quarta-feira, 19 de junho de 2013

Por que os bancos abrem tarde e fecham cedo?

Os horários restritos do atendimento bancário se devem, segundo o Banco Central e a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), às outras atividades que as agências precisam realizar sem a presença de clientes. No Brasil, a lei diz que, em condições normais, os bancos devem abrir ao público das 10h às 16h (nas capitais) ou das 11h às 16h (em outras cidades), de segunda a sexta-feira. Em situações extraordinárias – como na crise energética de 2001 e 2002 –, o horário bancário pode ficar mais apertado ainda. Aí, as agências atendem entre 12h e 15h. Os bancários geralmente chegam uma hora antes de as portas abrirem e ficam até duas horas após o fechamento. Ou seja, uma jornada de sete a oito horas.
Os representantes dos bancários têm outra versão para explicar esses horários. De acordo com o sindicato da categoria em São Paulo, eles ocorrem porque há poucos funcionários. “Na última década, a categoria caiu de 800 mil para 400 mil trabalhadores, empurrando os clientes para o atendimento automático”, afirma a assessoria de imprensa do órgão. Os sindicalistas reivindicam a abertura das 9h às 17h, como ocorre na Inglaterra. Lá, o processo automatizado permite aos funcionários chegar 15 minutos antes de o banco abrir e ficar meia hora a mais quando fecha. Já na França, todos os bancos param entre 12h e 13h30 para o almoço. E em Israel abrem até de domingo, mas fecham às 12h às sextas-feiras e em véspera de feriados.
O cliente não é tudo
Bancários têm outras atividades fora do horário de atendimento
DAS 9h ÀS 10h
1. Caixas e tesoureiros contam e separam o dinheiro; abastecem seus caixas e os caixas de atendimento eletrônico. Caixas checam a correspondência e dão procedimento aos pagamentos e devoluções. Gerentes compensam cheques
2. Gerentes e caixas auxiliam ainda os carros-fortes a tirar e colocar o dinheiro nos cofres
DAS 10h ÀS 16h
1. Gerentes cuidam das contas e outros assuntos que não podem ser resolvidos nos caixas (contratos, empréstimos, investimentos etc.)
2. Caixas atendem o público e registram todas as transações em seus computadores
DAS 16h ÀS 18h
1. Gerentes efetuam abertura e encerramento de contas, venda de produtos via telefone, finalização de contrato, investimentos e outros assuntos de relacionamento com clientes

2. Caixas fazem a contabilidade de seus postos, pagam DOCs, devolvem cheques, trabalham nos malotes deixados por empresas, efetuam os depósitos vindos de caixas automáticos e preparam as correspondências para enviar no fim do expediente.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Promiscuidade masculina ou feminina, quem ganha?

Todos acreditam que os homens são mais promíscuos e que as mulheres cobram mais, porém este fato é MITO.
Na Inglaterra, segundo psicólogos as mulheres tendem a ter a mesma quantidade de filhos do que os homens.
Este estudo analisou  mais de 10 mil pessoas em 18 países.
Além disso os dados mostram que não há uma espécie de homem que atrai várias mulheres em comparação com outros, que fracassariam na procura de uma parceira constantemente
Com base nesta pesquisa, os únicos casos são no qual os homens mais ricos podem desposar mais mulheres.
A Dra. Gillian Brown é uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo e afirma que mulheres procuram o mesmo número de parceiros do que os homens.
Essa crença de homens promíscuos, vem de um pesquisador da década de 40, Angus Bateman. Para ele, os homens têm mais sucesso do que as mulheres na hora de encontrar uma parceira e procriar.
Os estudos de Angus foram feitos a partir da observação de outros animais, e não de seres humanos – na natureza, os machos são competitivos e promíscuos, o exato oposto das fêmeas.

