quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

15 truques para convencer melhor (ou 15 alertas para não cair na lábia dos outros)


1. Antes de pedir um favor ou iniciar uma conversa penosa, sorria e faça elogios ao interlocutor. Só não exagere na dose para não soar artificial.
2. Imite gestos e expressões faciais e verbais do seu colega. Pesquisas demonstram que copiar o parceiro de conversa, sem bancar o mímico, claro, aumenta a chance de persuadi-lo.
3. Traga lembrancinhas das férias, curta um status no Facebook, ofereça uma carona...
Presentes e favores criam para o beneficiado uma necessidade de retribuir a gentileza.
4. Numa discussão com um chefe ou interlocutor difícil de lidar, introduza suas objeções fingindo aceitar as proposições dele. Exemplo: “Eu concordo com isso, mas também temos que considerar...”.
5. Busque elementos em comum, como time de futebol, preferência musical, nome e origem, para estabelecer uma maior intimidade. A afinidade garante mais sucesso nos pedidos e debates.
6. Se você quer convencer alguém de que X supera Y, aponte as qualidades de X, mas ressalte sobretudo os defeitos de Y. Há indícios de que nosso cérebro guarda melhor aspectos negativos de uma pessoa ou produto.
7. Ao defender uma tese, não perca tempo elencando mil argumentos. Tenha foco e dê subsídios para os principais. Isso evita a impressão de que você tem conhecimento superficial do assunto.
8. Nada de recorrer demais a “hmm...”, “deixe-me ver...” e expressões que denotam hesitação e incerteza. A fluidez do discurso é importante para que ele cole.
9. Sempre dê motivos. Um estudo mostrou que a chance de você conseguir furar a fila apresentando uma razão (“Posso passar na frente porque estou com pressa e minha mulher está no carro?”) é maior do que se simplesmente você pedir (“Posso passar na frente? Tenho pressa!”).
10. Numa discussão, coloque-se sempre como superior ou use informações de foro privilegiado. Exemplos: “Sei disso porque morei em Londres...” ou “Então, uma prima que morou em Londres disse...”.
11. Jamais entre numa discussão cansado. O cérebro demanda muita energia. Ao ficar extenuado, multiplica o risco de se embolar e ceder.
12. Se você quer de fato convencer alguém a fazer algo, certifique-se de selar o compromisso por escrito. Há evidências de que o comprometimento por meio de um e-mail ou bilhete tem maior chance de ser cumprido.
13. Se quer que lhe façam um favor e suspeita que vão recusar, comece pedindo algo mais difícil. Exemplo: você precisa de R$ 10, mas pede primeiro R$ 30. Caso o interlocutor negue, você questiona se não teria pelo menos uns R$ 10. É alta a chance de a rejeição virar um “sim”.
14. Aparência faz diferença. Pesquisas indicam que o jeito de vestir e a adequação ao contexto elevam a confiança em quem profere o discurso.
15. Nas discussões mais complexas, aprenda com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: procure expandir ou generalizar as ideias do interlocutor para encontrar brechas nelas ou invalidá-las. E faça com que ele concorde com cada um dos seus argumentos antes de arrematar. Essa tática o força a aceitar sua conclusão.
Fonte: Galileu.

“Alergia a estresse”: depressão pode ser causada por sistema imunológico hiperativo


Uma nova pesquisa do centro médico Mount Sinai Medical Center, em Nova York (EUA), descobriu que um sistema imunológico superativo pode explicar por que algumas pessoas são mais suscetíveis à depressão.
O estudo foi realizado com ratos. Alguns deles tinham um sistema imunológico que respondia ao estresse superproduzindo um composto inflamatório chamado de interleucina-6 (IL-6). A abundância de IL-6 os tornou mais propensos à depressão do que os ratos sem sistema imunológico hiperativo.
O mesmo composto é elevado em seres humanos depressivos, o que oferece esperança para novos tratamentos da condição.
Depressão = alergia?
Segundo a pesquisadora Georgia Hodes, o estresse pode ser pensado como um “alérgeno”, exatamente como pelos de animais, por exemplo, com o sistema imunológico hiperativo respondendo a ele de forma que torna as pessoas mais deprimidas (assim como tranca o nariz de outras).
“Em alguns aspectos, é análogo a uma alergia”, explica Hodes. “Você tem algo que não é realmente perigoso, mas o seu corpo pensa que é, então você tem essa resposta imunológica exagerada. Neste caso, o sistema imunológico responde exageradamente ao estresse causando depressão”.
A pesquisa
A interleucina-6 é uma citocina, um extenso grupo de moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes.
Os pesquisadores já encontraram níveis elevados desta citocina no sangue de pessoas que sofrem de depressão, mas até hoje não ficou claro se a IL-6 é resultado do distúrbio, ou uma das causas.
Hodes e seus colegas investigaram a questão expondo um grupo de ratos a outros ratos maiores, mais velhos e mais cruéis, e medindo os níveis de IL-6 dos animais mais jovens após esse encontro inicial, geralmente muito estressante, e que muitas vezes envolveu situações como o rato mais jovem ficar preso ou ser mordido.
Os pesquisadores continuaram expondo os ratos jovens aos mais velhos por 10 dias, um processo chamado de estresse social repetido. Após esse período, os ratos jovens foram colocados em um espaço aberto com uma gaiola vazia.
Os pesquisadores cronometraram quanto tempo o animal investigou a gaiola vazia, e depois colocaram um novo rato agressivo nela, cronometrando o tempo em que o jovem rato o investigou.
Ratos saudáveis exploravam o companheiro enjaulado, mas a maioria dos ratos expostos repetidamente ao estresse “ficavam na deles”, um tipo de isolamento social que pode indicar “depressão” para os ratos.
Os pesquisadores também mediram a quantidade de água com açúcar que os ratos estressados beberam. Os saudáveis amam líquidos doces, mas os deprimidos não os procuram, assim como as pessoas deprimidas podem não ver alegria nas coisas que normalmente as fazem felizes.
Os ratos estressados apresentaram respostas diferentes ao agressor enjaulado no teste final. Alguns se encolheram, enquanto outros investigaram o rato enjaulado.
Este comportamento foi associado a IL-6: ratos que tiveram um “pico” de IL-6 durante o seu primeiro encontro com um agressor foram os que ficaram encolhidos em um canto, enquanto os ratos com respostas imunes menos severas inicialmente agiram de forma normal.
Em seguida, os pesquisadores bloquearam a ação da IL-6 nos ratos com uma droga que previne a citocina de viajar do corpo para o cérebro. A droga permitiu que os animais propensos ao estresse agissem normalmente.
Para ter certeza de que realmente a IL-6 – e só ela – estava causando o comportamento visto, os pesquisadores transplantaram medula óssea de ratos sensíveis a essa resposta imunológica em ratos não sensíveis.
A medula óssea é onde as novas células do sistema imunológico são construídas. Se a IL-6 estivesse mesmo causando o efeito visto – uma resposta exagerada ao estresse que leva à depressão -, os ratos antes não propensos agora deveriam agir depressivamente, o que foi exatamente o que aconteceu.
Novo tratamento
A pesquisa precisa ser repetida com seres humanos antes de levar a um novo tratamento para a depressão.
A boa notícia é que alguns dos medicamentos utilizados no estudo para aliviar a resposta imune “exagerada” ao estresse (e controlar a produção de IL-6) já estão no mercado para tratar artrite reumatoide em humanos. Isso significa que podem facilmente ser testadas em pessoas para tratar depressão.
Atualmente, o próximo passo da pesquisa é estudar ratos geneticamente alterados para não produzir IL-6 e ver se esses animais podem ser utilizados como doadores de medula óssea para curar ratos propensos a estresse.
Fonte: LiveScience.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Boas festas: 7 fatos fascinantes sobre o Natal


