quinta-feira, 21 de março de 2013

Pessoas realmente entendem os sentimentos dos cães


Eles se entregam. Basta prestar atenção ao olhar e às orelhas. Segundo pesquisa da Universidade da Flórida, boa parte das pessoas consegue desvendar alguns sentimentos caninos apenas pela expressão facial deles – principalmente a felicidade.
O voluntário principal foi o Mal, esse pastor belga Malinois da foto acima, adestrado pela polícia americana. Com uma câmera ligada, os pesquisadores interagiram de várias formas com Mal: deram remédio com sabor desagradável ao paladar canino, brincaram, provocaram, deram broncas e fingiram ser um criminoso.  Em cada uma dessas situações, o cachorro esboçou reações diferentes (raiva, nojo, medo, surpresa, felicidade e tristeza). Cada expressão virou uma foto.
E, para ver se a gente consegue mesmo entender o coração dos nossos cães, 50 pessoas foram incumbidas de descobrir qual era o sentimento de Mal em cada imagem. Quase 90% delas acertaram quando viram a imagem feliz do cachorro – boca bem aberta, língua pra fora, olhos arregalados, típica cara de cachorro que vai passear. Só pode ser felicidade.  Outros 45% descobriram as carinhas de medo e 37% acertaram o sentimento de tristeza. A cara de nojo foi a mais difícil de desvendar: só 13% acertaram.
Você também é bom nisso? Então, adivinha qual o sentimento do Mal em cada uma das fotos ali de cima.
Fonte: Superinteressante.

Por que batemos três vezes na porta para entrar?


As três batidinhas na porta provavelmente vêm da superstição de bater três vezes na madeira para afastar o azar. Nenhuma delas tem uma origem exata para os pesquisadores, mas vamos lá: gregos acreditavam que tocar em carvalhos trazia boa sorte, afinal era a árvore sagrada de Zeus, o mais sinistro dos deuses.
Já os cristãos da Idade Média batiam na madeira, material da cruz de Cristo, para afastar maus espíritos. Assim como os celtas que, por sua vez, batiam em troncos de árvores. “Por similaridade, se os espíritos se afastam dos três toques na madeira, ao bater três vezes na porta de madeira o visitante anunciava indiretamente que não era um espírito mau”, esclarece o especialista em linguagem corporal Paulo Sérgio de Camargo.
Fonte: Superinteressante.

Proteína que contamina neurônios pode causar Alzheimer


Composto recriado em laboratório foi capaz de se multiplicar e infectar células vizinhas. O Alzheimer é o tipo de demência mais comum em idosos. Somente no Brasil, estima-se que há 1,2 milhão de pessoas com a doença neurodegenerativa, que causa a deterioração da memória e da capacidade cognitiva. Ainda não há cura e não se sabe exatamente sua origem. Estudos recentes, no entanto, conseguiram distinguir alguns eventos neurológicos relacionados à patologia, como a presença de placas de proteína beta-amiloide no cérebro. Agora, duas novas pesquisas, da Universidade Linköping, na Suécia, e da Universidade da Califórnia, sugerem que a doença pode ser causada por alterações dessa proteína. Segundo essa hipótese, as moléculas modificadas “contaminam” células neurais saudáveis progressivamente.
“A estrutura de uma proteína – a maneira como as suascadeias de aminoácidos se desdobram – determina sua função. Se uma proteína se desdobra de forma alterada, isso muda sua função”, explica o biofísico Jan Stöhr, da Universidade da Califórnia. Ele e sua equipe injetaram proteínas beta-amiloide sintéticas no cérebro de ratos e constataram que as placas características do Alzheimer começaram a se formar em menos de seis meses. “Mesmo quando a proteína alterada foi injetada em apenas um lado do cérebro, as placas surgiram no órgão todo. As beta-amiloides deformadas parecem se propagar e se agregar”, explica o biofísico, que publicou sua pesquisa no Proceedings of the National Academy of Sciences USA.
No estudo sueco, Martim Hallbeck, da Universidade Linköping, rastreou a transmissão de beta-amiloide neurônio a neurônio pela primeira vez. Os resultados, divulgados no Journal of Neuroscience, também mostram que células neurais que contêm moléculas alteradas podem infectar os neurônios vizinhos, bem como toda a cultura de células. O próximo passo é identificar outras proteínas e mecanismos celulares envolvidos no processo inflamatório. “Futuramente poderemos criar medicamentos que tenham essas estruturas como alvo. Elas são esperança para terapias mais eficientes contra o Alzheimer”, observa Stöhr.
Fonte: Scientific American.