Fonte: Telegraph

Pílula pode substituir suas senhas

Você tem tantos logins e senhas diferentes que, frequentemente, os esquece? Ou precisa anotá-los? Uma nova invenção da Proteus Digital Healh promete acabar com esses problemas. Eles lançaram uma pílula que torna você 'reconhecível' aos sensores de aparelhos eletrônicos. Basta se aproximar do computador, por exemplo, e sinais únicos emitidos pelo seu corpo são usados como senha.
As Password Pills for Devices são capazes de liberar suas senhas por até 24 horas depois de sua ingestão. Ela é capaz disso por conter um sensor de um milímetro com dois materiais condutores que entram em contato depois que a pílula é dissolvida durante a digestão. Quando isso acontece, um sinal de 18 bits individual passa a ser gerado de dentro de seu corpo.
Apesar de não sabermos se a ideia irá fazer sucesso, as Password Pills já foram aprovadas pelo FDA (sigla para Food and Drugs Administration, o órgão regulamentador de medicamentos dos EUA) e podem ser ingeridas de forma contínua por até um mês.

Fonte: Galileu.

Retrato genotipado

Artista recria rostos a partir do DNA extraído de chicletes mastigados, guimbas de cigarros e fios de cabelo. Os retratos, exibidos publicamente, levantam questões sobre privacidade genética.
Chicletes mastigados, fios de cabelos e guimbas de cigarro. Quem já jogou algum desses itens fora pode estar na exposição ‘Stranger Visions’ (1Visões Estranhas1, em português), de Heather Dewey-Hagborg, artista que recria rostos de desconhecidos a partir do DNA extraído do lixo que encontra nas calçadas.
Tudo começou durante uma sessão de terapia. Enquanto observava um quadro coberto por vidro, Dewey-Hagborg notou um fio de cabelo preso em uma rachadura. “Fiquei encarando e me perguntei a quem o cabelo pertencia e o que revelava sobre seu dono”, explica. “Comecei a perceber todo o material genético que estava ao meu redor e a ideia da exposição veio à tona.”
Aluna de doutorado em artes eletrônicas do Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova Iorque, Dewey-Hagborg carrega na bolsa luvas descartáveis e sacolas plásticas para coletar, além de fios de cabelo, guimbas de cigarro e chicletes mastigados. Segundo ela, os transeuntes nem notam seu estranho hábito. “É Nova Iorque, as pessoas devem achar que sou apenas mais uma esquisitona”, diz.
Para extrair o DNA das amostras, Dewey-Hagborg leva o material para o Genspace, um laboratório do tipo ‘faça você mesmo’, onde fez um curso de extração de DNA e aprendeu uma técnica que amplifica regiões do genoma que variam de uma pessoa para outra. Tais regiões ajudam a artista a identificar as características do rosto do desconhecido que deixou seus genes por aí.