O Natal desse ano pode até ter acabado, mas a história dessa data nunca perde seu encanto.
Confira 7 curiosidades sobre o Natal e divida as histórias natalinas que você conhece conosco, nos comentários.
1. A DATA

Nos primeiros anos da Igreja o Natal não era celebrado da forma com que nós fazemos hoje, entre os dias 24 e 25 de dezembro. Antigamente o nascimento de Cristo não tinha data. Foi só no ano 200 d.C que foi convencionado que a data seria dia 20 de maio. Mas em 380 d.C a igreja romana, que desejava unir vários cultos pagãos à cristandade convencionou que o dia do natal seria 25 de dezembro, porque era o festival do nascimento do Sol em várias religiões pagãs. Até hoje ninguém sabe qual é a data correta do nascimento de Jesus.
2. O PRESÉPIO

O presépio como o conhecemos hoje – aquela cena bonita com Maria e José ao redor de Jesus, os Reis Magos, os animais e o pastor – foi criado por São Francisco de Assis, no século XIII.
3.PRESENTES

Acredite ou não, os presentes de natal não são uma invenção capitalista, mas uma tradição que vem desde o tempo dos romanos. No fim de todos os anos, eles trocavam presentes no dia de Strenia, uma deusa pagã. Como, mesmo com a mudança de religião, o hábito não morreu, a troca de presentes continua até hoje, mas com um motivo diferente.
4. O NATAL FOI BANIDO

Na Inglaterra o Natal foi banido pelo parlamento em 1644. O dia não deveria mais ser um feriado, as lojas deveriam abrir e todos os atos que lembrassem, minimamente, o natal eram desencorajados. Os puritanos da América do Norte, seguindo a onda da Reforma Protestante, também baniram o natal por alguns anos.
5. O NATAL PODE SER BASEADO EM UM MITO PAGÃO OU VICE-VERSA

Muitas pessoas acreditam que toda a história do Natal é baseada em um personagem do paganismo chamado Mithras, o deus sol. Ele teria nascido em uma montanha, na mesma época que Jesus, e reis-pastores teriam sido atraídos pelo seu nascimento. Mas hoje não se sabe se esses pontos em comum foram copiados pelos cristãos ou “emprestados” da história cristã pelos pagãos.
6. ÁRVORE DE NATAL

Jesus nasceu, então vamos colocar uma árvore na nossa sala? Não faz muito sentido, certo? A primeira associação de pinheiros com o natal vem de São Bonifácio, no século VII, quando ele cortou uma árvore dedicada a Thor para provar que o deus pagão não tinha poder. A tradição foi se modificando aos poucos e, no século XV, elas já tinham a configuração atual, sendo enfeitadas até com doces.
7. PAPAI NOEL

Dizem que o papai Noel foi baseado no bispo da igreja São Nicolau. Ele nasceu no século III, na Turquia, e era conhecido por dar dinheiro e presentes aos mais pobres.

Fonte: Hypescience.

Como os sentimentos provocam (ou aliviam) a dor física


É normal ouvir (e dizer) que pé na bunda dói. Normalmente, encaramos essa dor no sentido figurado. Mas estudos recentes têm mostrado que a conexão entre a dor física e emocional é maior do que os cientistas imaginavam.
Uma pesquisa da Universidade de Michigan encontrou evidências de que o sofrimento emocional, se for intenso o bastante, pode ativar as mesmas áreas do cérebro relacionadas à dor física. Os pesquisadores descobriram que pensar em uma pessoa que terminou um namoro com você recentemente pode provocar um tipo de dor muito semelhante (pelo menos em relação à atividade cerebral) à que você sente quando derrubam café quente em seu braço.
Para o estudo, foram recrutados 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado (e não desejado) de um relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa disso. A atividade cerebral dos participantes foi monitorada enquanto eles realizavam algumas tarefas.
Em uma delas, tiveram de olhar para fotos de seus ex-namorados e meditar sobre uma experiência de rejeição específica envolvendo essa pessoa. (Experiência meio sádica, né?). Depois foi monitorada a sua reação à dor física: eles sofreram uma estimulação térmica intensa no braço. As respostas cerebrais foram bem semelhantes.
Foi a primeira vez que essa relação ficou clara. Outros pesquisadores já haviam tentado provar que um coração partido dói, mas ainda não haviam conseguido. Essa equipe descobriu que, quando a dor emocional é forte o bastante, isso pode acontecer, sim. Para o coordenador da pesquisa Ethan Kross e seus colegas, a rejeição simulada em experimentos anteriores não tinha sido forte o suficiente para provocar uma dor emocional verdadeira nos voluntários – por isso é que os estudos tiveram resultados diferentes. O que eles ainda não sabem é se a dor física provocada pela rejeição atinge uma parte específica do corpo ou é difusa.
Amor também pode ajudar a suportar a dor
E o contrário, funciona? Pensar na pessoa que você ama – e que ainda não lhe deu um pé no traseiro – pode reduzir a dor física? Um estudo de 2009 da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) mostrou que sim. Foram feitos testes em que 25 mulheres com um namoro estável e feliz há mais de seis meses receberam estímulos de calor moderadamente dolorosos em seus antebraços enquanto passavam por uma série de condições diferentes. Em uma das situações, cada mulher segurou a mão de seu namorado, a mão de um estranho do sexo masculino e uma bolinha para apertar. Os pesquisadores descobriram que, quando as mulheres seguravam a mão de seus namorados, sentiam menos dor física do que as outras voluntárias.
Repetiram a experiência com fotos: as voluntárias recebiam os estímulos no braço enquanto olhavam fotografias de seu namorado, de um estranho e de uma cadeira. O resultado mostrou que a mera lembrança do parceiro trazida pela fotografia foi capaz de reduzir a dor.
Fonte: Superinteressante.