50 dias sem mentir (ou quase)


Um jornalista aplicou em sua vida a teoria da honestidade radical. “Afastei-me dos amigos e perdi a vontade de conversar. Simples. Tudo isso porque somos dependentes da mentira”.
Abaixo, segue a matéria do jornalista.
Petulância sincera
Em seu livro de maior sucesso, Radical Honesty (sem edição em português), Brad Blanton explica por que mentimos tanto. Fomos educados assim. Desde a infância aprendemos a interpretar papéis no cotidiano. Mentimos para ser aceitos na turma do futebol, para a professora gostar de nós, para chamar a atenção da menina mais bonita da escola, para conseguir emprego. Interpretamos papéis autoimpostos - e lutamos para mantê-los verossímeis. Quando eu queria um brinquedo mais caro no Natal, puxava papo com minha avó, ouvia-a falar mal do Collor, concordava com tudo mesmo sem entender e buscava mudar o assunto para dizer como gostaria de ganhar aquela pista incrível de carrinhos. Bem, posso dizer que é "o meu jeitinho". A vida é assim, certo? Mas jeitinho é mentira. E mentira é a maior fonte de estresse e infelicidade do mundo, segundo Blanton. Ele diz que se todos parassem de usar tantas máscaras as pessoas teriam mais tempo e vigor para se dedicar a relações honestas. Vivemos o tempo todo a imagem que queremos ter de nós mesmos e que os outros tenham de nós. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos diz que 93% dos americanos assumiram que mentem regularmente. Estamos acostumados a agir assim porque é mais confortável. E vamos levando.
Percebi a facilidade com que mentia no terceiro dia. Um clássico: aumentar um conto. Em uma conversa sobre música, exagerei ao falar "que conheci o movimento punk da Lombardia". Que bobagem. Não conheci nada, só ouvi um CD largado na casa de um primo nos arredores de Milão. Nem sequer me dei ao trabalho de checar se o som era mesmo da Lombardia. A primeira máscara a cair seria a da insegurança cultural. As pessoas engoliam meu personagem antenado e eclético. E eu sentia necessidade de manter isso, para mim e para elas, o que produz muitas mentiras como efeito colateral. "Quando você assume que representa, você assume sua ignorância", explica Blanton. Ao assumir, fiquei inseguro por sujar minha pose ("Como assim você ainda não ouviu essa música!?"). Mas senti alívio. Parei de fazer esse papel e passei a dizer: "Não faço ideia do que você está falando. Conta mais". Em um almoço com a redação, demonstrei minha curiosidade ao aprender, por exemplo, que a suposta tartaruga que ajudou Charles Darwin a criar a teoria da evolução morreu em 2006. Antes, me sentiria mal em reconhecer que não sabia. Fingiria que conheço o assunto e acenaria com um vago "pode crer", enquanto caramujos, joaninhas ou huskies siberianos passeavam no pensamento, lá longe. O problema é que expressões assim não são saudáveis. O "pode crer" é o açúcar refinado da roda social. Adoça, mas em excesso faz mal.
O bem-estar me conduziu à prepotência. Afinal, eu estava me despindo de fantasias mentirosas que usava desde sempre. Eu falo a verdade, os outros mentem. Logo, sou superior. É o nível 1 da honestidade radical: revelar fatos sobre você. A súbita sensação de prazer deu um verniz de legitimidade a explosões grosseiras. "Você é pago para escrever qualquer lixo que sai da cabeça sem ninguém para questionar", disse a um amigo temporariamente insatisfeito no emprego. "Não vou divulgar a pesquisa, isso é um porre", a uma prima que pediu ajuda para colher respostas para um trabalho de faculdade. "Se você tirar o quebra-mato, seu carro ficará muito efeminado", a um editor desta revista. Cheguei a xingar uma colega em um dia de estresse. Estaria perdoado pela sinceridade. Mas não é assim. Extravasar raiva é um exercício que precisa ser usado a seu favor (veja mais nos boxes). Falar o que vem à cabeça não faz de mim uma pessoa necessariamente honesta. O caminho é outro.
