe mais de uma possível explicação. “Talvez alguns homens estejam mais inclinados a ter um relacionamento duradouro enquanto tentam ter um caso com outra mulher, mais feminina. Ou, talvez, uma vez que o relacionamento esteja ‘seguro’, o risco de ser descoberto torne o homem mais seletivo [em relação a atratividade]“.
Em outra parte do mesmo estudo, a dupla concluiu que homens que se consideram atraentes tendem a preferir mulheres com traços mais femininos, um fenômeno que, de acordo com Little, ocorre de modo similar em mulheres.

Fonte: ScienceDaily.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

5 dicas científicas para você ser feliz no amor

Durma bem
O sono é fundamental. Numa pesquisa americana, 60 casais tiveram de listar diariamente, durante alguns dias, 5 atitudes legais do parceiro. E também contavam quanto tempo dormiam em cada noite. Numa segunda parte do experimento, eles resolviam juntos alguns desafios de lógica. Quanto mais eles dormiam, mais valorizavam os pontos positivos do parceiro. É que o sono acaba deixando a gente egoísta e sem tempo e paciência para prestar atenção nos carinhos do companheiro.
Seja feminista
Pois é, ter a cabeça aberta faz bem para o relacionamento. Pesquisadores americanos perguntaram a mais de 500 pessoas que namoravam há mais de quatro anos se concordavam com algumas ideias machistas (do tipo “mulheres não deveriam se preocupar com emprego”) e quão felizes estavam com a vida sexual. E os feministas eram de longe os mais felizes: o sexo era melhor e os relacionamentos mais estáveis. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo, mas desconfiam que homens feministas entendam e apoiam mais suas namoradas.
Não veja comédias românticas
Tudo dá certo nos romances do cinema – um mundo todo romântico, cheio de surpresas e declarações de amor. Mas esperar que o mesmo aconteça na vida real é pedir para se dar mal. Foi o que mostrou uma pesquisa americana em que 392 voluntários preencheram um questionário sobre felicidade no relacionamento e sobre comédias românticas, novelas e seriados (quanto acreditavam em frases como “a televisão mostra os relacionamentos como eles realmente são” ou “a tevê me ajuda a entender o que eu posso esperar dos meus relacionamentos”). Quanto mais levavam a sério os romances de mentira, menos satisfeitos estavam com os amores da vida real.
Beba com seu amor
Sim, aproveite para brindar hoje, de preferência com um bom vinho. Pesquisadores americanos avaliaram o comportamento de 69 casais heterossexuais jovens, de uns 20 anos. E eles eram mais felizes quando bebiam juntos – mas não muito, de um a três drinks. Mas que isso a coisa ficava meio perigosa.
Engordem
Dizem que esposas magras são o segredo de casamento feliz. Mas isso não parece assim tão verdadeiro. Outra pesquisa acompanhou 169 casais recém-casados durante quatro anos. A cada seis meses eles perguntavam sobre felicidade e bem-estar e pesavam os pombinhos. Cada vez que se diziam felizes, os casais apareciam mais gordinhos – em média, o índice de massa corporal deles aumentava 0.12 a cada seis meses. Portanto, coma sem medo o jantar delícia de hoje.

Fonte: Superinteressante.