Depois de amplificar o DNA, Dewey-Hagborg envia o material para um laboratório que o sequencia. Quando o recebe de volta, a artista compara o DNA do desconhecido com sequências genéticas associadas a características como sexo, cor dos olhos e tamanho do nariz. Em seguida, Dewey-Hagborg usa um programa de computador criado por ela mesma para fazer o retrato do dono da amostra que achou na rua.
Impressão 3D
O processo não termina aí. O retrato produzido pelo programa de computador é impresso em tamanho real por uma impressora 3D e fica exposto em um museu junto à amostra coletada por Dewey-Hagborg. “Parece meio sinistro, mas as pessoas têm reagido bem à exposição. Muitas mandam e-mails pedindo para ter seu próprio retrato exposto”, conta a artista.
Segundo Dewey-Hagborg, ninguém se reconheceu na parede do museu até então. “É importante lembrar que isso é arte e o retrato não é idêntico ao modelo, existe apenas uma semelhança familiar”, explica. “Isso acontece principalmente porque as pesquisas científicas que associam a morfologia facial com a genética ainda estão no início.”
O principal objetivo da artista é levar os visitantes da exposição a refletir sobre o quanto estão se expondo ao dispersar seu DNA. “As pessoas estão preocupadas com as informações que compartilham nas redes sociais, mas esquecem que sua privacidade é invadida quando dispersam cabelos e unhas porque não notam que isso também contém informação”, observa.
DNA no lixo
No Brasil, discussões sobre privacidade genética foram levantadas durante um sequestro ocorrido em 2003. Sequestrado por Vilma Martins ainda na maternidade, Pedro Pinto foi registrado como Osvaldo Junior e criado até a adolescência sem conhecer sua verdadeira mãe. Após indiciar Vilma, a polícia desconfiou que Roberta Jamilly, criada como irmã de Pedro, também havia sido sequestrada. No entanto, Roberta não quis saber a verdade e se recusou a fazer os testes genéticos.
A falta de cuidado com o descarte de seu próprio DNA revelou a verdade que Roberta não queria saber. Seu material genético foi extraído de guimbas de cigarros que fumou e jogou na lixeira da delegacia durante um depoimento e, após os testes, a polícia descobriu que Roberta não era filha de Vilma.
Segundo a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, tanto a exposição de Dewey-Hagborg quanto o caso de Roberta levantam questões éticas importantes. “A informação contida em nosso DNA está mais acessível do que pensamos. Será ético usar material genético descartado sem o conhecimento do dono? A quem esse material pertence?”, questionou a pesquisadora em palestra sobre genoma pessoal proferida na Universidade Estadual de Campinas no mês passado.
Dewey-Hagborg acredita que sua arte pode conscientizar a população sobre a importância da privacidade genética. “Artefatos contendo material genético são tratados como lixo e ninguém se preocupa com eles. Espero que meu trabalho torne as pessoas mais vigilantes”, completa.
Fonte: Ciência Hoje.

Quais os segredos para ter um casamento feliz?

Esposas magras, dizem. Mas nem tudo é aparência – e nem todo pesquisador se rende a uma única resposta. Por isso o pessoal do Pew Research Center, um centro de pesquisa norte-americano, entrevistou 2 mil adultos para saber quais os segredos para ter um casamento feliz – e o que mudou desde 1997, quando realizaram uma pesquisa parecida.
Como era de se esperar, o principal fator para um casamento feliz é fidelidade – 93% dos candidatos classificaram o item como “muito importante”. O segredo número 2 também não é assim tão misterioso: sexo – 70% precisam de uma vida sexual feliz para levar o casamento adiante. E isso não mudou muito: desde 1997, os dois fatores lideram a lista do que faz um casamento feliz.
Mas só amor e confiança não bastam. De 1997 até 2007, uma coisa passou a ter muito peso na vida de um casal: as tarefas domésticas. A gente já tinha avisado por aqui: homens que limpam a casa são mais felizes. E são mais felizes também no amor. Mais de 60% dos participantes, entre homens e mulheres, contou que dividir as tarefas de casa é fundamental para fazer um casamento feliz.
Bem, além de ser fiel, bom de cama e parceiro na a faxina, o casal ainda precisa ganhar razoavelmente bem, ter uma casa legal. Também ajuda se os dois compartilharem as mesmas crenças e interesses. Ah, ter filhos também é bom.

Fonte: Superinteressante.