Discutindo a relação
"Você só quer me pegar?", perguntou uma garota no bar, na lata. "Sim", respondi. "E só quer isso de mim?", insistiu. "Não. Às vezes tenho vontade de conversar." Achei que levaria um tapa (que foi o que aconteceu quando uma amiga perguntou o que eu tinha achado do seu corte novo de cabelo e respondi sem piscar "Está pronta para o abate"), mas não. Ela queria que fosse algo com sentimento. Fui sincero. Então não houve nada. Mas não dá para ser direto e honesto assim sempre na hora de paquerar. Uma pesquisa com universitários americanos diz que 34% dos homens admitiram mentir para ficar com alguém. E 11% das mulheres mentem sobre peso em sites de relacionamento, segundo a empresa de segurança online Symantec. Blanton defende que a honestidade é o caminho da felicidade em qualquer tipo de relacionamento. Então vamos lá. Outra garota perguntou, no 10º dia, o que eu faria no feriado. "Nada." "Que coincidência, eu também." Perguntei se era uma indireta para chamá-la para sair. "Não, sou eu te chamando para sair, se estiver afim." Fiquei impaciente e expliquei que a grafia certa é "a fim". "Obrigada, editor." A conversa acabou. Ela não me procurou mais.
Na 4ª semana, a superioridade virou uma sensação de estar se despindo em público. Incômodo, mas com certa dose de liberdade. Bastava não explodir tanto, apenas falar o que sentia e convidar as pessoas a compartilhar a sinceridade. Dói? Muitas vezes. É claro que falar "Olha, achava que tínhamos futuro, mas não vejo nada mais do que diversão em você, ainda gosto de outra" pode ser um caroço de azeitona na garganta. É muito mais fácil desconversar até que a pessoa desista. Aliás, "não há nada de errado, estou bem" é a mentira mais contada por mulheres e a segunda mais usada por homens, segundo o Museu de Ciência de Londres. Quem nunca?
Eu estava chegando ao nível 2 da honestidade radical: ser sincero com os sentimentos. Mas para isso precisava de mais dedicação das pessoas à volta. Quando a sinceridade está em via de mão única, é difícil. No 14º dia, em um bar, disse a uma menina frases do tipo: "Você tem uma desagradável necessidade de ser descolada" e "Para que escrever um livro de boatos sobre os outros, procure algo mais digno na vida". A única reação que tive como resposta foi um clima pesado na mesa e um olhar de pouco caso dela. Mas, no 22º dia, retomamos a conversa. Ela saiu da defensiva e tivemos um papo sincero pela primeira vez desde que a conheci. Mas foi só naquela noite. O casaco de couro, o batom vermelho e a pose blasé voltaram no dia seguinte. Pelo menos em público.
Ao dizer somente a verdade, você se abraça a ela porque é o que tem a oferecer. No 8º dia, antes da despedida da banda de uns amigos, um deles me perguntou sobre seu futuro musical.
