quinta-feira, 30 de maio de 2013

Você pode melhorar de uma doença apenas com a força da vontade: mito ou realidade?

Nesse caso, o pressuposto é de que a mente e o corpo são separados, uma postura filosófica conhecida como dualismo. Em contraste, o ponto de vista científico é de que a mente é controlada pelo cérebro. Todos os dados da neurociência apontam para este caminho. Os pensamentos podem ser controlados conscientemente e, portanto, podem influenciar o que acontecem no corpo.
A dúvida é se, de alguma forma, isso é suficiente para ter uma influência significativa sobre qualquer processo de doença.
É importante notar que não estamos falando de qualidade de vida, mas em saber se o curso real de uma doença pode ser alterado pelo esforço puramente mental.
É senso comum (e apoiado por diversos estudos positivos) que a qualidade de vida das pessoas doentes pode ser melhorada quando se tem uma perspectiva positiva. O consenso é que pessoas otimistas são mais propensas a buscar maneiras mais engenhosas para obter o melhor resultado possível de um tratamento. No entanto, curiosamente, o pessimismo pode ser mais preditivo de um resultado ruim do que o otimismo de um bom.
Pensamento positivo pode deixar as pessoas efetivamente melhores?
É difícil saber se o pensamento positivo pode de fato mudar o curso de uma doença, porque não existem estudos com grupos de controle para avaliarmos – nos que foram feitos até hoje, os pesquisadores geralmente apenas traçaram dados para uma correlação. Se links são encontrados, o que nem sempre é o caso, um comunicado de imprensa é emitido e todos ficam maravilhados com quão incrível a conexão mente-corpo é.
Mas, mesmo se uma pesquisa encontra uma correlação robusta e reproduzível, não pode se dizer automaticamente que essa ligação é causal. Isto é especialmente verdadeiro se o estudo não foi especificamente criado para mostrar o link exato que está sendo divulgado, com todos os preconceitos e as distrações potenciais removidos.
De fato, não custa nada ser positivo. Mas não existem estudos que foram criados para analisar o efeito de tornar-se mais otimista, ou a mudança do pessimismo para o otimismo sobre a doença de uma pessoa.
Mais: ignorar os problemas e ser muito positivo pode ser um problema para quem sofre com alguma condição. Segundo o pesquisador norte-americano James Coyne, impor uma expectativa cultural de positividade deixa muitos pacientes com câncer com medo de reduzirem suas chances de sobrevivência cada vez que estiverem deprimidos ou com raiva sobre a sua doença, o que pode ser um grande fardo para eles.
Pacientes com câncer devem ter certeza de que sua doença não foi causada por fatores emocionais ou de personalidade. Se há pouca evidência de que apenas ser uma pessoa otimista é bom para sua saúde, há ainda menos evidências de que forçar-se a usar o pensamento positivo pode bater sua doença.
Intervenções psicológicas positivas só têm realmente sido estudadas em doenças mentais, como depressão. Já se você for confrontado com uma doença grave, é provável que você tenha uma melhor qualidade de vida se tiver bons apoios sociais e evitar ceder ao pessimismo por completo.
Ninguém pode dizer a fórmula perfeita para lidar com o impacto de um diagnóstico sério. Mas também não é preciso que o paciente sinta que deve estar completamente positivo 100% do tempo, porque não só é muito difícil que isso aconteça, como também não é saudável.

Fonte: MedicalXpress.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bebês no útero podem sonhar?