Excesso de otimismo pode ser resultado de falha na atividade cerebral

Ser otimista é bom: reduz o estresse e a ansiedade, é bom para a saúde e, é claro, torna a vida mais feliz e os problemas, mais suportáveis. Nem sempre é fácil. Mesmo assim, muitos fazem a Pollyanna e continuam vendo o copo meio cheio, não importa quantas evidências existam de que a coisa não está tão boa. Isso deixa os cientistas intrigados há muito tempo. Por que o otimismo é algo tão difundido, se somos o tempo todo confrontados com fatos e informações que desafiam a crença de que tudo vai dar certo no final?
Um novo estudo da University College London (UCL) e da Berlin School of Mind and Brain descobriu que a incapacidade de alterar previsões otimistas mesmo quando recebemos informações conflitantes se deve a erros na forma como processamos as informações em nosso cérebro – mais precisamente, uma falha na atividade dos lobos frontais.
Para o estudo, os pesquisadores pediram a 19 voluntários que dissessem qual a probabilidade de alguns eventos negativos ocorrerem com eles no futuro, como doenças ou o roubo de um carro. Enquanto isso, tiveram sua atividade cerebral monitorada por meio de um scanner de ressonância magnética funcional (fMRI).  Depois de uma pausa, eles foram informados da probabilidade média de esses eventos ocorrerem – e tiveram que fazer suas estimativas novamente, bem como preencher um questionário que media o seu nível de otimismo.
As pessoas, de fato, mudaram as suas estimativas com base nas informações dadas, mas somente nos casos em que os dados foram mais positivos do que elas esperavam. Por exemplo, se haviam previsto que a sua probabilidade de ter câncer era de 40%, mas a probabilidade média foi de 30%, eles ajustaram a sua estimativa para 32%. Quando a informação era pior que o esperado, eles a ignoravam.
Os resultados das tomografias do cérebro sugerem o porquê disso: todos os participantes mostraram um aumento da atividade nos lobos frontais do cérebro quando a informação dada era melhor do que o esperado. Nesse caso, a região se ativou para processar as informações e recalcular uma estimativa. No entanto, quando a informação era pior do que eles haviam estimado, os mais otimistas mostraram uma atividade menor, sugerindo que estavam ignorando as evidências apresentadas.
Os problemas do otimismo
Para Tali Sharot, um dos principais autores do estudo, os resultados sugerem que nós escolhemos as informações que iremos ouvir. E, quanto mais otimista formos, menor nossa propensão de sermos influenciados por informações negativas sobre o futuro. “Isso pode ter benefícios para a nossa saúde mental, mas existem desvantagens bem óbvias. Muitos especialistas acreditam que a crise financeira em 2008 foi provocada por analistas que superestimaram o desempenho de seus ativos, mesmo em face de evidências claras do contrário”, disse ao MedicalXpress. Segundo ele, a crença cega de que tudo vai terminar bem faz com que as pessoas acabem não tomando medidas de precaução, como praticar sexo seguro ou fazer uma poupança para a aposentadoria. Mesmo no otimismo, é preciso ter equilíbrio.

Fonte: Superinteressante.

Homens acham que mulheres tatuadas são mais fáceis

Por mais ridículo que pareça, é essa a impressão que eles têm: mulheres tatuadas topam sexo mais fácil do que as outras.
Foi o que mostrou um estudo da Universidade de Bretagne-Sud, na França. No primeiro teste, algumas mulheres fizeram uma tatuagem provisória e se deitaram na praia. E os pesquisadores, à distância, contaram quantos homens se aproximavam delas. Foram mais de 200 – fizeram mais sucesso do que as mulheres sem tatuagem que estavam pela praia.
Então os pesquisadores quiserem entender os motivos masculinos. Perguntaram a 440 homens sobre algumas mulheres que estavam por ali. A maioria deles achava que as tatuadas topariam mais facilmente um encontro e sexo. E é por isso que eles preferiam assediá-las.

Fonte: Superinteressante.

Quais são as profissões que mais engordam os trabalhadores?

Várias profissões da modernidade não exigem muito movimento dos trabalhadores, a não ser a agilidade das mãos para digitar no computador. Passar o dia inteiro sentado em uma cadeira é a realidade de muitos empregos. O resultado de horas sem se movimentar todos os dias são quilinhos a mais.
Em uma nova pesquisa, foram entrevistados 3,6 mil trabalhadores norte-americanos, que revelaram seus hábitos alimentares e variações de peso no trabalho. Confira abaixo quem são os profissionais que mais estão engordando:
  • Auxiliares administrativos;
  • Professores;
  • Engenheiros;
  • Enfermeiros;
  • Assistentes médicos;
  • Tecnólogos em tecnologia da informação;
  • Administradores de redes.