Marcapasso cerebral pode combater Alzheimer


No mês passado, um paciente do centro Johns Hopkins, nos EUA, recebeu um marcapasso cerebral. A ideia é que os estímulos elétricos enviados pelo aparelho para o cérebro possam melhorar a memória e desacelerar a perda cognitiva de pessoas com Alzheimer.
O aparelho, que já foi testado em pacientes com depressão e Parkinson, deve ser implantado em 40 pessoas que sofrem com Alzheimer durante o próximo ano. Atualmente, o centro John Hopkins está procurando voluntários para os testes.
Quando é implantado, o marcapasso envia ao cérebro cerca de 130 pequenas faíscas de eletricidade por segundo, sem perturbar o usuário. Os responsáveis pela pesquisa afirmam que, mesmo que o aparelho não tenha o efeito esperado, ele irá ajudá-los a entender melhor o funcionamento da doença no cérebro - e, por consequência, tratamentos mais eficientes.
Fonte: Galileu.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Segredos perdidos no tempo


Já faz um bom tempo que eu não escrevia, mas pouco antes do fim do ano eu não poderia deixar de escrever algo. Então decidi falar sobre a história de todos nós, nossas alegrias, nossas tristezas, os arrependimentos, as grandes viradas, os grandes retornos, nossas certezas, nossas dúvidas, nossas lembranças e as coisas que gostaríamos de esquecer.
Quando chegamos ao mundo, não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos, e ainda assim vivemos como se nunca fossemos morrer.
Na infância nossos sonhos são mais simples, queremos brincar, ter amigos, tirar boas notas, comer coisas gostosas, ganhar um animalzinho, e temos algo maravilhoso, um presente da infância: a inocência. Mas a vida vai seguindo seu curso e a inocência vai nos abandonando aos poucos. Um pouco dela se perde em cada trajeto da vida. Cada vez em que observamos uma ação desonesta, cada vez que descobrimos que nem tudo é o que parece, cada vez que nos surpreendemos com os acontecimentos próprios da nossa existência.
Na fase adulta da vida nós nos deparamos com o choque de realidade: sonhos custam dinheiro, dinheiro segregam pessoas, pessoas podem destruir nossas vidas. Talvez nessa fase você descubra que não se tornou tudo aquilo que você acreditava que poderia ser, talvez aquela pessoa especial tenha se transformado num pesadelo ou talvez ela nunca tenha aparecido. Então você descobre que muito daquilo que seus pais te ensinaram não acontece no mundo real, e que talvez nem mesmo eles consigam ser tão bons quanto eles gostariam de ser. Quantas vezes eles olharam nos olhos brilhantes de seus filhos e mentiram, mentiram para preservar, para não causar dor, para enfeitar os caminhos deles, e talvez em algum momento de sua vida, você também tenha que mentir para seus filhos. Assim como mentiram para os seus pais.
É também na fase adulta que nós descobrimos que o tempo é curto, e a matemática da vida entra em ação com força total.  Temos que trabalhar (no mínimo 8 horas por dia), dormir (médicos recomendam oito horas de sono), ir e voltar do trabalho (cerca de duas horas), tomar banho, café da manhã, almoçar e jantar (todo esse processo leva cerca de 3 horas no total). E a conta chega a esse resultado: 8+8+2+3=21 horas. Então temos a infeliz descoberta de que sobra pouco tempo para fazermos as coisas de que gostamos.
Ainda na fase adulta descobrimos algumas das maiores tristezas da vida, a morte de pessoas que amamos. Nessa fase algumas das pessoas que amamos começam a nos deixar, e nós começamos a entender que um dia será a nossa vez. Nossos pais começam a envelhecer e a hierarquia das gerações começa a se refazer, empurrando quem estava abaixo para cima.
Junto com a idade adulta chegam as preocupações, preocupação com o futuro, com o pagamento das contas, com os familiares, com nossas metas, com nosso trabalho, com a falta de tempo, com a nossa aparência, com a nossa saúde, com o sentido da vida, com a existência de Deus, enfim, preocupações não faltam.
Por fim chegamos à terceira idade, isso se tivermos essa sorte. Um belo dia olhamos no espelho e vemos que o tempo levou quase tudo de nós. O tempo leva a beleza, as pessoas, a saúde... e começamos a nos tornar um pouco mais tristes e amargos. Afinal até chegar aqui trilhamos um longo caminho, onde assistimos e passamos por muitas coisas. O idoso já viu algumas das pessoas mais importantes de sua vida morrer, já teve muitas decepções, sua saúde já esta frágil e ele sabe que seu fim esta próximo.
Depois de refletirmos sobre todo lado prático da vida, pensamos então: afinal o que é a vida?
A vida é uma somatória de sentimentos, sejam eles bons ou ruins. É um conjunto de experiências, bem sucedidas ou não. É uma história contada, que fala sobre o amor, a luta, a força, a fé, a superação, a dor, é uma história de vida.
Dentro das partes que compõem esta história esta cada momento vivido, cada pequena coisa, cada olhar, cada sorriso, cada recusa, cada lágrima, cada emoção, cada segundo de expectativa e cada eternidade da espera.
Então feche os olhos por um instante e lembre-se da primeira vez que você viu aquela pessoa especial, lembre-se da ansiedade de revê-la, da expectativa à espera de um telefonema, lembre-se dos olhares trocados, dos beijos cheios de emoção, do toque suave da pele, e da tristeza do adeus. Lembre-se da expectativa da possibilidade do reencontro, como você passava horas imaginando o dia que reencontrasse essa pessoa, talvez você desejasse a reencontrar, talvez não, mas com certeza em algum momento você imaginou isso.
Lembre-se do conforto que o abraço da sua mãe trazia para o seu corpo, lembre-se de todas as vezes que ela te consolou e te deu força. Lembre-se da alegria de passar as tardes brincando na casa de sua avó, da sua alegria ao ganhar seu primeiro bichinho.  Lembre-se de seus amigos do colegial e das horas que vocês passaram rindo a toa e falando bobagens e como isso era legal. Lembre-se da dúvida da escolha de profissão, e do quanto você estudou para chegar lá, das horas de dedicação para se destacar. Lembre-se do seu primeiro emprego e no tanto que você se esforçava para aprender e desenvolver o melhor que podia. Da primeira festa que você foi sozinho e na bronca que levou por chegar tarde. Lembre-se da sua primeira amizade desfeita e em como você ficou aborrecido com isso. Do seu primeiro porre e em como você disse para você mesmo que nunca mais beberia. Lembre-se do quanto você não se importava com a sua aparência quando era criança, e no quanto você se importa hoje. Lembre-se da primeira vez que você disse eu te amo, e em como isso foi libertador. Lembre-se da saudade que você sentiu do seu pai enquanto ele estava trabalhando num dia chuvoso. Da primeira briga com seus irmãos e em como vocês relevavam tudo com uma facilidade incrível e num tempo recorde. Lembre-se de como você ficou chateado quando seu amigo começou a namorar e não tinha mais tempo para você, e lembre-se também de quando você fez isso com seus amigos. Lembre-se do medo que você sentiu quando saiu de casa e da primeira vez que sua família foi te visitar em sua casa nova. Lembre-se do orgulho de sua primeira promoção. Da primeira briga que você se arrependeu de ter tido e de como você se sentiu bobo por ter brigado. Lembre-se da primeira vez que você se maravilhou com uma fogueira numa noite estrelada. De sua primeira espinha e da vergonha que você sentiu. Da sua primeira viagem, das musicas que você cantou no caminho e a euforia que você ficou até chegar ao destino final. Lembre-se da primeira vez que você disse não quando na verdade queria dizer sim, e de como você teve que aprender a disfarçar seus sentimentos reais. Lembre-se da primeira justificativa que você teve que dar para alguma atitude que você teve. Da primeira vez que você “lavou as mãos” sobre algum acontecimento. Lembre-se da vez em que você se sentiu sozinho e triste, e em como surgiu alguém para te tirar do desalento. Olhe para o rosto de seus filhos e veja a maravilha que você fez, pense que eles não existiriam se não fosse você. Agora abrace seus pais, porque você não existiria se não fossem eles. Lembre-se de quando você viu sua vida na vida de outra pessoa, do quanto você se sentiu abençoado por ter alguém tão especial em sua vida e em todas as promessas de amor que vocês trocaram. O resultado da soma de todas as emoções que você sentiu em cada um dos momentos em que você viveu é a sua história de vida, como você reagiu a cada momento é o resultado do caráter que você formou, o que você fez com cada momento é o legado que você um dia vai deixar para trás.
Agora olhe para os seus avós e tente imaginar a história deles; eles foram crianças, tiverem suas grandes “missões” no parquinho, ficavam felizes em tomar sorvete de chocolate. Cresceram, foram para o mundo cheios de sonhos e alguns desses sonhos viraram realidade e outros não. Pense nos sacrifícios que eles tiveram que fazer em prol de um bem maior. Pense no quanto eles trabalharam, nas vezes em que foram humilhados e nas outras em que foram elogiados. Pense nos amores que eles viveram, nas amizades que construíram. Pense em tudo o que eles sabiam e tentaram transmitir para seus filhos e netos, e pense que aos poucos tudo o que eles conheciam foi se transformando e em algum momento seus netos começaram a os ensinar. Pense na troca de papéis, depois de uma vida inteira cuidando dos outros, agora eles são cuidados. Por tudo isso eu sugiro que vocês olhem para seus avós, que ouçam as suas histórias, que sejam gentis com eles e que os amem. Você tem sua história de vida e eles tiveram as deles.
Dedico este post para minha amada vozinha, ela nos deixou há pouco tempo, mas sua história de vida estará sempre em nós, afinal somos o resultado da vida dela.