Isso é um mistério para a ciência, pois mesmo sabendo que após os 7 meses dentro do útero, em desenvolvimento, o bebê passa a maior parte do tempo dormindo, mas os pesquisadores teriam de fazer um intra-uterino para se ter exata certeza sobre o que seria impossível, no caso, analisar a atividade cerebral.
Um time de neurocientistas da Friedrich Schiller University (Alemanha), afirmam ter descoberto que fetos de ovelhas podem entrar em um estado muito similar ao que ficamos quando sonhamos.
É sabido que o cérebro oscila entre o ciclo REM (no qual o cérebro ainda está parcialmente consciente) e o ciclo não-REM (no qual o cérebro já está com os sistemas praticamente desligados e o cérebro descansa) baseado no movimentos dos olhos dos bebês.
Karin Schwab, que conduziu as pesquisas, estudou fetos de ovelha (em teoria, similares aos fetos humanos na maneira de desenvolvimento). Ela descobriu que os ciclos de sono desses fetos duram entre 5 a 10 minutos e ficam oscilando constantemente.
Fonte: Sciencetific Blogging

10 ditadores loucos


HUGO CHÁVEZ
Presidente da Venezuela, Hugo Chávez é famoso por suas críticas aos Estados Unidos. Chamou George Bush de “diabo” e garantiu que o terremoto do Haiti foi causado pelos americanos. De acordo com ele. Chávez, Israel está fazendo a mesma coisa que Adolph Hitler fez com os judeus e os EUA são como o Conde Drácula, sempre em busca de sangue e combustível.





BENITO MUSSOLINI
Aliado de Adolph Hitler na segunda guerra mundial, Benito Mussolini foi um ditador terrível. Era chamado de “ll Duce”, (“O Líder, O Condutor”). O prédio de onde ele governava era uma gigantesca estrutura com uma enorme foto sua. Em seu delírio, ele afirmava que faria com que a Itália tivesse novamente a grandeza do Império Romano. Acabou sendo enforcado por rebeldes que o capturaram, juntamente com sua mulher, e passaram a declarar guerra à Alemanha nazista, em 1945.





FERDINAND MARCOS
Ferdinand Marcos foi ditador das Filipinas. Sua esposa, Imelda Marcos, tornou-se famosa por possuir cerca de 3 mil pares de sapatos. Tanto dinheiro era evidentemente roubado do país. Marcos começou como um político democrático, mas logo virou ditador. Foi finalmente derrubado e fugiu para o Havaí, levando 24 barras de ouro. É conhecido como um dos políticos mais corruptos que já existiram, tendo desviado milhões de reais dos cofres públicos do seu país.




ENVER HOXHA
Eis os títulos que Enver Hoxha, ditador da Albânia, deu a si mesmo: camarada, presidente, primeiro ministro, ministro dos negócios estrangeiros, ministro de guerra, comandante do exército popular e outros. Na sua loucura, ele proibiu as barbas, as máquinas de escrever e as TVs em cores. Construiu 750 mil bunkers (construções fechadas e fortificadas) em um pequeno país de 3 milhões de pessoas, com medo de uma invasão por parte da Iugoslávia. Cada bunker era bastante para manter apenas uma pessoa. Hoxha tinha uma forte relação pessoal e grande admiração por outro ditador louco: Joseph Stalin.



NE WIN
Ne Win foi ditador da Birmânia. Como era muito supersticioso, mudou as moedas do país para 15, 30, 45, e 90 – porque eram seus números de sorte. A Birmânia perdeu as suas economias, porque Ne Win acreditava que viveria 90 anos se fizesse isso. Seu delírio fez com que ele mudasse as estradas do país da antiga forma esquerda para a direita, porque estava preocupado com o seu regime comunista se inclinando demais para a esquerda. Dizem que ele tomava banho com sangue de golfinho.



SADDAM HUSSEIN
Saddam Hussein dizia que era a reencarnação do rei babilônico Nabucodonosor. A foto dele estava por toda parte no Iraque: podia ser vista em escritórios, escolas, aeroportos, lojas e até na moeda iraquiana. Ele escreveu um livro, chamado “Zabibah e o Rei”. Na história, ele se apaixona por Zabibah, que representava o povo do Iraque. O marido de Zabibah, que representava os Estados Unidos, estuprava a jovem. Os outros inimigos eram: Hezkel (Israel), Shamil (judeus), e Nuri Chalabi – que representava Ahmed Chalabi, um inimigo pessoal dele.