Quase 70% dos auxiliares administrativos entrevistados na pesquisa da empresa CareerBuilder disseram que engordaram desde que começaram a trabalhar. No geral, mais da metade dos trabalhadores se consideram acima do peso, sendo que 41% engordaram em seu emprego atual.
O estudo descobriu que, entre os que estavam acima do peso, 59% ganharam mais de três quilos, e 30% engordaram mais de sete quilos. Apenas 16% dos trabalhadores afirmaram que perderam peso no atual emprego.
A pesquisa também mostrou que dois em cada cinco trabalhadores não se exercitam regularmente e um a cada dez é completamente sedentário. Maus hábitos alimentares são um dos piores inimigos para a saúde dos funcionários. Mais da metade dos trabalhadores saiam para comer fora no horário de almoço ao invés de levar comida de casa, quase todos os dias. Apenas 70% das pessoas entrevistadas faziam um lanche ao longo do dia.
Cuidados com o corpo
Para não engordar com a rotina do trabalho, confira as seguintes dicas:
Caminhe: Desça do ônibus ou estacione o carro mais cedo, um pouco mais longe do trabalho, e faça o resto do percurso a pé. Suba escadas ao invés de pegar o elevador, vá falar com seu colega de outra seção ao invés de mandar um e-mail. Tente aumentar a atividade física ao longo do dia em todas as oportunidades possíveis.
Hidrate-se: Beba água durante o trabalho. Além de te manter hidratado, você pode dispensar as bebidas açucaradas e calóricas.
Leve seu almoço de casa: Se o local de trabalho tiver cozinha para esquentar a comida, melhor ainda. Essa é uma maneira de escolher opções mais saudáveis e as porções ideais.
Escolha frutas e vegetais: Opte por opções saudáveis para o lanche da tarde e não deixe de comê-lo para não aumentar a fome nas outras refeições.

Fonte: LiveScience.

Nasa e Google unem forças para criar computador quântico

O rei da internet e a rainha do espaço juntaram-se para estudar inteligência artificial: o Google e a NASA formaram um Laboratório Quântico de Inteligência Artificial a fim de criar um computador que conta com as propriedades únicas da física quântica.
O laboratório ficará no Centro de Pesquisa Ames da NASA, localizado no Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Os pesquisadores esperam que o computador quântico, que irá completar cálculos de maneira mais rápida (pelo menos 3.600 vezes mais rápida) do que os supercomputadores de hoje, esteja em funcionamento até o terceiro trimestre deste ano.
O computador quântico deve ser capaz de encontrar padrões complexos de informações a fim de determinar soluções criativas, um processo chamado de aprendizado de máquina. Busca personalizada na internet e previsões de congestionamento no tráfego com base em dados de GPS são exemplos de aprendizagem de máquina.
O campo é particularmente importante para coisas como reconhecimento facial ou de voz, comportamento biológico e gestão de sistemas muito grandes e complexos.
“Nós acreditamos que a computação quântica pode ajudar a resolver alguns dos problemas mais desafiadores da ciência, principalmente em aprendizado de máquina. Aprendizagem de máquina diz respeito à construção de melhores modelos do mundo a fim de fazer previsões mais precisas”, informou o Google em seu blog. “Se queremos curar doenças, precisamos de melhores modelos de como elas se desenvolvem. Se queremos criar políticas ambientais eficazes, precisamos de modelos melhores do que está acontecendo com o nosso clima. E se queremos construir uma ferramenta de busca mais útil, nós precisamos entender melhor as questões e o que está na web para obter a melhor resposta”.
Segundo o Google, os métodos mais eficazes para a utilização de computação quântica envolvem a combinação de máquinas avançadas com suas nuvens de computadores tradicionais. A empresa já havia desenvolvido algoritmos de aprendizado de máquina que trabalham no interior de um computador quântico, fabricado pela D-Wave Systems. Com eles, pode-se reconhecer rapidamente a informação, economizar energia em dispositivos móveis, etc.
Este ano, a D-Wave vendeu seu primeiro computador quântico comercial para a Lockheed Martin. Funcionários da Lockheed disseram que o computador seria usado para testar e medir coisas como projetos de aeronaves a jato ou a confiabilidade de sistemas de satélite.