Mídias sociais mudam reação aos desastres

Congresso americano avalia riscos e benefícios de usar mídias sociais durante emergências. Quando o Furacão Katrina devastou a Costa do Golfo dos Estados Unidos em 2005, o Facebook era uma novidade. Não havia Twitter para atualizar notícias, e o iPhone ainda não estava em cena.
Quando o Furacão Sandy castigou a costa leste no ano passado, as mídias sociais haviam se tornado parte da resposta a desastres, preenchendo o vazio em áreas onde o serviço de telefonia celular foi perdido enquanto milhões de americanos contavam com Twitter e Facebook, para se manter informados, localizar entes queridos, notficar autoridades e expressar apoio.
Acabaram-se os dias da comunicação de via única, em que apenas fontes oficiais fornecem boletins ou notícias sobre desastres.
Agora pesquisadores começaram a publicar dados sobre o uso de mídias sociais em desastres, e legisladores e especialistas em segurança começaram a avaliar como a administração de emergências pode se adaptar da melhor maneira psosível.
“A convergência de redes sociais e de aparelhos móveis jogou o antigo manual de respostas [a desastres] pela janela”, declarou Michael Beckerman, presidente e CEO da Internet Association, ao Subcomitê Interno de Prevenção, Resposta e Comunicações de Emergência em 4 de junho.
O novo manual não eliminará o sistema de transmissão de emergência e outros esforços governamentais. Ao contrário, ele incorporará novos dados de pesquisadores, agências federais e sem fins lucrativos que começaram a revelar o alcance exato de mídias sociais em desastres.
A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, em inglês) escreveu em seu relatório de Prevenção Nacional de 2013, na semana passada, que durante e imediatamente após o Furacão Sandy, “usuários enviaram mais de 20 milhões de posts de Twitter (ou ‘tweets’) relacionados ao desastre, apesar da perda de serviço celular durante o pico da tempestade”.
A maior empresa utilitária de Nova Jersey, a PSE&G, declarou durante a audiência do subcomitê que havia designado funcionários para seus feeds de Twitter durante o Sandy e para enviar notícias sobre as localizações diárias de suas tendas e geradores gigantes. “Em um momento durante a tempestade nós enviamos tantos tweets para alertar nossos clientes que excedemos o número de tweets permitidos por dia”, contou Jorge Cadenas, vice-presidente de administração de ativos e serviços centralizados da PSE&G ao subcomitê.
Após as explosões da Maratona de Boston, relata-se que um quarto dos americanos procurou o Facebook, Twitter e outros sites de redes sociais em busca de informações, de acordo com o Centro de Pesquisa Pew.
Os sites também formaram uma parte fundamental do ciclo de informações: quando o Departamento de Polícia de Boston postou seu último tweet  sobre a caçada humana, “CAPTURADO!!!”, mais de 140 mil pessoas o retuítaram.
Por meio de um simples Google Document, membros da comunidade ofereceram alojamento, comida ou um banho quente a estranhos quando estradas e hoteis foram fechados. O Google também adaptou o seu Person Finder (Localizador de Pessoas) para uso em desastres naturais.
Cada desastre cria sua própria rede complexa de troca rápida de informações. Isso é uma coisa boa, explica Mark Keim, diretor associado de ciências do Escritório de Emergências Ambientais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Isso pode tanto melhorar a resposta a desastres quanto permitir que populações afetadas tomem o controle de sua situação, além de se sentirem habilitadas.
Produzir uma estratégia eficaz usando mídias sociais e adequá-la a uma emergência, porém, é uma parte crucial do planejamento de prevenção, explica a socióloga de desastres Jeannnette Sutton, pesquisadora sênior da University of Colorado em Colorado Springs, que estuda mídias sociais em crises e desastres.
Para o incidente da Maratona de Boston, ela não encontrou hashtag consistente no Twitter, o que pode tornar difícil rastrear informações relevantes. Mesmo procurar a palavra “Boston” pode ser inadequado, explica ela, porque isso levaria a assuntos sem relação [com o incidente], como o turismo, ou fracassaria em encontrar tweets que não incluem a palavra Boston.
De acordo com ela, como parte da prevenção de desastres, seria útil ensinar ao público como usar mídias sociais de maneira eficaz, como obter informações da Web e também como publicar informações úteis. “Os tweets fluem tão rapidamente que é como uma mangueira de incêndio quando você está tentando extrair informações que são relevantes”.
Toda a rápida informação disponível em mídias sociais oferece riscos inerentes durante situações de emergência. Uma é a rápida disseminação de informações erradas – como foi o caso após as explosões de Boston com a identificação de um homem desaparecido como possível suspeito.
Apesar de erros frequentemente serem corrigidos através do ‘efeito Wikipedia’, em que usuários corrigem os erros uns dos outros, Sutton aponta que informações falsas podem se tornar virais rapidamente. O Rumor Control, mantido pela FEMA, tenta cortar a desinformação pela raiz, mas em geral não há divisões claras sobre quem tem responsabilidade de policiar as informações de mídias sociais ou como – ou mesmo se – isso poderia funcionar.
Outro risco fundamental é o de golpistas usando mídias sociais para roubar dinheiro.
Enquanto a Cruz Vermelha dos Estados Unidos provou que novas tecnologias podem levantar dinheiro de maneira eficaz para assistência humanitária, gerando mais de US$5 milhões em doações por mensagem de texto nas 48 horas após o terremoto do Haiti em 2010, o FBI alertou que mídias sociais também podem ser uma plataforma lucrativa para criminosos que surgem após a tragédia.
Após o tiroteio na escola de Newtown, em Connecticut, por exemplo, o FBI prendeu uma mulher que alegava ser parente de uma vítima morta e solicitou dinheiro através do Facebook e de outras fontes.
Frequentemente aponta-se o terremoto do Haiti como sendo o divisor de águas que mudou como as mídias sociais são usadas em desastres.
Esses recursos evoluíam de maneira independente até 2010, mas o tamanho e apelo emocional inerente daquele desastre criou o ambiente adequado para que elas florescessem, explica Keim, do CDC.
“Eu acredito que o que estamos vendo agora é o começo de uma era em que é muito difícil prever qual será o próximo desastre”, observa ele. “Essas coisas são espontâneas e preenchem necessidades únicas da mesma maneira que você não poderia prever qual aplicativo você pode precisar ou querer em seu celular no ano que vem”.