Texto por Sarah de Andrade.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

10 Assustadores distúrbios do sono


10. PESADELOS
Você já sonhou que estava pelado na escola ou na igreja? Ou então já sonhou que estava sendo perseguido por um grandalhão que segurava um machado e não conseguia sequer gritar por ajuda? A maioria de nós já teve pesadelos em algum ponto de nossas vidas. Mas quando você não fica mais levemente assustado com o pesadelo e sim completamente apavorado você pode estar tendo o distúrbio do pesadelo. Pessoas que acabam sofrendo muitos pesadelos ficam com medo de dormir. As causas desses sonhos ruins são o stress e a própria falta de sono, então os pesadelos e o medo de dormir juntamente com o stress acabam formando um ciclo vicioso.


 9. SONAMBULISMO
Um dos distúrbios mais famosos. Ele é mais comum em crianças, mas cerca de 15% dos adultos têm o “costume” de sair andando por aí enquanto ainda estão dormindo. Ninguém sabe ao certo as causas do sonambulismo, mas o stress e a própria genética (pessoas com sonâmbulos na família tem 10 vezes mais chances de desenvolverem o distúrbio do que pessoas sem parentes sonâmbulos) são hipóteses. Mas é difícil que você veja sonâmbulos andando por aí com seus braços esticados. Normalmente eles caminham pelo próprio quarto e, mesmo dormindo, têm facilidade de abrir portas e janelas (e é aí que entra o perigo). Aliás: acordar um sonâmbulo não faz mal, isso é um mito. Deixá-lo dormindo e andando é que pode ser prejudicial.


8. TERROR NOTURNO
Gritos e destruição. Esses terrores noturnos podem ser assustadores para quem sofre com eles e para as pessoas ao seu redor. São mais comuns em crianças e são uma mistura de pesadelos com sonambulismo. A pessoa abre os olhos, apesar de não estar acordada, começa a gritar e, muitas vezes, pode até destruir objetos. Ela fica nesse estado alucinado por uns dez ou quinze minutos e depois volta a dormir como se nada tivesse acontecido. Normalmente, esse distúrbio some com a idade.


7. ALUCINAÇÕES
Coisas estranhas como elefantes voadores são comuns em nossos sonhos, mas e quando não estamos dormindo? As alucinações hipnogógicas ocorrem na transição entre a consciência plena e o sonho e as alucinações hipnopopônicas acontecem quando estamos acordando. Pessoas que sofrem desse mal dizem ouvirem vozes, pensar que há fantasmas na casa, verem vultos, pessoas e até objetos estranhos em seus quartos. Essas alucinações geralmente vêm acompanhadas de narcolepsia (distúrbio que dá muito sono e cansaço muscular e faz com que as pessoas adormeçam, mesmo tentando ficar acordadas e já tendo dormido o suficiente).


6. SÍNDROME DA CABEÇA EXPLOSIVA
Não imagine pedaços de cérebro grudados na parede de seu quarto. A pessoa simplesmente acorda pensando ter ouvido um som alto, como uma explosão ou o badalar de um sino. Para a pessoa que “escuta” o barulho, a explosão parece vir de dentro da própria cabeça dela. Não há dor e nenhum perigo, mas ainda não se sabe a causa dessa síndrome.


5. PARALISIA
Quando estamos sonhando nosso corpo fica paralisado, para que não “atuemos” de acordo com o que vivemos no sonho, evitando ferimentos sérios. Mas, para algumas pessoas, essa paralisia persiste mesmo depois que elas estão acordadas, por um curto tempo. Basicamente você sabe que está acordado e quer se mexer: mas não pode. Pior ainda, a paralisia normalmente acontece junto com as alucinações em um estado de entre-sonho, citadas anteriormente na lista. Esse distúrbio já gerou várias lendas ao redor do mundo. Na China significa que um fantasma está tentando te mandar um sinal. No México significa que há um morto sentado em cima de você, por isso você não pode se mexer. E, na Nova Zelândia, acredita-se que você está possuído por uma bruxa. A versão recente mais comum leva as pessoas a pensar que foram abduzidas e examinadas por alienígenas.


4. DISTÚRBIO DO COMPORTAMENTO REM
Ele é o contrário da Paralisia. Quando estão em sono REM os corpos de pessoas que sofrem desse distúrbio acabam não ficando paralisados e a pessoa acaba agindo “fora” de seu sonho, se movendo demais e podendo se machucar. Esse problema aparece em pessoas mais velhas e pode ser um sintoma da doença de Parkinson. Médicos tratam esse distúrbio com remédios relaxantes musculares.
Pessoas com este distúrbio podem tornar-se violentas e até matar suas esposas, em casos extremos.


3. DISTÚRBIO DA ALIMENTAÇÃO
Se você está em uma dieta pode até ignorar aquele chocolate que seu irmãozinho deixou na cozinha. Mas quando você está dormindo, talvez não tenha a mesma força de vontade. Pessoas com esse distúrbio levantam-se, em um estado entre consciência e sono, fazem a limpa na geladeira e, na manhã seguinte, não se lembram do que aconteceu. Ainda não sabe por que a dieta não está funcionando e você está ganhando mais peso ainda? Tente instalar uma câmera em sua cozinha.


2. SEXOMNIA
Alguns sujeitos conseguiram até se livrar de acusações de estupro usando esse distúrbio como desculpa – afinal, eles estavam dormindo durante o ataque e não sabiam o que estavam fazendo. A sexomnia pode variar de “levemente irritante” (quando o doente acaba gemendo de forma sexual durante o sono) a “perigosa” (quando o doente pode atacar outras pessoas em busca de sexo). As causas são uso de drogas, stress, falta de sono e o contato com alguém que dorme na mesma cama durante o sono.