Ele estava emotivo, claro. E eu não podia mentir. Demorei alguns instantes para falar o que sentia: "Você precisa se dedicar mais a se divertir do que a tentar fazer sucesso. Não deposite nos outros colegas de música sua grande vontade de ser famoso". Eu me senti um idiota. Poderia ter dado rodeios e amaciado, falado algo que ele quisesse ouvir. Era o último show, caramba! Mas esse era o eu desprotegido falando, sentindo falta da manta quente da mentira. Fiquei tão perdido nesses pensamentos que quase não vi a reação dele: "Sim, você está certo". Sinceridade às vezes dói mais na gente. E por causa disso podemos deixar de falar a verdade a quem mais importa.
Solidão antissocial
A reta final foi um caminho mais sofrido. Não aguentava mais me testar e ser testado a todo momento. Não queria mais pedir que as pessoas repetissem o que estavam falando porque eu não estava prestando atenção. Não aguentava mais ser encostado na parede. Nove anos de histórias, brigas e paixões não correspondidas vieram à tona. A maioria das conversas, reconheço, foi boa. Tive reveladoras discussões com amigos de trabalho, faculdade e escola, colegas, chefe, chefe do chefe, garçom do bar preferido, dono do bar preferido. Mas cansa. Demais. Só não discuti a relação com ex-namorada.
Contabilizei 8 pequenas mentiras no período. Coisas irrisórias que passariam despercebidas normalmente, como "Não tenho dinheiro" para o vendedor ambulante da rua, quando na verdade eu tinha. Tinha a sensação que perdi a necessidade de mentir à toa. Mesmo que me achasse um pouco antissocial. Os melhores amigos se afastaram por um tempo. Com um deles cortei a relação de vez ao dizer à sua namorada que a turma inteira estava melhor longe dele. Passei a sair menos.
Não tinha mais vontade de conversar. Somente com quem se dispusesse a tentar ser sincero de verdade comigo. O que foi ótimo. Renovei amizades. No saldo geral, apesar de tudo, ouvi mais elogios que críticas à minha conduta. Mesmo cansado, estava indo bem, já que Blanton havia alertado que o processo é lento. Pena que ele não pôde acompanhar o final da vivência, pois nossa troca de mensagens foi interrompida quando ele foi supostamente preso durante os protestos do movimento Ocupe Wall Street, nos EUA. Tudo bem. Já estava bem menos apegado às mentiras fúteis que teimamos em incorporar no nosso cotidiano. Valorizava mais o que importava. "Acho que agora acertei", disse minha mãe ao voltar à cozinha e preparar um macarrão. "Está ótimo", respondi. Sincero.
RAIVA AMIGA
Como ser feliz em um relacionamento, segundo a honestidade radical
Engolir a raiva de amigo, marido ou colega, sem expressar o que se sente de verdade, é fonte de comportamentos ruins, como fofoca e vingança. Para evitá-los, é preciso expressar a raiva sempre, sem medir palavras. Brad Blanton explica que essa é a chave para um relacionamento maduro e sincero. Mas é preciso seguir regras. Veja na página seguinte.
Aprenda a lidar com sua raiva
Segundo a honestidade radical, sucessivos ataques de raiva controlada não levam ao desgaste da relação. As explosões é que enfraquecem, virando pequenos estalos indolores no dia a dia.
Veja como proceder:
1. Diga olho no olho o que exatamente o deixou com raiva ou o magoou. Não vale dizer "Você sempre faz isso, seu egoísta". Diga "Eu te odeio porque você foi egoísta ao criar caso por eu sair sozinha com as minhas amigas".
2. Preste atenção em como seu corpo reage ao expressar a raiva. Chorar, gritar, tremer. Perceba como essas sensações oscilam à medida que você fala.
3. Só pare de falar quando se sentir bem o suficiente para começar a dizer por que você gosta da pessoa. E o processo deve ser sempre recíproco. Escute e aguente a raiva dela.