Fonte: LiveScience, NYTimes.

O que a Internet esconde de você

O Google manipula os resultados das buscas. O Facebook decide quem vai ser seu amigo - e descarta pessoas sem avisar. E, para cada site que você pode acessar, há 400 outros invisíveis. Prepare-se para conhecer o lado oculto da Internet.
Para cada site que você pode visitar, existem pelo menos 400 outros que não consegue acessar. Eles existem, estão lá, mas são invisíveis. Estão presos num buraco negro digital maior do que a própria internet. A cada vez que você interage com um amigo nas redes sociais, vários outros são ignorados e têm as mensagens enterradas num enorme cemitério online. E, quando você faz uma pesquisa no Google, não recebe os resultados de fato - e sim uma versão maquiada, previamente modificada de acordo com critérios secretos. Sim, tudo isso é verdade - e não é nenhuma grande conspiração. Acontece todos os dias sem que você perceba. Pegue seu chapéu de Indiana Jones e vamos explorar a web perdida.
Primeira parada: Facebook. Quando você acessa a sua conta, a primeira tela que aparece é a do chamado Feed de notícias - aquela lista com os últimos comentários e links postados pelos seus amigos. Essa página é editada pelo Facebook, e só inclui as mensagens das pessoas com as quais você mais interage. Você pode anular essa edição - basta clicar no link "Mais recentes" e o Facebook mostrará, em ordem cronológica, todas as mensagens de todos os seus contatos. O problema é que isso lotará o seu feed de lixo, com grande quantidade de atualizações irrelevantes (o que interessa se aquele seu ex-colega que você não vê há anos trocou de namorada ou está saindo de férias?). Conclusão: a edição de conteúdo feita pelos robôs do Facebook é boa para você. Exceto quando não é.
O escritor americano Eli Pariser apoia o partido Democrata, de Barack Obama, mas também tem amigos que votam no partido Republicano. De um dia para o outro, Pariser notou que os republicanos sumiram do seu Facebook. Ele estranhou e foi fuçar na configuração do site, achando que tivesse feito algo errado. Que nada: os robôs é que tinham decidido que ele não precisava ter amigos de direita. O Facebook tomou uma decisão político-ideológica e a impôs ao usuário. "A personalização da internet reforça os estereótipos e as crenças que a pessoa já tem", explica Viktor Mayer-Schoenberger, pesquisador de internet da Universidade de Oxford.
Em outros casos, os robôs do Facebook podem causar conflitos familiares. Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Rodolfo Marques. Seu irmão, Diogo, é músico e postou um clipe no Facebook. Mas Rodolfo nem ficou sabendo - só porque, como ele não costumava falar com Diogo pela internet, os robôs deduziram que não se tratava de uma pessoa importante. "Achei que ele não tinha gostado do vídeo", conta Diogo.
O Google também manipula o que você vê na internet: cada pessoa pode receber um resultado diferente para a mesma pesquisa. O buscador usa critérios como o histórico das páginas que a pessoa visitou, o lugar onde ela está e até o navegador que utiliza. Ao todo, o Google aplica mais de 100 variáveis (elas são mantidas em segredo para que outros buscadores não as copiem) para personalizar os resultados.
E isso tem consequências profundas. Numa experiência feita pela Universidade de Londres, os cientistas criaram 3 personagens fictícios, que foram batizados de Immanuel Kant, Friedrich Nietzsche e Michel Foucault - 3 dos maiores filósofos de todos os tempos. Cada personagem usava o Google para fazer pesquisas sobre os próprios livros. A intenção era induzir o site a traçar um perfil psicológico de cada um deles. Deu certo. Depois de alguns dias, o Google começou a gerar resultados completamente diferentes para as mesmas buscas. E isso acontece com todo mundo, todos os dias.