KIM IL-SUNG
Ele e seu filho Kim Jong-Il eram completamente loucos. Jong obrigou todo mundo, na Coreia do Norte, a usar um crachá com o nome dele. Disse que tinha o poder de transformar areia. Não satisfeito, construiu 30 mil monumentos dele mesmo. O pai estabeleceu o Juche, ou “auto-suficiência”, regime que acabou com as viagens e o intercâmbio cultural entre a Coreia do Norte e o ocidente.




TEODORO OBIANG NGUEMA
O cruel, corrupto e ambicioso Teodoro Nguema depôs o tio, no dia 3 de Agosto de 1979, num golpe de estado sangrento assumindo a presidência, em outubro de 1979. Uma nova Constituição foi promulgada, em 1982, permitindo Teodoro ser eleito para um mandato de sete anos. Foi reeleito em 1989, 1996 e 2002 em eleições consideradas fraudulentas pelos observadores internacionais. Em 2003, Teodoro assumiu o controle total sobre o tesouro nacional e depositou mais de metade de um bilhão de dólares em contas controladas por ele e sua família no Banco Riggs em Washington. Enquanto isso o país, rico em petróleo, convive com o drama de tolerar que 20% de suas crianças morram antes de completar 5 anos, e que a expectativa de vida de seus concidadãos não chegue aos 44 anos. Dizem que ele era canibal e comia os testículos dos adversários políticos para aumentar seu poder. Em 2011 foi eleito pela revista Forbes como o oitavo mandatário mais rico do planeta, com uma fortuna avaliada em cerca de 600 milhões de dólares apesar de comandar um dos países mais pobres do mundo.

GNASSINGBE EYADEMA
Gnassingbe Eyadema afirmava que era um super-herói. Criou até uma história em quadrinhos, estrelada por ele mesmo. Todas as lojas do Togo tinham sua foto e relógios de pulso de 30 reais com a sua imagem, que aparecia a cada 15 segundos. Morreu em 2005 e foi sucedido pelo filho.








 JEAN-BEDEL BOKASSA
Foi ditador da República Centro-Africana. Tinha 17 esposas e 50 filhos. Apesar disso, proibiu a poligamia no país. Em 1979, crianças protestaram depois de terem sido forçadas a comprar uniformes escolares caríssimos numa fábrica de uma das mulheres dele. Por vingança, ele prendeu 180 crianças e as visitava diariamente para agredi-las. Ele realmente tinha algo contra crianças, tanto que esmagou o crânio de cinco filhos com uma bengala. Dizem que ele também teria comido bebês.
Fonte: Vocesabia.

Quais as línguas mais difíceis de aprender?


Aprender uma nova língua não é fácil, mas por que algumas são mais difíceis que outras? Dois motivos. Primeiro, a distância entre elas na árvore genealógica dos idiomas. Quanto mais próxima, mais fácil de aprender. Outros critérios contam, como alfabeto e pronúncia. Mas o segundo motivo é motivação, segundo linguistas e professores. Ela faz a diferença.

Legenda
FAMÍLIA LATINA - Línguas que se originaram da mistura do latim com dialetos populares da Europa e se modificaram ao longo do tempo.

OUTRAS FAMÍLIAS
ALFABETO LATINO - Pode ganhar caracteres para representar sons que não existem nas línguas latinas. Mas a base continua a mesma.
OUTROS ALFABETOS
LÍNGUA TONAL - Tem palavras que mudam completamente o significado, dependendo da entonação que se usa para pronunciar.
NÚMERO DE NATIVOS - Pessoas que têm esse idioma como língua materna.


Fácil
Idiomas com mesma origem têm mais semelhanças. As línguas latinas são como primas que cresceram juntas, mas se afastaram. Francês é mais difícil que espanhol e italiano porque teve influência germânica (exemplo: chic vem do alemão schick). E o inglês é a amiga que se enturmou: somos mais suscetíveis a aprender a língua que está em todo lugar.