1. INSÔNIA
Talvez o mais famoso distúrbio relacionado ao sono. A insônia é a incapacidade de conseguir dormir. Pode causar irritação, falta de concentração e está associada à obesidade e à hipertensão.


Fonte: LiveScience.









Por que às vezes seu corpo tem um espasmo violento quando está quase pegando no sono?


Sabe aquela sensação de estar caindo, logo quando você está pegando no sono, que o faz despertar subitamente? Esse fenômeno é conhecido como espasmo hípnico, e por enquanto, só existem teorias para o explicar.
O espasmo hípnico é um espasmo ou contração involuntária dos músculos, que desperta violentamente uma pessoa. Mioclonia é um termo que se refere a contrações repentinas, curtas, incontroláveis e involuntárias de um músculo ou grupo de músculos. Por conta disso, esse fenômeno também pode ser chamado de “puxão mioclônico”.
Geralmente, ocorre em estágios mais leves do sono, muitas vezes no momento em que estamos adormecendo, já entrando no estágio REM ou começando a ingressar em um sono mais profundo.
Ainda que não seja considerada uma doença, é um sintoma e pode ser considerado um distúrbio no sistema nervoso. Algumas pessoas o descrevem como uma sensação nítida de que se estar caindo, ou perdendo o equilíbrio, o que nos leva a acordar assustados, enquanto outros o descrevem como um “choque elétrico” percorrendo o corpo. De qualquer maneira, é uma experiência comum (a Academia Americana de Medicina do Sono relata que até 70% das pessoas já tiveram esse espasmo).
Os espasmos ou puxões ocorrem mais comumente quando uma pessoa está dormindo em uma posição desconfortável ou está cansada.
Poucas pesquisas já foram feitas sobre o assunto, mas uma teoria sugere que o espasmo é resultado do relaxamento dos músculos. O corpo passa por mudanças na temperatura e respiração quando dormimos, assim, conforme uma pessoa está se preparando para dormir, o cérebro pode interpretar essas mudanças como um sinal de queda.
Outra teoria envolvendo confusão cerebral e relaxamento dita que, quando o corpo entra em relaxamento profundo, mas a mente continua ativa, o cérebro emite um alerta para o corpo reagir. É daí que surge a sensação de queda, ocasionando um susto que muitas vezes é acompanhado de batimentos cardíacos acelerados.
Por fim, ainda outra teoria sugere que o corpo reage ao adormecer da maneira como uma pessoa pode se contrair quando morre; nesse caso, o espasmo seria um reflexo usado para manter o corpo “vivo e funcionando”.
Estudos indicam que os puxões mioclônicos ocorrem mais frequentemente em pessoas que sofrem de ansiedade, insônia, fadiga ou desconforto físico, porque o cérebro é mais facilmente confundido nessas condições. Privação do sono e estresse também podem ser fatores contribuintes.
Por isso, é mais fácil ter um espasmo quando não se tem dormido bem ou se está tentando não cair no sono.
A cafeína também pode ser um fator, porque torna mais difícil para uma pessoa relaxar. Algumas pessoas também relatam que o consumo de álcool torna os puxões mais frequentes.
De qualquer maneira, se você estiver pegando no sono e for acordado repentinamente pela sensação de estar caindo ou levando um choque, não se preocupe; é uma parte normal do processo de sono e não representa qualquer perigo real.
Fonte: H ypescience.

Mulheres retiram o dedinho para poder usar salto sem desconforto


Muitas mulheres nutrem uma verdadeira obsessão por sapatos – e o salto alto costuma ser o fetiche definitivo. Com ele, as mulheres chamam atenção do sexo oposto, despertam a inveja nas semelhantes e se sentem elegantes. Só tem um probleminha: dói e dói bastante. Como conciliar a beleza com a dor?
Uma cirurgia plástica em uma parte do corpo que fica escondida quase o tempo todo parece coisa de maluco, mas a mulherada dos EUA vem curtindo a ideia. São 3 os procedimentos mais procurados: retirar o dedinho, diminuir o tamanho de algum dedo ou injetar colágeno na parte da sola do pé perto dos dedos, na tentativa de deixar a sola mais acolchoada e ter um fim de dia menos dolorido.
De acordo com a Associação Americana De Podologia Média, cerca de 87% das mulheres do país sofrem algum problema no pé por causa de calçados desconfortáveis. Susan Deming (foto acima) não é exceção – amante dos sapatos, ela sempre teve muitos calos no pé esquerdo, isso por que alguns dedos eram maiores que os outros. A solução foi tirar um centímetro do que seria o dedo indicador no pé. Ainda em processo de recuperação, ela não vê a hora de poder caminhar normalmente – e correr pro shopping.
Fonte: Galileu.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Corações Descontrolados - Ciúmes, Raiva, Impulsividade - o Jeito Borderline de Ser