"Os usuários podem desabilitar a personalização", defende-se Kumiko Hidaka, gerente global do Facebook. O Google também permite isso. Mas o que os sites de busca escondem do usuário é só uma parte do problema. Outro, talvez ainda maior, é o que nem eles mesmos conseguem ver.
No fundo da web
Quando você faz uma busca no Google, ele não sai percorrendo a internet inteira à procura da informação que você quer. Seria muito demorado. O Google consulta seu Índex, um acervo com cópias de 46 bilhões de páginas da internet.
É uma enormidade. Mas é muito menos do que realmente existe por aí. Nada do que é postado no Facebook, que tem 750 milhões de usuários e é a maior rede social de todos os tempos, aparece nos resultados do Google. Estima-se que o Google e os demais buscadores só consigam acessar 0,2% de toda a informação realmente contida na rede. Todas as demais páginas, que ninguém sabe exatamente quantas são e onde estão, formam a chamada deep web - a web profunda. Esses sites ocultos ficam escondidos por vários motivos. Se uma página exigir assinatura e for protegida com senha (como sites de jornais e revistas), os robôs rastreadores do Google não conseguem entrar nela, e não a copiam para o Índex. O Facebook bloqueia a entrada dos robôs do Google, pois não quer que seu conteúdo apareça no buscador (o que poderia roubar audiência do Facebook). Também há bases de dados online que não estão em HTML - linguagem que o Google entende.
Se o Google conseguir desbravar a web profunda, a vida vai ficar muito diferente. Não haverá mais sites especializados em busca de hotéis, imóveis, passagens aéreas etc. Você não precisará entrar na página da Receita para saber se liberaram a restituição de imposto - bastará digitar seu CPF no Google - nem acessar o site do plano de saúde para procurar um médico. Tudo isso, e todo o resto, estará no próprio Google.
Ele já tem uma equipe de pesquisadores tentando explorar essa internet perdida. O time é liderado por Alon Halevy, cientista da computação da Universidade de Washington. "Nós desenvolvemos softwares que conseguem encontrar as informações de maneira mais inteligente", diz Halevy. Como? Uma das principais táticas dos robôs do Google é o chute.
Sim, chute. Quando encontra um banco de dados que não entende, o robô começa a procurar vários termos: "apartamento", "conversível" e "lycra", por exemplo. Se a palavra "apartamento" estiver presente, é porque aquele site contém informações sobre imóveis. Se "conversível" funcionar, é porque se trata de uma tabela com preços de carros. E por aí vai. Sabendo do que se trata, o Google consegue adicionar as informações a seu Índex - e colocá-las ao alcance de todo mundo.
O problema é que as informações estão espalhadas pela web de maneira caótica, e achá-las é como descobrir uma agulha num palheiro. "Precisamos de um rastreador mais eficiente", explica a brasileira Juliana Freire, professora da Universidade de Utah. Ela é a criadora do DeepPeep, um projeto que pretende tornar acessíveis todos os bancos de dados da internet.
Com tanta informação perdida ou oculta, a internet ainda está longe de alcançar todo o seu potencial. Ela pode, precisa e vai ficar muito melhor. Enquanto não fica, crie o hábito de ir além dos seus sites preferidos e reserve um tempinho para explorar os cantos da internet que você não conhece. Se Nietzsche, Foucault e Kant estivessem vivos, eles certamente fariam isso.

Fonte: Superinteressante.