Espanhol
Número de nativos - 390 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Italiano
Número de nativos - 80 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Francês
Número de nativos - 220 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Romeno
Aprender a língua do Conde Drácula não é assim tão difícil. Existem aproximadamente 500 palavras semelhantes ou até iguais entre romeno e português. Um exemplo é "superior", que se escreve e pronuncia da mesma forma.
Número de nativos - 24 milhões
Família latina
Alfabeto latino

Inglês
Número de nativos - 400 milhões
Outras famílias - Germânica
Alfabeto latino

Médio
Aqui entram idiomas de famílias diferentes, mas quase sempre com o mesmo alfabeto: o latino, o mais usado no mundo. Mesmo línguas de outras famílias ficam mais próximas quando usam o mesmo alfabeto de base. Neste caldeirão de letras latinas, está a maioria dos idiomas da Europa.

Alemão
Número de nativos - 100 milhões
Outras famílias - Germânica
Alfabeto latino

Islandês
Número de nativos - 320 mil
Outras famílias - Germânica
Alfabeto latino

Polonês
Número de nativos - 42,7 milhões
Outras famílias - Eslava
Alfabeto latino

Finlandês
É uma das raras línguas ocidentais que não deriva do tronco indo-europeu, mas do urálico (junto com o húngaro e o estoniano). A diferença aparece principalmente na pronúncia, cheia de vogais. Às vezes lembra o japonês.
Número de nativos - 7 milhões
Outras famílias - Fino-permiana
Alfabeto latino

Turco
Número de nativos - 73 milhões
Outras famílias - Turcomana
Alfabeto latino

Grego
Inspirou o latim, origem da língua portuguesa. É, digamos assim, um tio-avô. Então, mesmo com um alfabeto diferente, a expressão "tô falando grego" deveria brincar com outra língua, pois o grego está longe de ser o idioma mais difícil do mundo.
Número de nativos - 13 milhões
Outras famílias - Helênica
Outros alfabetos - Grego


Difícil
O aprendizado de uma língua passa pela escrita. Aqui nos deparamos com letras, ideogramas e sinais que nos são estranhos. E muitas dessas línguas são tonais, o que dificulta. A palavra vietnamita khao, por exemplo, pode significar "ele", "ela" ou "branco", dependendo do tempo levado para falar as vogais.

Vietnamita
Número de nativos - 73 milhões
Outras famílias - Mon-khmer
Alfabeto Latino
Língua tonal

Russo
Número de nativos - 164 milhões
Outras famílias - Eslava
Outros alfabetos - Cirílico

Tailandês
Número de nativos - 60 milhões
Outras famílias - Kradai
Outros alfabetos - khmer
Língua tonal

Mandarim
Número de nativos - 885 milhões
Outras famílias - Sino-tibetana
Outros alfabetos - Logograma
Língua tonal

Japonês
Assim como no mandarim, aprendizes de japonês precisam memorizar milhares de ideogramas. São dois sistemas silabários e cinco de escrita. Haja coração (e memória) para encarar essa língua.
Número de nativos - 127 milhões
Outras famílias - Japônica
Outros alfabetos - Logograma
Língua tonal

Coreano
Número de nativos - 71 milhões
Outras famílias - Língua isolada
Outros alfabetos - Hangul
Língua tonal

Árabe
O árabe é tão difícil de aprender a ler que o lado direito do cérebro (responsável por dar uma leitura geral das letras) fica sobrecarregado e simplesmente desliga, deixando o lado esquerdo se virar sozinho.
Número de nativos - 206 milhões
Outras famílias - Semítica
Outros alfabetos - Árabe

Quase impossível
O sistema vocal complexo de alguns idiomas exóticos torna a tarefa de aprendê-los quase impossível. O que vai fazer diferença, daqui para a frente, é a determinação e a força no gogó. Há registros de africanos que desenvolveram caroços na laringe por causa do !Xóõ.

Tuyuca
Só consoantes simples, poucas vogais nasais e um amplo vocabulário. Calma que piora: para os indígenas da Amazônia que dominam a língua, a única forma de afirmar algo é terminando a frase com um verbo (Yoda tuyuca fala?).
Número de nativos - menos de mil
Outras famílias - Tukano oriental
Fonte: Superinteressante.