Fonte: Scientific American.

Técnica de visualização atenua sintomas da fibromialgia

Método desenvolvido em universidade americana produziu melhora no desconforto físico de pacientes. A fibromialgia consiste na dor crônica e intensa em vários pontos do corpo, localizados principalmente no pescoço e nas costas. A síndrome atinge cerca de 2,5% da população mundial, a maioria mulheres. Por não ter causas orgânicas definidas, como lesões teciduais, e ter diagnóstico baseado apenas nos sintomas clínicos, ela é desconhecida até mesmo por medicos e psicólogos, o que causa ainda mais sofrimento aos pacientes, que demoram a descobrir qual é o problema e a receber tratamento adequado, geralmente baseado em antidepressivos, pois esses medicamentos estimulam a liberação de neurotransmissores relacionados à inibição da dor. Agora, um estudo da Escola de Enfermagem da Universidade Virginia Commonwealth sugere que a imaginação guiada, técnica que consiste no relaxamento e direcionamento do pensamento, ajuda a reduzir a percepção de dor.
Durante 10 semanas, 70 mulheres diagnosticadas com a síndrome ouviram diariamente gravações que as induziam a visualizar cenas agradáveis e a sentir bemestar. Os  pesquisadores não identificaram alterações significativas em marcadores biológicos relacionados a processos inflamatórios. No entanto, em média, as voluntaries relataram alguma melhora do desconforto físico e da disposição geral.

Fonte: Scientific American.

Vegetarianos vivem mais do que quem come carne?