A autora explica ao público leigo o transtorno de personalidade borderline, um dos transtornos mais desconhecidos e ao mesmo tempo o mais estudado da atualidade. Os borderlines são pessoas para quem tudo é "muito", as emoções são sempre exageradas. São reconhecidos por suas explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo da rejeição, insatisfação pessoal.
Antes de descrever o que é o transtorno de personalidade borderline é preciso compreender o que é uma personalidade propriamente dita. Todos nós temos, de forma quase intuitiva, a noção do que seja a personalidade de alguém: é aquele "jeitão" ou a forma leiga que costumamos perceber e até mesmo descrever uma pessoa e, por vezes, nós mesmos. Esse "jeitão" costuma demonstrar de que maneira um indivíduo se comporta frente às diversas situações da vida.
Analisa quando comportamentos extremos passam a ser frequentes
De forma bem abrangente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que uma pessoa apresenta ao longo de sua existência. Somos a nossa personalidade e é assim que nos apresentamos ao mundo. Ela é o nosso cartão de visitas; a maneira pela qual cada um de nós consegue sentir o mundo ao redor e a si mesmo. É a nossa individualidade, o que nos distingue do outro.
Para se ter uma ideia da complexidade de uma personalidade, basta imaginarmos quantos sentimentos experimentamos em questão de segundos, e quantos pensamentos são gerados a partir desses sentimentos. E mais: quantos comportamentos podemos apresentar, derivados de um único pensamento. Assim, fica claro que um simples sentimento é capaz de desencadear uma cascata de atividade mental, que se multiplica de forma exponencial dentro de cada um de nós. A questão fica bem mais dinâmica e sofisticada se imaginarmos também quantos sentimentos diferentes podemos ter. Não me refiro apenas aos básicos e bem-definidos, que somos capazes de nomear (como felicidade, tristeza, angústia, ciúmes, inveja, compaixão), mas sim a uma mistura deles, entrelaçados e tão pessoais que nos faltam palavras para descrevê-los.
Imaginou tudo isso até aqui? Então, agora, multiplique tais sentimentos por um número aleatório de pensamentos que eles podem gerar, e depois considere também um número para os comportamentos desencadeados por esses processos. O mecanismo mental de sentir, pensar e agir pode abranger uma quantidade incalculável de combinações, e essa matemática de possibilidades ilimitadas nos individualiza e determina quem somos e quem podemos ser durante toda a nossa existência. Esta é a nossa persona; a nossa personalidade.
Cada indivíduo pode experimentar sentimentos, pensamentos e comportamentos que nem sequer imaginamos. Somos únicos entre bilhões de outros seres humanos. Esta é a complexidade da mente e da personalidade humana, infinitamente sedutora e, ao mesmo tempo, desafiadora. É preciso entender como as pessoas funcionam para que as relações interpessoais possam ser harmoniosas e transcendentes.
A personalidade é a combinação dinâmica do temperamento e do caráter de um determinado indivíduo. Mas o que vem a ser isso exatamente?
O temperamento pode ser definido como a parte biológica da personalidade, que é herdada geneticamente. Normalmente, ainda no berço, as mães já notam diferenças de temperamento entre seus filhos. Enquanto um deles pode solicitar a atenção dos pais, chorar com frequência e reagir prontamente aos estímulos, o outro filho pode ser mais independente, observador e introspectivo. Sendo assim, mesmo antes da influência cultural e de eventos significativos da vida, já existe a tendência de um indivíduo se comportar de acordo com suas heranças biológicas.
O caráter, por sua vez, constitui a parte da personalidade moldada pelo aprendizado social, cultural e por acontecimentos vitais marcantes. Como exemplo, cito o caso de irmãos gêmeos idênti cos, ou seja, com a mesma genética, que viveram em ambientes distintos. Digamos que um deles foi criado por uma família de bom nível socioeconômico, não sofreu maus-tratos e os papéis (pai, mãe e filhos) eram bem-definidos; enquanto o outro cresceu em uma família desestruturada e foi abusado sexualmente por um vizinho. Apesar das semelhanças biológicas (mesma genética), cada um desses irmãos tenderá a reagir de forma diversa frente às adversidades ou alegrias da vida. Sendo assim, apresentarão personalidades bem diferentes.
Diante do exposto, é possível perceber que classificar personalidades humanas não é uma tarefa tão simples assim. No entanto, isso é algo absolutamente necessário para que nosso entendimento da natureza humana possa avançar. Somente dessa maneira, por meio do conhecimento, seremos capazes de aliviar dores, angústias, incertezas, sofrimentos e injustiças que norteiam a nossa existência. Nenhum homem é uma ilha, somos seres sociais. Existir é, portanto, navegar em águas desconhecidas, que somos nós mesmos e nossos semelhantes. Viver, sem dúvida, é navegar no mar das personalidades.
Então, como podemos classificar um tipo de personalidade? Como dito anteriormente, a personalidade é um conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que tendem a se repetir em uma pessoa ao longo de sua vida. Quando um padrão sentir/pensar/agir é apresentado por diversas pessoas de forma estatisticamente relevante na população geral, passa a ser uma personalidade classificável.
Embora todos nós sejamos dotados dessa identidade psicológica conhecida como personalidade, manifestada de modo único em cada um de nós, existem algumas características predominantes que nos enquadram num determinado tipo. Sendo assim, acabamos por nos tornar parecidos com certos indivíduos, que apresentam o mesmo padrão de funcionamento mental. Um tipo de personalidade reflete, em grande parte, a essência de uma pessoa, e um deles será objeto de estudo neste livro.
Todos nós apresentamos momentos de explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo da rejeição, insatisfação pessoal. E, quase sempre, isso gera transtornos e prejuízos para nós mesmos e/ou para as pessoas ao nosso redor. Porém, quando esses comportamentos disfuncionais apresentam-se de forma frequente, intensa e persistente, eles acabam por produzir um padrão existencial marcado por dificuldades de adaptação do indivíduo ao seu ambiente social. Quando isso ocorre podemos estar diante de um quadro bastante complexo, confuso e desorganizado, denominado transtorno de personalidade borderline (TPB).

As 5 carreiras mais flexíveis


As oportunidades de empregos flexíveis estão se tornando o tipo de trabalho mais procurado pelas pessoas. E não é por menos: nessas ocupações os empregados podem conciliar o trabalho com outras atividades da vida – como estudar e ficar mais tempo com a família.
Um novo estudo, realizado por uma empresa de anúncios de empregos flexíveis nos EUA, listou as cinco áreas com as posições mais flexíveis no mercado:
Médica e de saúde
Educação e formação
Internet e desenvolvimento de softwares
Vendas
Administrativo
As áreas de trabalho flexível que mais abriram vagas entre julho e agosto de 2011 nos EUA foram as de design gráfico, engenharia e pesquisa. Houve uma expansão na contratação de trabalhadores para os “flexiempregos”, mas não em todas as áreas. As categorias com maior queda no número de postos de trabalho foram a de markenting, ONGs, entrada de dados e filantropia.
Entre as pessoas que estão procurando um emprego flexível, as carreiras mais desejadas são na área de redação, edição, entrada de dados, administrativa e de atendimento ao cliente.
Os ambientes de trabalho flexíveis estão se mostrando cada vez mais importantes para os trabalhadores. Uma pesquisa recente constatou que muitos funcionários até trocariam parte do salário por um ambiente desse tipo, sem horários fixos.
E parece que os empregadores estão começando a responder essa demanda, até porque ela também pode beneficiar as empresas. Nos trabalhos flex, os trabalhadores são tratados como “fornecedores” da empresa, ao invés de empregados em período integral, porque eles não são obrigados a pagar benefícios.
O resultado disso são mais ofertas de empregos flexíveis, se expandindo inclusive para áreas que tradicionalmente eram sólidas e sem possibilidade de variações nos horários e trabalho dos funcionários.
Fonte:  LiveScience.