Como sentir-se menos solitário(a)


Quando você está passando por um mau momento, você se sente sozinho? Saber que outras pessoas estão passando pela mesma coisa faria você se sentir melhor? Desabafar poderia te aliviar?
Segundo o psicólogo social e professor da Universidade Stanford (EUA) Gregory Walton, criador da “intervenção do pertencer”, sim. Saber que você não está sozinho e que outros passam pela mesma coisa tem o poder de fazer as pessoas acreditarem no melhor.
Essa técnica tem o objetivo de transformar os eventos negativos na vida de uma pessoa ao transformar a “culpa” que ela acha que tem (de que o problema é culpa dela, ou só acontece com ela) em um sentimento de pertencimento (de que ela faz parte de um grupo de pessoas que passou pelo mesmo problema e o superou).
Desde 2007, pesquisadores estudam a eficácia da “intervenção do pertencer” nas pessoas. Os cientistas explicam que a vontade de pertencer a um grupo social é um desejo inerente ao ser humano, primordial, fundamental para a nossa sensação de felicidade e bem-estar.
Como teorizou o sociólogo Max Weber, a sensação de “pertencimento” significa que precisamos sentir que “pertencemos” a tal lugar, e ao mesmo tempo sentir que esse tal lugar nos pertence, pois só assim acreditamos que podemos interferir e, mais do que tudo, que vale a pena interferir na rotina e nos rumos desse tal lugar. O que isso significa?
Que nós não queremos ficar sozinhos. Que temos mais vontade de viver e fazer algo na vida quando “pertencemos”.
Ter o sentimento de que “pertencemos” a algo (compartilhamos interesses e aspirações com outras pessoas) é uma grande alavanca psicológica que nos torna mais motivados.
O contrário também é válido: pessoas que se sentem sozinhas podem ser totalmente desestimuladas. Estudos indicam a solidão afeta até mesmo o desempenho em testes. A falta de companhia humana pode tão fazer mal a uma pessoa, que não afeta apenas a saúde mental, mas a física.
Por exemplo, sentir-se isolado e desconectado das pessoas ao seu redor pode impedir que você tenha uma boa noite de sono. Também, pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) descobriram que existe uma relação direta e biológica entre a solidão e a queda da qualidade nos indicadores de saúde, aumentando risco de morte. Outro estudo indicou que a solidão é mais perigosa para a saúde do que estar acima do peso ou fumar.
Você é mais do que apenas uma pessoa no mundo
E como a intervenção do pertencer funciona? Basicamente incentivando as pessoas a contarem suas histórias.
“Ao colocar essas experiências em uma ‘caixa’, com um começo, um meio e um fim, o significado da experiência negativa é limitado, e as pessoas entendem que quando coisas ruins acontecem, não é só com elas, elas não estão sozinhas, e que é algo que passa”, explica Rajita Sinha, chefe do Centro de Estresse da Universidade Yale (EUA).
Em dois estudos, Gregory Walton e outros pesquisadores apresentaram estatísticas, citações e histórias de pessoas com experiências similares (das dificuldades que tiveram no começo, mas acabaram superando) aos participantes da pesquisa, que tiveram que usar essas informações para escrever sobre suas próprias dificuldades e como elas poderiam melhorar.
Como esses estudos foram feitos em um ambiente universitário, os participantes acreditavam que estavam lendo histórias de seus veteranos, e que escreveriam para os próximos calouros, um público com quem eles podiam se relacionar e se preocupar.
A ideia era de que eles se envolvessem com o material e o usassem para refletir sobre suas próprias experiências, finalmente chegando à conclusão de que não importa o quão ruim elas sejam, eles não estão sozinhos.
A intervenção foi de apenas 45 minutos, mas os resultados foram significativos e duradouros: aumentou a felicidade dos indivíduos, melhorou sua saúde e reduziu a ativação cognitiva de estereótipos negativos durante vários anos após a intervenção inicial. Também impediu que as pessoas tomassem as adversidades diárias pessoalmente, interpretando as como um sentimento de “não pertencer” (“é minha culpa e só acontece comigo”).
A pesquisa teve um efeito particularmente dramático no desempenho dos alunos, especialmente estudantes de minorias, e mulheres em cursos esmagadoramente dominados por homens. A disparidade de desempenho acadêmico entre eles diminuiu.
As minorias podem se sentir tradicionalmente marginalizadas e menos valorizadas, o que pode levar a uma sensação de não pertencer. A intervenção fez com que eles melhorassem sua autoestima, e em consequência, seu desempenho acadêmico.
Um dos estudos envolveu calouros afro-americanos e brancos em uma universidade predominantemente branca. Os estudantes minoritários, depois da intervenção, constantemente melhoraram suas notas até o fim do último ano.
O segundo estudo envolveu mulheres em um ambiente de engenharia predominantemente masculino. A intervenção aumentou a capacidade das mulheres de lidar com estressores diários, e elas desenvolveram uma melhor autoestima e mais amizades com seus colegas do sexo masculino.
Então, como se sentir menos solitário? É só parar de pensar nas suas experiências apenas “do lado de dentro”. A gente costuma “guardar” para gente as coisas ruins, e não sabemos que muitos estão passando pela mesma situação.
É nessas horas que vale a pena pegar um papel e uma caneta e “por isso para fora”, refletir. Ao contar sua história, você vai entender que existem muitos outros por aí com o mesmo problema. Você não está sozinho.
Fonte: Hypescience.