Pesquisadores da Califórnia (EUA) analisaram as dietas de 73 mil frequentadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o chamado Estudo da Saúde Adventista, e descobriram que aqueles que não consomem carne têm um risco de morte 12% menor em comparação aos outros.
“Certas dietas vegetarianas estão associadas a reduções em todas as causas da [morte], bem como algumas causas específicas, incluindo doença cardíaca, doença renal, mortes relacionadas ao sistema endócrino e morte relacionada a outras doenças, como diabetes”, disse o pesquisador Dr. Michael Orlich, especialista em medicina preventiva na Universidade de Loma Linda, em Loma Linda, Califórnia.
A grande questão que fica é por quê. Infelizmente, o estudo não foi desenhado para responder isso. Orlich observou: “Reduções de carne na dieta vegetariana podem ser parte da razão, mas também pode ser devido a maior quantidade de alimentos de origem vegetal”. Por fim, também é possível que os vegetarianos levem vidas mais saudáveis no geral.
Para o estudo, os pesquisadores usaram um questionário para avaliar os padrões alimentares e escolheram homens e mulheres que aderiram a uma das cinco dietas: não vegetarianos, semi-vegetarianos (comem carne ou peixe não mais do que uma vez por semana); pesco- vegetarianos (consome frutos do mar); ovo-lacto-vegetarianos (inclui produtos lácteos e ovos) e vegans, que não comem qualquer produto de origem animal.
Durante o tempo do estudo, que durou mais de cinco anos, 2.570 pessoas morreram. Os vegetarianos eram cerca de 12% do grupo com menor probabilidade de morrer de qualquer causa do que os consumidores de carne. E a vantagem de sobrevivência parecia ser mais forte nos homens do que nas mulheres.
Além disso, os pesquisadores notaram que os vegetarianos tendem a ser mais velhos (com uma expectativa de vida maior) e mais educados, a realizar mais atividade física e menos propensos a beber álcool ou fumar do que os carnívoros.
O estudo também não identificou qual o tipo de dieta vegetariana fornece o maior benefício de sobrevivência, porque foram comparadas apenas com dietas não vegetarianas, e não umas com as outras.
A equipe de pesquisadores agora planeja examinar os padrões de consumo de alimentos observados em cada dieta vegetariana. “Queremos ver o que eles comem mais ou menos, e, em seguida, investigar o efeito sobre a mortalidade ou associada a alimentos específicos, que representam a maior parte desta associação aparente. É a falta de carne a grande questão, ou é a quantidade de alimentos de origem vegetal a responsável?”, disse Orlich.
A nutricionista Nancy Copperman disse que a fibra em dietas vegetarianas pode ser o que está conduzindo a este traço de maior sobrevivência. “Não são apenas frutas e legumes, mas todos os tipos de fibras [incluindo grãos integrais] que parecem realmente reduzir os riscos à saúde”, disse ela. “O novo estudo empurra a literatura que estamos construindo sobre o impacto que os grãos integrais, frutas e vegetais pode ter sobre a saúde”.
Já Rebecca Solomon, nutricionista no Mount Sinai Medical Center, em Nova York (EUA), observou que as dietas à base de plantas podem ser benéficas apenas se forem feitas com atenção e dedicação. “Você precisa ter certeza de que tem um bom equilíbrio de nutrientes, apesar da omissão de alguns ou de todos os produtos de origem animal”, acrescentou.
O que ocorre, segundo ela, é que alguns vegetarianos podem exagerar nos carboidratos e gorduras, o que pode levar ao ganho de peso e problemas de saúde associados. “Meu conselho geral é que você não precisa ser um vegetariano para melhorar sua saúde e expectativa de vida. Comer proteínas magras, como aves e peixes, e seguir alguns dos princípios da dieta mediterrânea, que inclui quantidades generosas de legumes, frutas e cereais integrais, sem carne vermelha pode ser muito benéfico”, explica.
Para uma vegan obstinada como Stephanie Prather, 45, no entanto, a notícia pode vir sem nenhuma surpresa. Ela não come nenhum produto animal há mais de dois anos, e chegou a mudar de carreira no meio do caminho para se tornar um chef de pastelaria vegana. Não só ela se sentiu melhor, como perdeu cerca de 20 quilos desde que excluiu todos os produtos de origem animal de sua dieta.
A recente pesquisa segue um outro estudo britânico divulgado em janeiro, o qual mostrou que os vegetarianos tinham cerca de um terço menos risco de hospitalização ou morte por doença cardiovascular do que as pessoas que consumem carne regularmente.
O estudo incluiu 45 mil pessoas da Inglaterra e da Escócia, sendo um terço vegetarianos. Segundo os resultados, estes tinham uma chance 32% menor de serem hospitalizados ou morrerem de doença cardíaca. Eles também apresentavam menor pressão arterial e níveis de colesterol mais baixo do que os não vegetarianos.

Fonte: WebMD.

4 dicas para identificar um mentiroso online

Identificar um mentiroso pessoalmente já não é a coisa mais simples do mundo. Descobrir quando estão mentindo pela internet, então, pode parecer impossível. Mas existem algumas técnicas que podem ajudar. Os professores de Comunicação da Universidade de Wisconsin-Madison e da Universidade Cornell fizeram um estudo para entender melhor a linguagem de 80 mentirosos na internet e chegaram a quatro características que podem denunciar um mentiroso online.
O estudo foi feito com base em perfis de sites de namoro, que estão sendo se tornando cada vez mais populares pelo mundo (não está fácil pra ninguém). Mas o resultado pode ajudar a identificar mentiras nos perfis de redes sociais como o Facebook também. Os pesquisadores entrevistaram pessoalmente 80 usuários desses sites, que classificaram a exatidão das autodescrições que eles fizeram em seu perfil. Também foi feita uma comparação da descrição que eles fizeram de seus atributos físicos (altura, peso etc.) com as medições reais colhidas em laboratório. Por fim, também foi analisado o quanto as fotos que eles haviam escolhido para colocar no site correspondiam à aparência verdadeira da pessoa.