Pessoas humildes são mais úteis e ajudam mais


Segundo uma nova pesquisa, alguns tipos de personalidade são mais generosos do que outros. Por exemplo, pessoas humildes são mais dispostas a oferecer uma mão amiga do que os arrogantes.
Os pesquisadores explicam que pessoas humildes são mais “pé no chão” do que as pessoas arrogantes, mas isso não significa que elas pensam mal de si mesmas. “Na verdade, ao invés de serem inseguras ou reservadas, pessoas humildes parecem ser caracterizadas por uma visão precisa de si, compreendendo seus pontos fortes e fracos”, disse o pesquisador LaBouff Jordan.
O estudo acrescenta a pesquisas anteriores sobre o lado positivo da humildade. Por exemplo, uma pesquisa descobriu que pessoas humildes se tornam líderes mais eficazes e mais adorados.
No primeiro dos três estudos, 117 participantes indicaram seu nível de humildade e disponibilidade. Eles também completaram um questionário sobre os cinco grandes traços de personalidade, que são cinco atributos básicos que descrevem o espectro da personalidade humana: a abertura (vontade de explorar coisas novas), a consciência (tendência para a autodisciplina), a extroversão (exuberância social), a afabilidade (compaixão e cuidado para com os outros) e neuroticismo (tendência a experimentar emoções negativas).
“O único outro traço de personalidade que tem mostrado qualquer efeito no comportamento de ajuda é a afabilidade, mas descobrimos que a humildade ajuda mais e além”, disse LaBouff.
Pessoas humildes tendiam a dizer que eram úteis e disponíveis a ajudar. Os resultados se mantiveram mesmo quando os pesquisadores contaram com outros fatores de personalidade, como afabilidade, que poderiam impactar a utilidade.
Para certificar-se de que os resultados eram precisos e que os voluntários não exageraram ou esconderam sua humildade, a equipe fez outros testes utilizando uma medida implícita de humildade.
Por exemplo, 90 alunos ouviram uma gravação de um estudante fisicamente machucado que nem sempre conseguia ir as aulas. Em seguida, os participantes ficaram sabendo de que a gravação poderia ser transmitida na estação de rádio campus.
Cada participante indicou quantas horas durante as próximas três semanas estaria disposto a reunir-se com o estudante para ajudá-lo. Aqueles que pontuaram mais alto na humildade ofereceram mais tempo para ajudar do que os alunos menos humildes.
Em seguida, 103 participantes completaram relatórios “implícitos” de humildade. Por exemplo, os estudantes tinham de associar o mais rapidamente possível certos traços a si mesmos, com características humildes (humilde, modesto, tolerante, pé no chão, respeitoso, mente aberta) e palavras associadas com arrogância (arrogante, desonesto, egoísta, vaidoso) envolvidas na lista.
Novamente, os pesquisadores descobriram que mais humildade estava ligada a mais comportamentos de ajuda. “Há várias razões pelas quais a humildade pode levar a um comportamento mais útil”, disse LaBouff. “Um aspecto da humildade é autofoco relativamente baixo. Pessoas humildes podem ter mais tempo, recursos e atenção voltados a quem necessita”, explica.
Os pesquisadores também estão interessados em descobrir como cultivar a humildade. “Se conseguirmos aumentar a humildade, seja a curto ou longo prazo, poderemos ser capazes de aumentar os comportamentos pró-sociais”, disse LaBouff.
Além disso, os cientistas querem saber, no futuro, se a humildade é benéfica em outros contextos, tais como avanços médicos e científicos ou desenvolvimento de liderança.
Fonte: LiveScience.

4 coisas estranhas que acontecem com as mulheres no período de ovulação


A ovulação não envolve apenas um óvulo viajando até as trompas de falópio de uma mulher. Para que isso aconteça, o corpo libera hormônios que, muitas vezes, nos transformam em uma criatura completamente diferente do que nos outros 27 dias do mês.
Confira algumas coisas estranhas que podem acontecer com as mulheres durante a ovulação – o ‘podem’ ali da frase é para lembrar que todo o organismo é diferente, ou seja, existem exceções às regras indicadas aqui:
1. Fantasias sexuais são mais frequentes
Um estudo da Universidade de Lethbridge, no Canadá, mostrou que grande parte das mulheres tem mais fantasias sexuais durante os três dias que ‘cercam’ sua ovulação. Em outras palavras, elas se sentem mais excitadas.
2. Homens mais masculinos são mais atraentes
Enquanto estão férteis, mulheres olham mais para rapazes musculosos, de queixos largos e expressão mais severa. Pelo menos segundo um estudo publicado na revista Hormones and Behavior. Isso porque a biologia nos faria buscar por parceiros com mais testosterona em seus organismos – em outras palavras, mais férteis e dispostos a acasalar – e, instintivamente, entenderíamos esses aspectos da aparência como sinais disso.
3. Homossexuais são identificados mais facilmente
Talvez a própria ‘busca por testosterona’ do item anterior seja a causa para isso. De acordo com um estudo da Universidade de Tufts, quando estamos ovulando, conseguimos identificar melhor a orientação sexual de homens desconhecidos.
4. Compram roupas mais sexy
Segundo uma pesquisa da Universidade de Minessota, inconscientemente comprariam roupas mais sensuais, para atrair mais parceiros durante esse período.
Fonte: Galileu.

Homens acham que mulheres parecidas com eles são mais atraentes


Você tem características físicas parecidas com a do seu parceiro/a? Segundo a ciência, casais tem uma probabilidade maior de serem parecidos pelo simples fato de que os homens acham mulheres com traços similares mais atraentes.
Um estudo, feito pelo instituto francês Institut des Sciences de l’Evolution de Montpellier, pediu que 100 homens analisassem imagens de mulheres e indicassem quais delas achavam mais atraentes. Só que algumas das fotografias foram manipuladas digitalmente para tornar mulheres mais parecidas com os voluntários. Cada homem precisava escolher entre 4 mulheres. O resultado? Em 37% dos casos – a maioria – a escolhida foi a moça com características do homem em questão.
Outro estudo, feito pelo mesmo instituto, já percebeu que casais da vida real tendem a ter traços mais parecidos do que duas pessoas estranhas escolhidas ao acaso.
Fonte: Galileu.