Sondas da NASA captam a Terra “cantando”


A Terra sabe cantar. Ou quase isso. Os dois satélites Radiation Belt Storm Probe (RBSP) da NASA, lançados no dia 30 de agosto deste ano, conseguiram captar e gravar ondas de rádio audíveis emitidas pela magnetosfera da Terra. São silvos e assobios que formam o que os cientistas chamam de “coro” ou “coro do amanhecer” (o som é captado melhor pela manhã).
E o que causa isso? As ondas audíveis são emitidas por partículas energéticas de dentro da magnetosfera, o nome dado à região que envolve qualquer planeta ou lua que tenha um campo magnético, como a Terra. Essas partículas afetam – e são afetadas – pelos cintos de radiação que cercam o planeta, e essa interação cria os barulhos únicos.
As sondas da agência espacial gravaram cinco ocorrências diferentes no dia 5 de setembro, mas no vídeo elas são apresentadas como uma só, sem cortes. Ficou curioso? Escute no vídeo abaixo o som:
Fonte: Superinteressante.

Distribuição de números primos tem novo teorema


Esse é um resultado que apenas um matemático poderia amar. Pesquisadores esperando conseguir um ‘2’ como resposta de uma prova há muito procurada, envolvendo pares de números primos, estão celebrando o fato de um matemático ter reduzido o número de infinito para 70 milhões.
“É um fator de apenas 35 milhões de diferença”, brinca Dan Goldston, teórico de análise numérica da San Jose State University, na Califórnia, que não se envolveu no trabalho. “Cada redução é um passo na direção da resposta final”.
O objetivo é provar uma conjectura que diz respeito a números primos – os números inteiros que só são divisíveis por 1 e por si mesmos. Há muitos primos entre números pequenos, mas eles se tornam cada vez menos frequentes conforme os números aumentam. De fato, a diferença entre cada primo se torna cada vez maior – em média. Mas existem exceções: os ‘primos gêmeos’, pares de números primos que diferem em valor por 2. Exemplos de primos gêmeos conhecidos são 3 e 5, ou 17 e 19, ou 2.003.663.613× 2195.000 − 1 e 2.003.663.613 × 2195.000 + 1.
A conjectura dos primos gêmeos declara que existe um número infinito desses pares gêmeos. Alguns atribuem a conjectura ao matemático grego Euclides de Alexandria, o que o tornaria um dos mais antigos problemas abertos da matemática.
O problema frustrou todas as tentativas de uma solução até agora. Um grande avanço foi feito em 2005, quando Goldston e dois colegas mostraram que há um número infinito de primos pares que diferem por não mais que 16. Mas há um problema. “Eles estão supondo uma conjectura que ninguém sabe como provar”, observa Dorian Goldfeld, teórico dos números da Columbia University, em Nova York.
O novo resultado, de Yitang Zhang da University of New Hampshire em Durham, descobriu que há infinitos pares de primos que estão a menos de 70 milhões de unidades uns dos outros sem depender de conjecturas ainda sem provas. Apesar de 70 milhões parecer um número muito grande, a existência de qualquer fronteira finita, não importando seu tamanho, significa que os intervalos entre números consecutivos não continuam crescendo para sempre. O salto de 2 para 70 milhões não é nada comparado ao salto de 70 milhões para o infinito. “Se isso estiver correto, ficarei completamente estupefato”, declara Goldfeld.