Juntando todos esses dados, os pesquisadores usaram um programa de computador para comparar as palavras usadas nas descrições dos participantes e as informações reais e chegar a algo como o índice de mentira de cada pessoa. Assim, eles conseguiram chegar a quatro aspectos que podem ajudar caso queiramos descobrir quão sincera é uma pessoa na internet:
1. Mentirosos falam pouco
Quanto menos falarem sobre si mesmos, menos chances eles têm de serem flagrados. Preste atenção na quantidade de informações que a pessoa dá sobre si. Um perfil rico em descrições tem mais chances de ser verdadeiro, já que mostra que o seu dono não tem grandes temores de ser desmascarado. Além disso, os mentirosos tendem a evitar os temas sobre os quais mentiram em seus perfis. Se não falaram a verdade sobre seu peso, provavelmente vão evitar conversas relacionadas a alimentos. Se usaram fotos enganosas, eles vão escrever mais sobre o trabalho e outras realizações para desviar a atenção de sua aparência.
2. Stalkear um pouco é importante
Veja se o que a pessoa diz é consistente. Não se contente em dar uma lida rápida no que ela escreveu sobre si mesma. Procure evidências do que ela afirmou em outras partes do seu perfil para ver se as coisas se encaixam direitinho. Se estiver realmente interessado na pessoa, vale até dar um Google no seu nome.
3. Mentirosos evitam expressar emoções negativas
Quem mente procura passar uma imagem 100% positiva. Assim, eles evitam ao máximo falar sobre coisas que evidenciem defeitos ou emoções negativas. Por isso, desconfie. Se a coisa parece ser boa demais para ser verdade, é provavelmente isso mesmo: ela não é real.
4. Mentirosos usam muito o pronome “nós”
Esse é um truque que o mentiroso usa para envolver a outra pessoa e fazer com que ela se sinta emocionalmente mais próxima dele. Ele deixa de usar o pronome “eu” e usa sempre “nós” para criar a ilusão de uma parceria precoce. Os dois mal se conhecem, mas já viraram, virtualmente, um casal.
Fonte: Psychology Today

Por que os bancos abrem tarde e fecham cedo?

Os horários restritos do atendimento bancário se devem, segundo o Banco Central e a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), às outras atividades que as agências precisam realizar sem a presença de clientes. No Brasil, a lei diz que, em condições normais, os bancos devem abrir ao público das 10h às 16h (nas capitais) ou das 11h às 16h (em outras cidades), de segunda a sexta-feira. Em situações extraordinárias – como na crise energética de 2001 e 2002 –, o horário bancário pode ficar mais apertado ainda. Aí, as agências atendem entre 12h e 15h. Os bancários geralmente chegam uma hora antes de as portas abrirem e ficam até duas horas após o fechamento. Ou seja, uma jornada de sete a oito horas.
Os representantes dos bancários têm outra versão para explicar esses horários. De acordo com o sindicato da categoria em São Paulo, eles ocorrem porque há poucos funcionários. “Na última década, a categoria caiu de 800 mil para 400 mil trabalhadores, empurrando os clientes para o atendimento automático”, afirma a assessoria de imprensa do órgão. Os sindicalistas reivindicam a abertura das 9h às 17h, como ocorre na Inglaterra. Lá, o processo automatizado permite aos funcionários chegar 15 minutos antes de o banco abrir e ficar meia hora a mais quando fecha. Já na França, todos os bancos param entre 12h e 13h30 para o almoço. E em Israel abrem até de domingo, mas fecham às 12h às sextas-feiras e em véspera de feriados.
O cliente não é tudo
Bancários têm outras atividades fora do horário de atendimento
DAS 9h ÀS 10h
1. Caixas e tesoureiros contam e separam o dinheiro; abastecem seus caixas e os caixas de atendimento eletrônico. Caixas checam a correspondência e dão procedimento aos pagamentos e devoluções. Gerentes compensam cheques
2. Gerentes e caixas auxiliam ainda os carros-fortes a tirar e colocar o dinheiro nos cofres
DAS 10h ÀS 16h
1. Gerentes cuidam das contas e outros assuntos que não podem ser resolvidos nos caixas (contratos, empréstimos, investimentos etc.)
2. Caixas atendem o público e registram todas as transações em seus computadores
DAS 16h ÀS 18h
1. Gerentes efetuam abertura e encerramento de contas, venda de produtos via telefone, finalização de contrato, investimentos e outros assuntos de relacionamento com clientes

2. Caixas fazem a contabilidade de seus postos, pagam DOCs, devolvem cheques, trabalham nos malotes deixados por empresas, efetuam os depósitos vindos de caixas automáticos e preparam as correspondências para enviar no fim do expediente.