Jornalista: Felipe Van Deursen.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Escada rolante torna você uma pessoa melhor


Quando você se cansar de aprontar por aí e quiser se redimir, já sabe o que fazer.
Pesquisadores dos EUA resolveram avaliar o quanto mudanças de altura (coisas simples, como, no caso, subir escadas) podem influenciar o nosso comportamento. Em um dos testes, colocaram caixas para a coleta de doações em um shopping center, bem em frente às escadas rolantes, de modo que as pessoas (que, isso é importante, não sabiam que estavam sendo observadas) davam de cara com elas logo após subir ou descer as escadas.
E adivinha no que deu? Os passantes que tinham acabado de subir colocaram mais dinheiro na caixinha do que o povo que desceu – que, em maioria, passou direto.
Em outros testes, participantes que estavam sentados em cadeiras mais altas foram mais prestativos e pacientes na hora de oferecer ajuda a desconhecidos. E a gente segue achando que está no controle das próprias atitudes.
Fonte: Superinteressante.

Fones de ouvido criam playlist de acordo com humor do usuário


Você já teve a sensação de que ficamos mais tempo buscando a música perfeita para cada momento do que ouvindo músicas em si? E se a música fosse escolhida automaticamente de acordo com nosso humor, sem que precisássemos nos esforçar nem para identificar o que estamos sentindo?
Essa é a proposta dos fones Mico, desenvolvidos pela empresa Neurowear. Equipados com sensores de electroencefalografia, eles analisam padrões de atividades cerebrais, ligando-os a um sentimento e encontrando músicas apropriadas para ele.
Ao tocar as músicas, os lados do fone se iluminam e até mostram símbolos de acordo com o sentimento indicado ("Zzz", por exemplo, quando se está sonolento).
Mas, é claro, temos que lembrar que nem sempre desejamos ouvir algo que reflita nosso humor. Se estamos tristes, a ideia pode ser ouvir um som mais animado para mudar o estado emocional.

Fonte: Galileu.

sábado, 16 de março de 2013

Estudo anuncia cura funcional da Aids em 14 adultos


Tanto esta pesquisa como a cura de um bebê divulgada recentemente dão indícios de que o tratamento imediato após o contágio do vírus HIV pode fornecer melhores resultados.
 Um estudo francês dá pistas de que a intervenção e o tratamento precoce em pessoas que foram contagiadas pelo vírus HIV levam à “cura funcional” da doença. O estudo foi realizado com 14 pacientes e estes, mesmo tendo parado o tratamento, permaneceram saudáveis durante anos.
Esta notícia vem à tona duas semanas depois da divulgação da cura funcional da Aids em um bebê. Em relação aos adultos da pesquisa francesa, eles ainda continuam carregando pequenos reservatórios do vírus no corpo, mas não apresentam mais sintomas da doença.
O estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto Pasteur, na França, coordenados por Asier Sáez-Cirió. Nele, os 14 adultos monitorados receberam medicamentos de combate ao vírus dentro de 10 semanas após terem sido infectados pelo HIV. Três anos mais tarde, o tratamento foi interrompido e os remédios foram retirados.
De um modo geral, os adultos analisados mantiveram a carga viral controlada durante uma média de 7 anos e meio depois, sem precisar utilizar nenhum medicamento. Atualmente, mesmo com traços de HIV no sangue, os níveis são tão baixos que o corpo consegue mantê-los controlados.
Todos os participantes do estudo moram na França e têm entre 34 e 66 anos e foram infectados entre os anos 1990 ou 2000. Uma vez que foram selecionados aleatoriamente para o estudo, não está determinado qual a porcentagem que representam da população.
A grande dificuldade em lidar com o HIV após a infecção é que o vírus estabelece reservatórios em células hospedeiras, nas quais ficam ocultos, mas retornam. Há apenas uma pequena parcela de pessoas com Aids, menos de 1% delas, na qual o vírus consegue desaparecer sem a ajuda de tratamento. Estes são os “controladores de HIV” que, espontaneamente, conseguem manter o nível do vírus. O estudo da França revela que parece haver também um outro grupo de pessoas, aos quais os pesquisadores chamaram de “controladores de elite” ou “controladores pós-tratamento”. Estes conseguem controlar o nível do vírus mesmo com o tratamento interrompido.
Embora se saiba que o tratamento rápido não funciona para todos, o estudo da França reforça a importância da intervenção medicamentosa ser iniciada o quanto antes, já que parece reduzir os reservatórios virais, preservar as respostas imunes dos pacientes e protegê-los da ativação imune crônica.
Fonte: Galileu.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Depois de meditação, conservadores ficam mais liberais