Zhang apresentou sua pesquisa em 13 de maio para algumas dúzias de pessoas na Harvard University em Cambridge, no estado de Massachusetts, e o fato de que o trabalho parece usar técnicas matemáticas padrão levou alguns a questionar se Zhang poderia realmente ter tido sucesso onde outros falharam.
Mas o relatório de um assessor científico do periódico Annals of Mathematics, ao qual Zhang enviou o artigo, sugere que ele de fato foi bem-sucedido. “Os principais resultados são de primeira linha”, afirma o relatório; Zhang forneceu uma cópia do documento à Nature. “O autor teve sucesso em provar um teorema que é referência na distribuição de números primos. Estamos muito felizes de recomendar com veemência a aceitação do artigo para publicação no periódico”.
Goldston, que recebeu uma cópia do artigo, declara que ele e outros pesquisadores que o leram “estão com uma ótima sensação”. “Não tem nada obviamente errado”, observa ele.
Zhang, por sua vez, que trabalha no artigo desde que teve um insight enquanto visitava um amigo em julho último, declara esperar que as ferramentas matemáticas do artigo permitam que o valor de 70 milhões seja reduzido. De acordo com Zhang: “Nós podemos reduzí-lo”.
Goldston não acredita que o valor possa ser reduzido para 2 para provar a conjectura de primos gêmeos. Mas declara que o simples fato de existir um número já é um enorme avanço. “Eu duvidava que viveria para ver esse resultado”, admite ele.
Zhang reenviará o artigo, com alguns ajustes mínimos, nesta semana.
Fonte: Scientific American.

Por que há tantos gatos siameses vesgos?


A alta ocorrência de estrabismo (vesguice) é uma conseqüência dos cruzamentos que resultaram no surgimento dos gatos siameses. “Quando a raça foi criada no Sião, atual Tailândia, foram selecionados involuntariamente genes que acarretaram alguns defeitos, como o estrabismo, e uma pequena falha na ponta da cauda, que pode ser em forma de L”, diz o veterinário Gelson Genaro, da USP de Ribeirão Preto, especialista em gatos. O estrabismo, no caso dos gatos siameses, geralmente é convergente – os dois olhos virados para dentro. Os especialistas supõem que essa característica está relacionada ao mesmo gene causador do albinismo.
Um dos gatos mais populares do mundo, o siamês era um animal sagrado no Sião. Sua linhagem era cuidadosamente preservada e eles nunca eram vendidos, mas presenteados como forma de honrar uma pessoa. Diz a lenda que eles eram encarregados de fazer a guarda de tesouros do reino e acabaram ficando vesgos porque os vigiavam muito de perto. Os primeiros relatos sobre essa raça remontam ao ano 1350, mas foi apenas no século 19 que ela chegou ao Ocidente. O cônsul inglês Owen Gould recebeu alguns animais de presente do próprio rei do Sião, em 1884, e os levou para Londres, onde fizeram enorme sucesso numa exposição de felinos. O curioso é que, embora boa parte dos bichanos dessa raça sofra de estrabismo, só bichanos com olhos perfeitos têm valor comercial e participam de exposições.