Amor de farmácia: como a ciência está metendo o bedelho nos relacionamentos


Um remédio que chegou este ano às farmácias americanas é o novo passo da ciência na busca do amor eterno. E não é só. Especialistas acreditam que já é possível acabar com a traição. Para tudo isso, basta manipular os hormônios e genes certos.
Amor não é uma vontade incontrolável de ficar com seu amante o tempo todo. O nome disso é serotonina. Amor não relaxa o corpo, cria laços e deixa os apaixonados felizes. O nome disso é ocitocina. É dopamina. Biologicamente, paixão é só um jato de hormônios e neurotransmissores disparado pelo cérebro. E que viciam quase como droga - as áreas de prazer e recompensa ativadas são as mesmas. Mas uma hora cansa. Quando a festa hormonal no cérebro acaba, o amor chega ao fim.
Com isso em mente, os neurocientistas Julian Savulescu e Anders Sandberg, da Universidade de Oxford, Reino Unido, iniciaram uma busca pela ciência do amor eterno. Primeiro, eles analisaram dados de divórcio nos Estados Unidos e viram que, todo ano, quase um milhão de casais se divorciam no país - em média, 16 anos depois do casamento. Esse tempo de duração não é à toa, segundo os cientistas. Há milhares de anos, o cérebro criou artimanhas químicas para atrair casais, a fim de estimular a reprodução da espécie. Só que, milhares de anos atrás, os humanos viviam cerca de 25, 30 anos. Ou seja, eles passavam, no máximo, por volta de 15 primaveras juntos com alguém. Justamente como a média de duração dos casamentos hoje nos EUA (e também no Brasil, segundo o IBGE). Ou seja, do ponto de vista evolutivo, não é que os relacionamentos estejam, necessariamente, durando menos. É que estamos vivendo mais. "Nosso cérebro evoluiu há milhares de anos para lidar com relações e problemas que faziam sentido naquele ambiente, em pequenas comunidades de caça e coleta. É um sistema primitivo, com limitações", diz Brian Earp, psicólogo e professor da Universidade de Oxford, que integra a equipe de Savulescu e Sandberg. Segundo eles, até hoje nosso corpo segue essa regra. A culpa dos casamentos durarem pouco, portanto, é dos hormônios e neurotransmissores. Ou melhor, da falta deles. Afinal, são eles que acionam o sistema de recompensa do cérebro e desencadeiam a sensação de prazer e felicidade do amor correspondido.
Mas se depender desse grupo de cientistas, isso vai mudar. A ideia deles é incentivar a produção de remédios que supram a escassez dessas substâncias. Para isso, estudam o papel delas no amor, a fim de descobrir como sua falta atrapalha os relacionamentos e como seria benéfico aumentar de novo suas doses no corpo. Porém, enquanto eles cuidam da parte teórica, outro grupo já pôs as ideias em prática. O remédio do amor vem em um recipiente de 7,5 ml, com conta-gotas, ou sob a forma de spray nasal. A ocitocina está no ar.
HORMÔNIO DA PAZ
O sistema límbico do cérebro, responsável pelas sensações e sentimentos, produz ocitocina naturalmente, seja em um abraço, seja na hora do orgasmo, amamentação ou durante o parto, estimulando as contrações uterinas. Ela aparece ainda como a substância química responsável pelo sentimento de conexão entre as pessoas. Um estudo da Universidade de Bar-Ilan, de Israel, acompanhou 60 casais e mediu o nível do hormônio no sangue deles. Meses antes de terminar o relacionamento, eles mostravam uma queda na quantidade de ocitocina.
Em 2010,o psiquiatra americano Bryan Post decidiu sintetizar e engarrafar o hormônio, batizando-o de Oxytocin Factor. "Ao longo da minha profissão, vi pessoas tomando remédios para depressão que nem sempre funcionavam. Quando comecei as pesquisas com ocitocina, sabia que poderia ser valioso", diz. E os riscos? "Não é tóxica, não faz mal e não vira um vício, já que não desperta uma vontade contínua de uso", diz a neuroendocrinologista e especialista em monogamia Sue Carter. "Mas eu não aconselharia o uso. Faltam estudos". A ABC Nutriceutical, empresa de Bryan Post que fabrica o produto, cita alguns efeitos colaterais, como alergia, dor de cabeça, convulsão e náuseas. Mas nem 1% dos usuários relatou problemas. Ele já pode ser comprado em farmácias nos EUA e custa cerca de R$ 120.
O remédio não restaura a paixão. Nem chega perto disso. Mas proporciona uma forte sessão de relaxamento (nós experimentamos. Leia mais abaixo). E isso pode ajudar nos momentos mais tensos de uma relação. Com duas borrifadas no nariz ou seis gotas debaixo da língua, o hormônio corre pelo sistema sanguíneo e aos poucos entra no sistema nervoso central, reduzindo o nível de cortisol (hormônio do estresse) no sangue. Aí é só calmaria.
EM BUSCA DO AMOR ETERNO
Se Post se contenta com esses resultados, a turma de Oxford quer buscar tratamentos capazes de prolongar a festa do amor eterno. O plano é intensificar os efeitos dessas substâncias no corpo. Além da ocitocina, uma das peças-chave é a dopamina, neurotransmissor que dá a sensação de prazer e bem-estar. "Ainda precisamos descobrir como fazer uma droga que acerte em cheio o alvo, que ajude mesmo a contribuir na sensação de vínculo", diz Earp. Um remédio assim precisa combinar o efeito calmante da ocitocina sintética com a euforia da dopamina. Aí teríamos algo que realmente emula a sensação de estar apaixonado.
Até a infidelidade está sob a mira da ciência. Segundo pesquisas, um gene ligado à recepção de neurotransmissores de vasopressina pode dizer se alguém é fiel ou não. Você não resiste à tentação, pula a cerca, mas quer parar? Por que não curar esse problema? Em ratos, pelo menos, deu certo. Em um estudo da Universidade Emory, EUA, os cientistas separaram animais da mesma espécie: promíscuos de um lado, monogâmicos de outro. Depois, colocaram os genes fiéis no DNA dos ratos mais malandros. Funcionou. Eles passaram mais tempo com a parceira do que na gaiola de estranhas. Fique esperto, Ricardão. A equipe de Brian Earp não descarta essa solução para humanos.
Mas ainda não há data para esses tratamentos virarem realidade. Mesmo na teoria científica, o assunto ainda é escasso. A pesquisa dos americanos é uma das primeiras a pensar em drogas voltadas para prolongar os relacionamentos. "A pergunta é: o que vai ser possível nos próximos dez anos? Não sei prever, mas acho que já vamos ter avançado bastante nesse assunto", diz Earp.
Talvez a pergunta seja outra: até onde o amor eterno é bom? Como ficariam os sambas, os romances, os filmes? Se não houvesse traição, não existiria Odair José nem Beatles. O jovem Werther, de Goethe, não teria tantos sofrimentos. Toda a arte seria outra. E o aprendizado de cada pé na bunda? Sem contar os possíveis riscos. Desde a criação das drogas da felicidade, ficou mais fácil se encaixar em uma doença mental: ansiedade, bipolaridade, déficit de atenção, hiperatividade. Quase 10% dos americanos com mais de seis anos tomam algum tipo de antidepressivo. As drogas do amor talvez entrem nesta mesma onda. Até a ideia de distribuição proposta pela equipe da Universidade de Oxford é parecida: no futuro, com a evolução da droga, ela não deve ser distribuída sem critério, mas apenas com receitas de psiquiatra. A dor de cotovelo, finalmente, teria outro tratamento. Além daquele outro, infalível, mesmo que tantas vezes demorado: o tempo.
Fonte: Superinteressante.

O que é síndrome do pânico?


O ar parece faltar, o coração fica acelerado, o suor empapa a roupa. Esses são apenas alguns sintomas de uma crise de síndrome do pânico, também caracterizada por boca seca, tremores, tonturas e um mal-estar geral, acompanhados pela sensação de que algo terrível irá acontecer. A pessoa sente que pode morrer ou enlouquecer nos minutos seguintes.
Esse transtorno é causado pela chamada ansiedade patológica. De acordo com os psicólogos, a ansiedade é um estado emocional natural, e é completamente normal o sentimento de querer antecipar o futuro para evitar perigos ou tentar controlar danos. O problema fica caracterizado quando essa ansiedade começa a causar sofrimento demais para a pessoa. A preocupação culmina nas crises, e a pessoa fica ainda mais ansiosa porque não sabe quando a próxima irá acontecer.
Geralmente, a síndrome do pânico acontece no começo da vida adulta, e aparece em situações de estresse, como pressões no trabalho, no casamento ou na família, em que a pessoa se sente desamparada. O transtorno é de duas a quatro vezes mais freqüente nas mulheres, mas também pode ocorrer com sinais semelhantes nos homens. É claro que um único episódio de crise de ansiedade não caracteriza a síndrome do pânico, mas crises repetidas levam ao desenvolvimento do transtorno.
A maioria dos pacientes passa por vários médicos de especialidades diferentes em busca de uma resposta e do tratamento para tamanha ansiedade, sem saber ou, às vezes, aceitar, que tantos sintomas físicos sejam proveniente de problemas emocionais. Felizmente, o transtorno tem tratamento e, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação. Cada caso é especial, mas geralmente a pessoa é tratada com sessões de psicoterapia e medicamentos. Ela já começa a melhorar entre duas e quatro semanas, mas geralmente leva um ano para se recuperar. Raramente há cura espontânea e, apesar de muitas pessoas ainda colocarem em xeque a relevância de complicações psicológicas, a síndrome do pânico deve ser tratada como doença. Caso contrário, pode levar a complicações ainda maiores: depressão, desenvolvimento de outros transtornos de ansiedade, e abuso de álcool e/ou de sedativos, com prejuízos para a vida profissional, social e familiar.
Fonte: Scientific American.