De acordo com uma pesquisa da Universidade de Toronto, nossas preferências políticas estão conectadas com nossa espiritualidade. Segundo descobertas do departamento de psicologia, pessoas de direita tendem a seguir uma religião, enquanto as de esquerda, apesar de muitas vezes serem espiritualizadas, seguem religiões com menos frequência. Ela também aponta que, após uma sessão de meditação, quem tende ao lado da direita pode ter opiniões mais liberais.
Para chegar a essas conclusões, pesquisadores dividiram o estudo em três partes. Na primeira, perguntaram a cerca de 500 americanos sobre suas crenças políticas e religiosas. Na segunda etapa, o mesmo tipo de pesquisa foi feito com 700 pessoas, mas, dessa vez, incluindo cidadãos canadenses. Com estes dados, eles confirmaram que pessoas mais religiosas eram, na maior parte das vezes, mais conservadoras.
Na terceira parte do estudo, mais de 300 americanos foram recrutados e divididos em dois grupos. O primeiro precisou fazer um exercício de meditação, o segundo não. Ambos os grupos precisaram responder questões sobre suas orientações políticas e questões espirituais.
Após passar pela meditação, pessoas que se caracterizavam como mais conservadoras passaram a exibir simpatia por ideias liberais (como penas criminais mais leves) e, muitas vezes, preferência por candidatos de esquerda. Para os cientistas, isso acontece porque experiências espirituais, como a meditação, faz com que as pessoas sintam uma conexão maior com os outros, como se fizéssemos parte do mesmo sistema - e isso combina com as ideias liberais. Eles dizem acreditar que tanto a esquerda quanto a direita são necessárias, mas afirmam que o estudo pode levar a maneiras de aliviar tensões políticas e chegar a consensos mais facilmente.
Fonte: Galileu.

Pesquisas neurocientíficas mostram que é possível sentir-se encantado pela mesma pessoa por décadas