Felinos curiosos
Cores do pêlo e dos olhos podem dizer muito sobre o animal
Tricolor não é macho
Outra peculiaridade genética dos gatos é o fato de animais com pêlo de três cores – branco, amarelo e preto – quase sempre serem fêmeas. Quando um bichano tricolor dá de ser macho, ele possui três cromossomos (o normal são dois) e é estéril
Surdez está nos olhos
Se um gato tem pêlo branco e olhos azuis, ele é portador de um gene que também o torna portador de surdez total ou parcial. Geralmente esses animais conseguem levar uma vida normal – já os filhotes de fêmeas assim dificilmente sobrevivem porque as mães não ouvem seus miados.
Fonte: Superinteressante.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

As palavras mágicas “por favor” e “obrigado”, estão desaparecendo


Preste atenção às conversas ao seu redor – no escritório, na fila do banco, no restaurante, aqueles a quem você serve e as pessoas que você conhece diariamente. “Me traz um café.” “Me passa aquele prato.” Não sentiu falta de alguma coisa? Aquelas tradicionais palavras mágicas “por favor” e “obrigado”, que a gente aprendia quando criança, estão desaparecendo, você não acha? A psicóloga americana Brenda Kowalsky notou o desaparecimento da linguagem educada no nosso dia-a-dia. Ela acha que o problema é causado pela superficialidade da vida moderna. “O desaparecimento das ‘palavras mágicas’ no nosso dia-a-dia tem a ver com a preferência pelas coisas superficiais na sociedade moderna. Conversas vulgares, vestuário casual e comportamento casual sequestraram praticamente todas as áreas da vida e eu acho que isso não está sendo bom para ninguém” – ela comenta.
Outras expressões educadas também estão sendo esquecidas. “Seja bem-vindo”, por exemplo. Diga “obrigado” a alguém e, em vez de ouvir “de nada”, é mais provável que você ouça “legal”, “sem problema”, “pode crer”, ou uma longa lista de respostas que substituem o tradicional “de nada”. Em vez de dizer “obrigado”, as pessoas dizem “valeu”, ou, mais frequentemente, não dizem nada. E, no lugar de dizerem “não, obrigado”, expressões como “tô bem” são cada dia mais comuns. Mas respostas como “tô bem” e “pode crer” não têm o mesmo sentimento nem transmitem a mesma energia de quando estamos sinceramente expressando nossa gratidão. Elas parecem sem força, menos francas, como se fossem dolorosas demais para serem ditas. As boas maneiras estão se transformando ou estão simplesmente desaparecendo?
Coisas simples que dávamos como certas, quando crianças, não fazem mais diferença. Dizer “por favor”, “obrigado”, “com licença”, “desculpe”, “pois não”, oferecer ajuda e acompanhar soluções de problemas não têm mais a importância que tinham há pouco tempo atrás. Existe também uma mudança drástica nas relações do dia-a-dia. Passe, por exemplo,  por qualquer drive-tru de lanchonetes fast-food. Ou por uma fila de caixa numa mercearia. Entre na fila numa loja de conveniência. Se você tiver sorte, o funcionário que o atender olhará para você. Talvez até falem alguma coisa, friamente. Porém, mais provavelmente, eles lhe entregarão sua compra e a sacola enquanto olham sobre os ombros, sem notar a sua condição de ser humano e não apenas de cliente e consumidor.

As formigas se cumprimentam?


A realidade é que esse fenômeno ocorre porque as formigas possuem um sistema de comunicação muito peculiar através das antenas. O que ocorre de fato é o reconhecimento através do cheiro umas das outras, para detectarem se fazem parte do mesmo ninho.
Por questões de segurança, as formigas não aceitam intrusos em sua colônia (formigueiro) e por isso a necessidade de estarem sempre atentas ao menor sinal de invasão de alguma formiga estranha ou até mesmo doente, quando é imediatamente isolada do grupo.
As formigas produzem através de uma reação química o chamado feromônio que é exalado através de glândulas marcando o caminho percorrido e servindo de comunicação entre elas.
O feromônio é secretado por alguns animais influenciando o comportamento ou o desenvolvimento morfológico de outros animais da mesma espécie, como é o caso também das mariposas.