Você já se imaginou vivendo 10, 20 ou 50 anos com a mesma pessoa? Sentindo sempre o mesmo prazer em sua companhia, o mesmo conforto em seus braços? Se a perspectiva parece interessante, agradeça ao seu cérebro (e se não lhe agrada, a culpa é dele, também). De certa forma, é curioso que laços afetivos fortes, como os amorosos, sejam tão importantes para nossa espécie. Tecnicamente, viver em sociedade, ou mesmo em pares, não é obrigatório para a sobrevivência de nenhum animal – vide tantos mamíferos, aves e outros bichos que procuram um par somente para o acasalamento e imediatamente depois seguem cada um o seu caminho.
Se gostamos de formar pares a ponto de investir boa parte de nossa energia, tempo e esforços cognitivos em convencer um belo exemplar do sexo interessante de que nós somos a pessoa mais sensacional e desejável na face da Terra, é porque o sistema cerebral humano, como o de outros animais sociais, é capaz de atribuir um valor positivo incrível à companhia alheia. Isso é função do sistema de recompensa, conjunto de estruturas no centro do cérebro especializadas em detectar quando algo interessante acontece, premiar-nos com uma sensação física inconfundível de prazer e satisfação e ainda associar esse prazer com o que levou a ele – o que pode ser uma ação, uma situação, um objeto ou... alguém.
Conforme o prazer se repete na companhia dessa pessoa, o valor positivo que atribuímos a ela é reforçado (enquanto torcemos para que o mesmo aconteça no cérebro dela, associando um valor cada vez mais positivo à nossa própria companhia, claro). É o que fazemos no período de namoro, quando conversas interessantes, passeios agradáveis, boa música, boa comida e carinho oferecem prazeres que vão sendo associados à companhia do outro. Se rola sexo, então, melhor ainda: o prazer do orgasmo funciona como uma cola extraordinária para o sistema de recompensa, que atribui (corretamente!) a satisfação incrível àquela pessoa específica (mas é verdade que isso não funciona tão bem em alguns cérebros...).
Com a repetição, o sistema de recompensa vai aprendendo a ficar ativado não apenas em resposta, mas também em antecipação à presença daquela pessoa. Esse prazer antecipado é a motivação, que nos dá forças para alterar compromissos, abrir espaço na agenda e ficar acordado madrugada adentro. Essa é a paixão, estado de motivação enorme em que se faz tudo em nome de mais tempo na presença do ser amado.
Quando vira amor? Essa questão é complicada, mas existe ao menos uma definição operacional curiosa: passado o ardor da paixão, descobre-se que se ama alguém quando pensar em uma vida sem ela causa angústia sincera e profunda. O amor é esse laço que faz seu cérebro achar que sua felicidade está vinculada à presença e à felicidade do outro e que fazê-lo feliz dá novo sentido à sua vida. Nesse estado, desejar o casamento é apenas natural.
Se é para sempre? Depende de vários fatores, alguns deles fora de nosso alcance, como ser traído (e não apenas sexualmente). A boa notícia da neurociência sobre a longevidade dos relacionamentos amorosos é que eles não estão necessariamente fadados ao esgotamento: é, sim, possível se sentir apaixonado décadas a fio pela mesma pessoa. E não é mero acaso de sorte: você pode fazer sua parte. É uma questão de continuar inventando e descobrindo novos prazeres a dois. Tudo para manter o sistema de recompensa do outro interessado em você...
Fonte: Scientific American.

Estudo analisa relação entre prazer e culpa na alimentação


Participantes sentiram mais prazer ao comer alimentos que não deveriam. Ao seguir uma dieta é comum a impressão de que tudo parece mais tentador. Algumas pessoas até mesmo afirmam que nunca sentem tanto sabor nos alimentos como quando escapam do regime. Essa percepção faz sentido: pesquisadores da Universidade Northwestern, em Illinois, comprovaram que a recompensa realmente é percebida como mais prazerosa quando é obtida com uma pontinha de culpa.
Em um estudo, distribuíram revistas aos voluntários. Metade delas tinha como tema saúde e estética. As outras tratavam de assuntos bem diversos, como política e cultura. Em seguida, todos os participantes ganharam uma barra de chocolate e foram informados de que participavam de um “teste de sabor” e que deveriam descrever suas impressões a respeito do doce. Conforme a autora, Kelly Goldsmith, relatou no The Journal of Market Research, as pessoas que leram o primeiro tipo de publicação avaliaram seu pedaço de chocolate como mais saboroso. Em outro estudo, ela dividiu 100 universitários em três grupos. Pediu que o primeiro escrevesse um parágrafo sobre uma vivência que despertava culpa, que o segundo dissertasse sobre algo que os magoava e o terceiro, sobre fatos aleatórios. Em seguida, todos os participantes ganharam uma trufa de chocolate e a comeram. Segundo a pesquisadora, o primeiro grupo foi o que mais se deliciou com o doce.
Para Kelly, a relação entre prazer e culpa vai além da comida. Isso ficou evidente em mais um experimento, no qual observou que mulheres comprometidas que sentiam remorso ao visualizar perfis de homens atraentes em sites de relacionamento também relatavam sentir mais satisfação na tarefa. “Prazer e culpa estão mais ligados do que se imagina. O problema é que, para algumas pessoas, essa associação é praticamente um padrão de comportamento, o que pode levá-las a experiências arriscadas”, diz a autora.
Fonte: Scientific American.